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NÃO SOU CADASTRADO                                                         NÃO LEMBRO A SENHA/USUÁRIO
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OBJETIVA: (382980 votos)..........87.96% das questões objetivas receberam votos.
Um andarilho de 38 anos de idade chega ao serviço de emergência com debilidade facial, fraqueza do braço esquerdo de 20 minutos de duração e dor no quadrante superior esquerdo. Apresenta febre intermitente, diaforese calafrios nas últimas duas semanas. Nega viagem recente e contato com animais. Não fez uso de antibióticos. Está em ligeiro sofrimento com temperatura é de 38,3 ºC, FC: 90 bpm, e a pressão arterial, de 120/80 mmHg. Higiene e situação dentaria precária.
A ausculta revela sopro diastólico no terceiro espaço intercostal esquerdo. O figado está 2 cm abaixo do rebordo costal. Nas pontas do dedo médio da mão direita e dedo anular da mão esquerda há nódulos vermelhos dolorosos e hipersensíveis recentes. Tem lêndeas nas roupas provavelmente piolhos do corpo. Hemograma: leucócitos: 14.500/ μL, com 5% de bastões e 93% de células polimorfonucleares. São obtidas amostras para hemoculturas, seguidas de tratamento empírico com vancomicina. Essas culturas permanecem negativas após cincos dias. O paciente continua apresentando febre, porém está hemodinamicamente estável; todavia, no terceiro dia de internação, surge uma nova lesão no dedo do pé, semelhante às dos dedos das mãos. O ecocardiograma transtorácico revela uma vegetação móvel de 1 cm na cúspide da valva aórtica e regurgitação aórtica moderada. À TC do abdome mostra aumento do baço com infartos renais e esplênicos em forma de cunha. Que teste deve ser solicitado para confirmar o diagnóstico mais provável?
A. Sorologia para Bartonella
B. Anticorpo heterófilo contra o vírus Epstein-Barr
C. Reação em cadeia da polimerase para HIV
D. Esfregaço de sangue periférico
E. Sorologia para febre Q

  RATING: 0

Um andarilho de 38 anos de idade chega ao serviço de emergência com debilidade facial, fraqueza do braço esquerdo de 20 minutos de duração e dor no quadrante superior esquerdo. Apresenta febre intermitente, diaforese calafrios nas últimas duas semanas. Nega viagem recente e contato com animais. Não fez uso de antibióticos. Está em ligeiro sofrimento com temperatura é de 38,3 ºC, FC: 90 bpm, e a pressão arterial, de 120/80 mmHg. Higiene e situação dentaria precária.
A ausculta revela sopro diastólico no terceiro espaço intercostal esquerdo. O figado está 2 cm abaixo do rebordo costal. Nas pontas do dedo médio da mão direita e dedo anular da mão esquerda há nódulos vermelhos dolorosos e hipersensíveis recentes. Tem lêndeas nas roupas provavelmente piolhos do corpo. Hemograma: leucócitos: 14.500/ μL, com 5% de bastões e 93% de células polimorfonucleares. São obtidas amostras para hemoculturas, seguidas de tratamento empírico com vancomicina. Essas culturas permanecem negativas após cincos dias. O paciente continua apresentando febre, porém está hemodinamicamente estável; todavia, no terceiro dia de internação, surge uma nova lesão no dedo do pé, semelhante às dos dedos das mãos. O ecocardiograma transtorácico revela uma vegetação móvel de 1 cm na cúspide da valva aórtica e regurgitação aórtica moderada. À TC do abdome mostra aumento do baço com infartos renais e esplênicos em forma de cunha. Que teste deve ser solicitado para confirmar o diagnóstico mais provável?

A. Sorologia para Bartonella
CORRETO: Este paciente apresenta endocardite com cultura negativa, uma tara entidade definida como evidência clínica de endocardite infecciosa na ausência de hemoculturas positivas. No caso desse paciente, as evidências de endocardite bacteriana subaguda consistem em regurgitação valvar, vegetação na valva aórtica e fenômenos embólicos nos membros, no baço nos rins. O uso prévio de antibióticos constitui uma razão comum para as hemoculturas negativas. O diagnóstico é estabelecido por hemocultura em cerca de 25% dos casos. Nos demais casos,as opções de diagnóstico consistem em reação em cadeia da polimerase direta do tecido valvar, quando disponível, ou em sorologia das fases aguda e convalescente. O tratamento empírico para a endocardite com cultura negativa consiste habitualmente em ceftriaxona e gentamicina, com ou sem doxiciclina. Para à endocardite por Bartonella confirmada, tratamento ideal consiste em gentamicina mais doxiciclina.
B. Anticorpo heterófilo contra o vírus Epstein-Barr
INCORRETO : O vírus Epstein-Barr e o HIV não provocam endocardite.
C. Reação em cadeia da polimerase para HIV
INCORRETO : veja a resposta da alternativa A
D. Esfregaço de sangue periférico
INCORRETO : Um esfregaço de sangue periférico não seria diagnóstico.
E. Sorologia para febre Q
INCORRETO : Os patógenos mais comuns (ambos são tecnicamente difíceis de isolar em frascos de hemoculturas) são Coxiella burnetii que causa a febre Q (normalmente associada a contato estreito com gado) e Bartonella spp. Nesse caso, a falta de moradia desse paciente e a infestação por piolhos do corpo constituem o indício de infecção por Bartonella quintana.

Gabarito:  A

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DISCURSIVA: (87420 votos) ..........97.39% das questões discursivas receberam votos.
Responda ás seguintes questões:
A) Para completar o ciclo de infecção e reprodução em uma célula: HIV passa pelas varias etapas. Indiquem estas etapas em ordem cronológica. (0,3 p)

B) Definem a noção de janela  imunológica, a duração dela e a importância nos testes de triagem dos doadores. (0,2 p)


RATING: 1.43

Responda ás seguintes questões:
A) Para completar o ciclo de infecção e reprodução em uma célula: HIV passa pelas varias etapas. Indiquem estas etapas em ordem cronológica. (0,3 p)

B) Definem a noção de janela  imunológica, a duração dela e a importância nos testes de triagem dos doadores. (0,2 p)

A) As etapas da infecção com HIV:
-Fusão com a superfície da célula e entrada no citoplasma. (0,05 p)
-Produção do DNA proviral a partir do RNA viral. (0,05 p)
-Integração no genoma da célula. (0,05 p)
-Produção de proteínas virais. (0,05 p)
-Saída da célula por brotamento. (0,05 p)
-Maturação extracelular do vírion. (0,05 p)

B) É importante lembrar a possibilidade de transmissão do HIV por parte de doador de sangue recém-infectado em que anticorpos séricos específicos anti-HIV ainda não são detectáveis. Esse período é conhecido como janela imunológica e tem duração média de 22 dias, considerando-se os resultados obtidos com os testes sorológicos atualmente em uso.
Várias situações podem aumentar o período de duração da denominada janela imunológica.
Sendo assim, é de vital importância para diminuir a transmissão do HIV por transfusão de sangue e de seus componentes a criteriosa avaliação de risco epidemiológico dos doadores, lá existem testes de amplificação de ácidos nucléicos que detectam a presença do HIV mais precocemente (cerca de 11 dias depois da ocorrência da infecção) que os testes sorológicos.
Esses exames têm hoje custo muito alto, mas já foram adotados por alguns países desenvolvidos e por poucos serviços privados do Brasil, havendo a expectativa de que passem a ser realizados brevemente pelos serviços públicos do nosso país.(0,2 p)

FONTE:
http://www.misodor.com/SIDA.php

AVALIE ESSA QUESTÃO: (1.43)

CASO CLINICO: (92371 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Bióloga, professora universitária, 47 anos, hipertensa, tabagista inveterada (cerca de 2 maços por dia), apresenta quadro de insuficiência coronária, com indicação para cirurgia de revascularização do miocárdio; procura cirurgião especializado, de sua confiança e de seu círculo social.
O cirurgião, conhecedor do fato de que o marido da professora apresenta comportamento de risco (portador do vírus da imunodeficiência humana [HIV] por possível bissexualidade?), exige a realização do teste de HIV como pré-condição para operá-la. A paciente informa ter realizado o exame há 10 meses, com resultado negativo.
O cirurgião insiste na feitura de novo exame. A paciente se nega a realizá-lo e o médico se nega a operá-la.
Por interferência da Diretoria Clínica do hospital a doente acaba concordando em realizar o teste, cujo resultado vem a ser negativo.
O cirurgião, então, a procura e decide marcar a intervenção cirúrgica.
A paciente, porém, pergunta ao cirurgião: 'Qual o motivo para exigir o teste HIV?' Responde o cirurgião: 'Porque durante o ato cirúrgico eu poderia, por acidente, me ferir e correr o risco de ser infectado'. 'Nesse caso,' diz a paciente,'desejo também conhecer o resultado do seu teste, pois o senhor também pode, na mesma situação, em cirurgia extracorpórea, me contaminar'.
PERGUNTA-SE:
1) É errada a atitude do medico? Justifiquem! (0,2 p)
2) O Conselho Regional de Medicina pode punir o medico? Conforme qual princípio? (0,2 p)
3) É justificado o pedido da paciente que o medico fizesse, também, o exame? (0,1 p)


RATING: 3.13

1) É errada, sim.
O risco de transmissão ocupacional do HIV, embora exista, é extremamente baixo.
No caso, há um equívoco de natureza ética que se expressa na mensagem para a paciente. A mensagem é nitidamente de cunho persecutório e discriminador: há uma ameaça de excluí-la do necessário ato cirúrgico com base em discriminação que coloca a soropositividade como definidora do risco do acidente. O risco de acidente, por definição, vai estar presente em qualquer procedimento e, por isto mesmo, normas universais de biossegurança são elaboradas. Diferentemente da preferência atual pelos cuidados universais, o cirurgião em questão optou por cuidados específicos, o que é uma outra tendência, ao lançar mão de uma triagem sorológica. O resultado negativo não lhe daria a segurança desejada, pois em um período de janela imunológica a infecção existente ainda não estaria sendo revelada pela presença de anticorpos. Não haveria qualquer empecilho ético ou legal se alguns princípios estivessem resguardados, e sobre estes nos reportamos ao Parecer nº 11/92, de 14/2/92, do Conselho Federal de Medicina:

  1. O exame deve ser voluntário, após informações completas e adequadas ao paciente quanto à sua finalidade.
  2. O paciente que se recusar a ser testado não deve ter prejuízos em sua assistência em decorrência de sua decisão
  3. Os pacientes positivos deverão ter garantias de sigilo em relação ao resultado e de manutenção de todos os seus direitos em relação à assistência oferecida pela instituição, sem prejuízo na qualidade de seu atendimento.
2) Pode ser punido, sim.
Não é à toa que o novo Código de Ética Médica, contendo normas a serem observadas por todos os médicos e centrando a ética no paciente, aponta entre seus princípios fundamentais ser a medicina uma profissão a serviço da saúde do ser humano e da coletividade e deve ser exercida sem discriminação de qualquer natureza (art. 1º).
Ao ampliar o capítulo consagrado aos direitos humanos, o Código de Ética Médica enfatiza a proibição da discriminação de qualquer forma ou sob qualquer pretexto (art. 47).
aparente colidência dessas disposições com o contido no artigo 58 do mesmo Código de Ética. Ali se estabelece ser vedado ao médico 'deixar de atender paciente que procure seus cuidados profissionais em caso de urgência, quando não haja outro médico ou serviço médico em condições de fazê-lo'. Interpretando essa disposição isoladamente e a contrario sensu, teremos que o médico, salvo caso de urgência, pode recusar quem quiser, pelo motivo que quiser. Ou seja, do ponto de visto de deixar de prestar a cirurgia não tem suporte para punição.
Contudo, ele pode ser punido para discriminação. O médico não pode discriminar, mas também não deve tolerar discriminação por questões de religião, sexo, nacionalidade, cor, opção sexual, opinião política ou de qualquer outra natureza (art. 20 do Código de Ética).
Os direitos do médico, porque estabelecidos para evitar a contaminação da profissão com qualquer vínculo que a afaste de seus princípios fundamentais, devem ser pensados antes como poderes- deveres, como normas éticas, do que propriamente como direitos do médico. Tanto assim é que deles não pode abrir mão o profissional da medicina, sob pena de cometer grave violação de dever fundamental (art. 8º do Código de Ética).
3. Não é justificada, também.
A solicitação 'revanchista' da paciente para que o médico também lhe revelasse a sorologia para o HIV se contrapõe ao direito do médico - o mesmo de qualquer outra pessoa - à confidencialidade.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.13)

 

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