CASO CLINICO VIII
T. R. N. de São Jose dos Campos, paciente de 64 anos de idade, que procurou o serviço para tratamento de dor crônica e ferida no membro inferior direito. Descreve que a primeira lesão ulcerada surgiu há 10 anos e fez tratamento medicamentoso e com repouso que resultava na cicatrização das lesões, contudo apresentavam recidivas. Relata que os movimento dos pés e tornozelos vêm piorando com o tempo, necessitando do apoio de uma bengala. Ao exame físico detectaram-se, na face interna do terço distal da perna, lesão ulcerada, pele com aspecto descamativo, endurecida, perda de movimento de pododáctilos e tornozelo. Foi feita avaliação clínica, goniométrica e perimétrica.
Edema, induração, hiperpigmentação e ulceração, lesão do membro inferior, parte interna da perna sugere somente um diagnostico - INSUFICIENCIA VENOSA CRONICA, ESTADO EDEMATOSO. TROMBOSE VENOSA PROFUNDA DE MEMBRO INFERIOR DIREITO.
Sendo acima a classificação CEAP o estado da insuficiencia  e C6EPAsFR+FO
Os exames subsidiários solicitados para a confirmação diagnóstica e quantificação da hipertensão venosa, são divididos em testes não-invasivos e invasivos.
A IVC pode ser resultado de obstrução do fluxo venoso, refluxo ou a combinação de ambos fatores, deste modo, o objetivo da realização dos exames não-invasivos é a detecção de obstrução ou refluxo e, se possível, a localização anatômica da anormalidade.

NÃO INVASIVOS:
sonar de efeito Doppler portátil
Mapeamento Dúplex (MD) ou Eco-Doppler
fotopletismografia venosa

INVASIVOS:
a) medida da Pressão Venosa Ambulatorial Direta
b) flebografia do membro inferior
Flebografia do membro inferior é considerada o padrão-ouro para o diagnóstico da IVC sendo a associação da flebografia ascendente à descendente permite o diagnóstico anatômico das lesões valvulares e quantificação da hipertensão venosa. Além disto, ainda hoje são exames fundamentais para a absoluta indicação do tratamento cirúrgico da IVC.
A flebografia ascendente é realizada com o paciente em decúbito dorsal horizontal ou a 60º e injeta-se uma substância de contraste no sistema venoso por meio de punção de veia dorsal do pé com garroteamento distal do tornozelo. Neste exame é importante observar-se a perviedade do sistema venoso profundo, as obstruções venosas, as dilatações das veias, a circulação colateral e a presença das válvulas venosas.
Já na flebografia descendente, a substância de contraste é injetada por meio de cateter colocado na veia femoral ou por meio de punção simples desta veia. Acompanha-se a progressão retrógrada da substância de contraste, utilizando a manobra de Valsalva e em casos graves de IVC, pode-se verificar o refluxo da substância de contraste atingindo as veias do tornozelo. A flebografia descendente analisa fundamentalmente a competência do sistema valvular das veias profundas.
As úlceras venosas são tratadas conservadoramente com elevação dos MMII, terapia compressiva e a Bota do Unna.
Tratar a dermatite de estase e o eczema varicoso com
soluções de lanolina e preparações com corticosteróides de uso tópico
AMBULATORIO
HIRUDOID aplicações locais 3-4 vezes ao dia
Tem sido indicado mais recentemente a utilização de drogas que agem na microcirculação facilitando a cicatrização destas lesões
DAFLON 900mg em dose única diária, pela manhã
ou
VECASTEN Um comprimido uma vez ao dia, podendo ser administrado 2 vezes ao dia.
CAPILAREMA Adultos: dose inicial: via oral, 225mg por dia. Dose de manutenção: via oral, 150mg por dia.
Utiliza-se antibioticoterapia somente em pacientes com contaminação bacteriana comprovada e após isolamento da bactéria predominante na lesão
1. pacientes que não melhoraram com a terapia clínica
2. pacientes que desenvolveram complicações recorrentes (celulite, úlceras infectadas ou tromboses
3. pacientes incapazes de manter o tratamento clínico e principalmente jovens em idade produtiva