ASMA BRONQUICA INFANTIL

SAIR

DEFINIÇÕES

A primeira questão: COMO DEFINIR A ASMA?

Vamos mudar um pouco a maneira de entender essa doença. Começaremos com a definição e a sintomatologia, no final, vamos ver o que que acontece com as vias aereas na asma. Deixar a parte de fisiopatologia e morfopatologia para final é a melhora estratégia para esclarecer a clinica e o tratamento. Muitas vezes a parte pré-clinica da asma é tão frondosa que o leitor acaba perdendo o interesse para a propria doença e o tratamento até chegar no final.

Então, O QUE QUE É A ASMA?

Conforme o Projeto Diretrizes a asma é uma doença inflamatória crônica, caracterizada por hiper-responsividade das vias aéreas manifestando-se por obstrução ao fluxo aéreo, reversível espontaneamente ou pelo tratamento, com episódios recorrentes de sibilância, dispnéia, aperto no peito e tosse, particularmente à noite e pela manhã ao acordar.

Pelo jeito, se você encontrar um paciente com: dispneia de tipo obstrutivo + sibilância + aperto no peito e tosse, que aparecem varias vezes, de madrugada, muito provavelmente está na frente de um paciente asmatico. Pode até conclusionar que há uma hiperreatividade bronquica neste paciente, e é justamente isto o mecanismo fisiopatologico que define a asma.

E, outra questão: PORQUE ASMA INFANTIL?

Asma em crianças caracteriza-se como tosse crônica ou recorrente acompanhada de sibilância.

Então, veja bem - há uma diferença clara entre asma do adulto e asma da criança. A sintomatologia é um pouco diferente no paciente pediatrico.

Vem a questão logica: QUAL É O PERIGO?

Isto depende muito da forma clinica.

Há varios tipos de asma infantil:

    1. sibilos periódicos na infância precoce, principalmente ativados por infecções virais comuns do trato respiratório
    2. a asma crônica associada à alergia que persiste na infância tardia e freqüentemente depois da infância.
    3. Um terceiro tipo de asma infantil tipicamente ocorre em mulheres que desenvolvem obesidade e puberdade precoce (aos 11 anos de idade).
    4. Embora a asma intermediária através de exposições "ocupacionais" não seja considerada freqüentemente, algumas crianças são criadas com animais típicos de fazenda dentro de casa, sendo expostas a certos agentes que podem mediar um quarto tipo de asma infantil.

A tríade de asma, caracterislicamente associada à sinusite hiperplástica/polipose nasal e hipersensibilidade à aspirina e a medicamentos antiinflamatórios não-esteroidais (p. ex., ibuprofeno), raramente tem seu início na infância.

Destes tipos diferentes de asma infantil, a forma mais comum é aquela associada à alergia. Adicionalmente, a sensibilização ao alérgeno e a exposição são associadas à asma mais grave.

FORMAS CLINICAS DE ASMA

1. A ASMA FORA DA CRISE

O que precisa ser entendido desde o começo é que a asma é uma doença crônica.

Ou seja, na maioria dos casos, você não vai encontrar a criança com sintomas. A historia clinica vai ser, então, o melhor apoio para seu diagnostico.

Na anamnese do paciente asmático deve-se procurar caracterizar freqüência, intensidade e duração dos episódios agudos pregressos, ocorrência de internações anteriores, particularmente aquelas que necessitaram de unidade de terapia intensiva, e medicações em uso (doses, intervalos e tempo de uso). Falhas eventuais dessas medicações em episódios anteriores e necessidade do uso de corticoterapia em crises agudas, principalmente os de uso endovenoso, podem ajudar a entender melhor a gravidade da crise atual. A história clínica deve determinar, ainda, a duração da crise atual, os possíveis desencadeantes, os tratamentos instituídos no domicílio, a procura por outros serviços de saúde e qual foi a orientação terapêutica.

SEGREDINHO PROFISSIONAL: Como que as crianças relatam as crises?

  • geralmente, as crianças maiores relatam mesmo brevidade de respiração e opressão toracica
  • as crianças menores relatam "dor toracica"

De qualquer jeito, tosse e sibilância no expiro são so sinais crônicos mais comuns do asma. Existem medicos sortudos que tem mais que isto no historico: cansaço fisico (por causa do sono frequentemente interrompido) ou dificuldade em manter o ritmo das atividades fisicas.

Outras coisa que vai ter que verificar no historico da criança é a experiência com broncodilatadores e/ou corticóides. Porque? A maioria já tem usado uma ou as duas. Se não houver melhora com broncodilatadores ou com corticóides então pode ser que não é asma.

Dentre as várias gradações de asma aguda, destaca-se a síndrome de asma aguda grave, reconhecida por presença de sibilância ou dispnéia que impedem a formulação de uma sentença em único movimento respiratório, taquicardia e taquipnéia.

Ou seja, no caso da criança, a dispnéia e a sibilância são sintomas que já indicam gravidade.

Não toda a asma é grave assim - a asma leve pode ser intermitente ou persistente.

ASMA LEVE: a sintomatologia é esporádica, desencadeada por vários fatores e intervalada por períodos assintomáticos

ASMA PERSISTENTE: aumentada freqüência de episódios de broncoespasmo. A asma moderada e a asma grave podem ser formas persistentes

ATENÇÃO: as exacerbações agudas podem ser desencadeiadas de qualquer condição.

O que que significa isto?

Apesar de encontrar, na maioria das situações as crianças sem sintomas - eventualmente queixando-se de uma banal tosse seca - no momento da crise o qudro clínico é sempre fácil de ser reconhecido. O exame pulmonar também está normal.

Para se estabelecer um plano adequado de tratamento para o paciente asmático, é importante que se saiba a gravidade da sua doença, que é baseada na:

  1. presença de sintomas
  2. limitação das atividades físicas
  3. visitas a serviços de emergência
  4. alterações de provas de função pulmonar

FORMA INTERMITENTE

Uma criança com asma intermitente vai ter queixa de sintomas (chiado, aperto no peito, falta de ar, tosse) no máximo duas vezes por semana (ou apenas aos exercícios), geralmente de curta duração. As crises duram menos do que um dia por mês (isso significa que, cumulando o período das crises durante um mes da menos de 24 h = um dia).

Geralmente, a criança nem vai ao PS quando tiver crise, ele sabe usar muito bem o que rapidamente alivia a crise: os broncodilatadores (as bombinhas).

Na escola têm atividades, geralmente, normais, as vezes perdendo um dia ocasional de trabalho ou escola. O sono, em geral, é normal, ou interrompido por exacerbações agudas no máximo duas vezes ao mês.

Eles usam broncodilatadores para alívio uma vez por semana, no maximo.

Os valores do pico de fluxo expiratório (PFE) ou do volume expiratório no primeiro segundo (VEF1), nas consultas, antes do uso de broncodilatadores, usualmente, são superiores a 80% do melhor valor pessoal (MVP). A monitoração do PFE durante três ou mais semanas, usualmente, é desnecessária, e quando realizada, o PFE mínimo é sempre superior a 90% do MVP.

ASMA PERSISTENTE LEVE

Na forma persistente leve a criança vai acusar sintomatologia mais de uma vez por semana, mas com certeza não todo dia. Vai se queixar que tem desconforto para cumprir algumas atividades fisicas e geralmente as faltas na escola são ocasionais, do mesmo jeito que na forma persistente leve. As crises são infrequentes e as vezes é necessário o uso de corticoide inalatório.

A criança vai ter sintomas noturnos, não cada semana, mas de qualquer jeito, mais de duas vezes por mês. Se for medir os parámetros volumetricos pulmonares, o VEF1 e o PEF vão estar em 80% do previsto, sem broncodilatador.


ASMA PERSISTENTE MODERADA

No estado de asma persistente moderada as exacerbações são diários, mas não continuos. Isso significa o que? A criança tem crise asmatica em episódios de 2-3 dias, seguidas de um dia ou dois de intervalo, e depois tem uma nova série. Tem algumas faltas ao escola, e, se a criança prestar uma atividade moderada (subir escadas, por exemplo) tem dispnéia. Na maiorias das crises, a criança precisa ser levada ao PS aonde melhora somente com corticóides. Duas-três vezes por semana tem crise a noite. Interrogando a criança ou os pais saberemos que a criança utiliza bombinha das 3 vezes/semana até 1 vez/dia. Na espirometria, o PEF e o VEF1 são entre 60 e 80% do previsto.

ASMA PERSISTENTE GRAVE

A forma persistente grave evolui com crises diarios continuos. A atividade fica seriamente prejudicada e as sintomas podem aparecer mesmo andando num plano. As crises são bem frequentes e graves, quase ameaçando a vida e necessitam atendimento no PS. As sintomas noturnos acontecem quase diariamente (no minimo 2 vezes/semana). O PEF e o VEF1 são abaixo de 60% do previsto.

Então da pra ver que, utilizando uma anamnese precisa e rápida, podemos encaixar o caso em um dos quatro descritos acíma.

Outra historia é quando a gente recebe um paciente pediatrico EM CRISE de asma, ou melhor - em forma aguda.

2. A CRISE ASMATICA

Mais uma vez, vamos DEFINIR os termos antes de começar a falar sobre eles:

Uma crise de asma pode ser definida como episódio de inflamação respiratória aguda (IRA) em decorrência da obstrução das vias aéreas. podendo ser classificada...

AI, MEU DEUS!!! Outra classificação???

Sim, outra, porque neste momento falamos da crise aguda; podemos até afirmar que esta classificação pode ser mais importante que a anterior - uma crise asmatica pode ser ameaça de vida e ela precisa, então, ser tratada com a maxima atenção. É uma urgência e, em alguns casos uma emrgência. A classificação da crise aguda permite orientar o manejo da asma aguda.

Uma vez o espanto passado vamos seguir: segundo sua gravidade, a crise de asma classifica-se em

  1. leve/moderada
  2. grave
  3. muito grave
CRISE LEVE/MODERADA
CRISE GRAVE
CRISE MUITO GRAVE
DISPNEIA
Fala frases completas e deambula

Fala frases incompletas, parciais

No caso do lactente, há um choro curto e dificuldade de se alimentar

Fala frases curtas e monossilabicas, adota ortopnéia (posição semissentada) e tem dificuldades de se alimentar
CONSCIÊNCIA
Normal
Normal ou apresenta estado de excitação
Agitação, confusão ou sonolência
FREQUÊNCIA RESPIRATORIA
Normal ou aumentada
Aumentada
Aumentada
USO DA MUSCULATURA ACCESSORIA
Leve, ou, eventualmente, sem retração subcostal
Retrações acentuadas (subcostais e até esternocleidomastoidianos)
Retrações intensas, acentuadas, ou cansaço respiratorio com declínio
AUSCULTA
Sibilos no fim da inspiração
Sibilos tanto inspiratorios quanto expiratorios
Murmurio inaudivel, entrada pobre de ar
PFE
>50% do previsto
entre 30 - 50% do previsto
abaixo de 30%
SATURAÇÃO EM MEIO AMBIENTE
95%
91 - 95%
abaixo de 90%
PA O2 EM AR AMBIENTE
Normal
Em torno de 60 mm Hg
abaixo de 60 mm Hg
PA CO2 EM AR AMBIENTE
abaixo de 40 mm Hg
em volta de 40 mm Hg
acima de 45 mm Hg

Um parámetro de extrema importância na avaliação respiratoria de uma criança é medir a frequência respiratoria. Para cada categoria de idade tem uma frequência considerada normal:

IDADE
2 meses
2-12 meses
1-5 anos
6-8 anos
acima de 8 anos
FREQUÊNCIA RESPIRATORIA
60/min
50/min
40/min
30/min
20/min

ATENÇÃO!

A criança deve ser encaminhada ao hospital quando apresentar qualquer um ou mais dos seguintes itens:

Conta com atenção a frequência respiratória - sempre ela pode orientar o diagnóstico, ou, pelo menos, a avaliação da gravidade. É medir mesmo por 1 minuto inteiro, e não por intervalos. Atenção ao que representa retração subcostal e a gemência respiratoria - nem supraavaliar nem subavaliar!

COMO VOCÊ ENCONTRA A CRIANÇA EM CRISE DE ASMA?

Tosse, sibilância, dispnéia e ansiedade - eis a quadratura de ouro do diagnóstico, contudo não é só ísso. A avaliação deve compreender os componentes de três status: respiratório, neurológico e cardiovascular.

A obstrução de fluxo de ar durante as exacerbações da asma pode ficar extensa, resultando em insuficiência respiratória ameaçadora. Freqüentemente, as exacerbações de asma pioram à noite (isto é, entre meia-noite e 8 h da manhã), quando a inflamação das vias aéreas e a hiper-responsividade estão em seu ápice. Complicações que podem ocorrer durante as exacerbações graves incluem a atelectasia e extravasamentos de ar no tórax (pneumomediastino ou pneumotórax).
Importantes como primeira linha de farmacoterapia, os β-agonistas podem aumentar o fluxo sangüíneo nas áreas não-oxigenadas pulmonares, causando alteração ventilação-perfusão, precipitando a hipoxemia. A hipóxia perpetua a broncoconstrição, a qual piora a condição. Exacerbações graves e progressivas claramente devem ser tratadas em locais para atendimento médico, com administração de oxigênio como terapia de primeira linha.

Em principio, dificil de fazer uma anamnese documentada na frente de um episodio tão dramático...

Na apresentação clínica da asma grave, podem-se definir dois fenótipos principais, de acordo com o início dos sintomas:

O início e do tipo de terapêutica a ser instituída depende fundamentalmente desta caracterização.

No exame físico, devem ser valorizados os achados de uso de musculatura acessória, traduzidos por retrações subcostais, retração de furcula esternal, elevação da cintura escapular e batimento de asa de nariz.

O que é mais importante neste conjunto dos dados?

A disfunção respiratória está mais relacionada com os parâmetros de uso de musculatura acessória. A freqüência respiratória e a presença de sibilância são importantes, são dados obrigatórios na inspeção e ausculta, mas não são definitorios.

Então, como quantificar PRECISAMENTE a crise?

Um instrumento útil é o escore de Wood e Downes, muito utilizado em pediatria.

ESCORE WOOD:

0 PONTOS
1 PONTO
2 PONTOS

ENTRADA DE AR

Simetrica
Assimetrica
Diminuida

SIBILOS

Poucos e geralmente expiratorios
Podem estar inspiratórios e expiratorios
Ou muito intensos ou bem diminuidos, com respiração paradoxal e MV bem diminuido também

MUSCULATURA ACESSORIA

não utilizada ou bem pouco
Significativamente utilizada
Intensamente utilizada ou respiração paradoxal,

ESTADO NEUROLOGICO

Normal
Euforia ou depressão
Torpor, coma

CIANOSE

Sem cianose
Presente em ar ambiente, regride com oxigênio
Presente com FiO2 de 40%

O escore Wood é maravilhoso, só que tem algumas limitações. quantifica a gravidade da crise, sua evolução e a resposta terapêuticaconsidera apenas dados subjetivos de avaliação clínica, e ísso tem riscos inerentes. Ou seja... o que você considera uma cianose o seu colega pode achar - e ter razão - que é uma palidez. Uma retração subcostal que você viu agora, no exame ulterior pode não aparecer mais...

Seria uma boa idéia utilizar esse escore no caso da criança menor de 5 anos. Nesta faixa etária é difícil determinar os dados de fluxo expiratório máximo (FEM), medido pelo peak-flow meter.

Cumula os pontos e aproveite:

  • menor ou igual a 2 considera-se crise asmática leve
  • entre 3 e 4, asma moderada
  • maior ou igual a 5, asma grave com falência respiratória provável
  • um índice maior ou igual a 7 indica falência respiratória.

Nos lactentes, para avaliar a gravidade de uma crise de asma, utiliza-se... adivinhem... sim, outra classificação. A presença de cianose e diminuição do nível de consciência, considerados sinais tardios de disfunção respiratória, deve ser abordada com tratamento agressivo, dirigido para asma grave.

L A C T E N T E
CRISE MODERADA
CRISE GRAVE
AMEAÇA DE MORTE
Saturação > 92%
Saturação < 92%
Apneia
Sibilos audíveis
Cianose
Bradicardia
Uso de musculatura acessoria
Intenso sofrimento respiratorio
Esforço respiratorio lento
Alimenta-se com pouca dificuldade
A dispneia aumenta durante a alimentação
Não se alimenta

GASOMETRIA

I FASE: Alcalose respiratoria

II FASE: Hipoemia e alcalose respiratoria

III FASE: Hipoxemia

IV FASE: Hipoxemia e acidose respiratoria

V FASE: Hipoxemia e acidose mista

VAMOS COMPROVAR QUE É ASMA!

E se eu estou errado e o que está na minha frente não é asma? Sempre pare e pense em outros possíveis diagnósticos como:

  1. Bronquiolite obliterante
  2. Disfunção de corda vocal
  3. Fibrose cística
  4. Bronquiectasia
  5. Aspiração de corpo estranho
  6. Síndrome aspirativa recorrente
  7. Insuficiência cardíaca congestiva
  8. Traqueobronquiomalacia
  9. Obstrução de via aérea superior
  10. Síndromes eosinofílicas pulmonares
  11. Lesão endobrônquica

Vou precisar de exames, não é?

Vou pedir RADIOGRAFIA TORACICA?

Espera um pouco! Não é para se precipitar e sobrecarregar o serviço de radiologia com pedidos inúteis. Quando vou pedir Rx em caso de crise de asma? Deveria ela ser solicitada de rotina?

Sua indicação deve ser baseada na história e no exame físico e reservada para:

  • suspeita clínica de pneumonia
  • pneumotórax
  • pneumomediastino
  • atelectasia
  • aspiração de corpo estranho
  • internação por crise grave

A maioria dos plantonistas pedem, sim... é mais para espectaculo, efeito dramatico... E chato "não pedir algo" quando a criança está em crise dispnéica e os pais estão panicados, alarmados... tenta aplicar o que seria o lógico, e depois você vai ver... Enfim, em principio, um Rx pode esclarecer se a crise asmatica teve como fator desencadeiante algo tipo pneumonia, laringite... se a criança for em crise, nem é prioritario. Prioritário é o tratamento!

A radiografia de tórax (póstero-anterior e incidências laterais) freqüentemente parece ser normal em crianças com asma, a não ser por sutis alterações não-específicas de hiperinsuflação (p. ex., retificação do diafragma) e espessamento peribrônquico. A radiografia de tórax é útil para identificar anormalidades que são marcadores de mimetizadores de asma (p. ex., pneumonites de aspiração, campos pulmonares hiperlucentes em bronquiolite obliterante) e as complicações durante as exacerbações da asma (p. ex., atelectasia e pnemotórax).

Algumas anormalidades pulmonares podem ser mais bem apreciadas com TC de alta-resolução.

Por exemplo, bronquiectasias às vezes têm visualização difícil em radiografia de tórax, mas são vistas claramente em TC e são importantes para mimetizadores de asma, como:

  • fibrose cística
  • micoses broncopulmonares alérgicas (p. ex., aspergilose)
  • discinesia ciliar
  • imunodeficiências

Gasometria: sinais de gravidade, PFE < 30% após tratamento ou SatO2 < 93%.

Eletrólitos: coexistência de doenças cardiovasculares, uso de diuréticos ou de altas doses de β2-agonista.

As provas de provocação brônquica são a base para se documentar a presença de asma e a gravidade de exacerbações agudas.

PROVA DE FUNÇÃO PULMONAR

Isto serve, logico, para comprovar a asma crônica. Trata-se de medidas de fluxos expiratórios cuja finalidade é o diagnóstico da asma e a eficácia da terapia.

Os testes de função pulmonar são particularmente úteis em asmáticos que não percebem a obstrução, ou quando os sinais físicos da asma não ocorrem, até que a obstrução do fluxo de ar se torne grave.

Espirometria mede o fluxo de ar e os volumes pulmonares durante uma manobra expiratória forçada e é considerada o padrão-ouro de medida de fluxo de ar em asma.

A espirometria (do latim spirare = respirar + metrum = medida) é a medida do ar que entra e sai dos pulmões.

Pode ser realizada durante respiração lenta ou durante manobras expiratórias forçadas. A espirometria é um teste que auxilia na prevenção e permite o diagnóstico e a quantificação dos distúrbios ventilatórios. A espirometria deve ser parte integrante da avaliação de pacientes com sintomas respiratórios ou doença respiratória conhecida.

A espirometria é um exame peculiar em medicina, exige a compreensão e colaboração do paciente, equipamentos exatos e emprego de técnicas padronizadas aplicadas por pessoal especialmente treinado.

Os valores obtidos devem ser comparados a valores previstos adequados para a população avaliada. Sua interpretação deve ser feita à luz dos dados clínicos e epidemiológicos

A responsabilidade para a realização, acurácia e interpretação da espirometria é prerrogativa dos pneumologistas. Médicos generalistas, mesmo treinados, realizam e interpretam freqüentemente espirometria de modo inadequado, de modo que a realização por médicos não especialistas não é recomendada.

Os resultados espirométricos devem ser expressos em gráficos de volume-tempo e fluxo-volume.

Analizando o grafico fluxo-volume de uma pessoa normal mostra que o fluxo é máximo logo no início da expiração, próximo à CPT. Quando o volume pulmonar se aproxima do VR ha redução dos fluxos.

Os fluxos no início da expiração, próximos ao PFE, representam a porção esforço-dependente da curva. O que que é isso? Isto significa que os fluxos podem ser aumentados com maior esforço por parte do paciente. Depois que passaram os primeiros 30% da CVF, a expiração o esforço expiratório é modesto ou seja, segue uma porção relativamente esforço-independente da curva.

Que volumes medimos através da espirometria?

  1. Volume residual (VR): representa o volume de ar que permanece no pulmão após uma expiração máxima.
  2. Capacidade pulmonar total (CPT): o volume de gás nos pulmões após a inspiração máxima.
  3. Capacidade residual funcional (CRF): é o volume de ar que permanece nos pulmões ao final de uma expiração usual, em volume corrente.
  4. Capacidade vital (CV): representa o maior volume de ar mobilizado, podendo ser medido tanto na inspiração quanto na expiração.
  5. Capacidade vital forçada (CVF): representa o volume máximo de ar exalado com esforço máximo, a partir do ponto de máxima inspiração.
  6. Volume expiratório forçado no tempo (VEFt): representa o volume de ar exalado num tempo especificado durante a manobra de CVF; CASO PARTICULAR: VEF1 é o volume de ar exalado no primeiro segundo da manobra de CVF. É a medida de função pulmonar mais útil clinicamente.
  7. Fluxo expiratório forçado máximo (FEFmáx): representa o fluxo máximo de ar durante a manobra de
    capacidade vital forçada. Esta grandeza também é denominada de pico de fluxo expiratório (PFE).
  8. Fluxo (FEFx ou FIFx): representa o fluxo expiratório ou inspiratório forçado instantâneo relacionado a um volume do registro da manobra de CVF. Esta grandeza é expressa em litros/segundo (BTPS).
  9. Fluxo expiratório forçado médio (FEFx-y%): representa o fluxo expiratório forçado médio de um segmento obtido durante a manobra de CVF; CASO PARTICULAR: FEF25-75% é o fluxo expiratório forçado médio na faixa intermediária da CVF, isto é, entre 25 e 75% da curva de CVF.
  10. Tempo da expiração forçada (TEF): tempo decorrido entre os momentos escolhidos para “início” e “término” da manobra de CVF. Esta grandeza é expressa em segundos.
  11. Tempo expiratório forçado médio (TEFx-y%): representa o tempo expiratório forçado médio de um segmento, obtido durante a manobra da CVF; por exemplo TEF25-75% é o tempo expiratório forçado médio entre 25 e 75% da CVF. Esta grandeza é expressa em segundos.
  12. Ventilação voluntária máxima (VVM): representa o volume máximo de ar ventilado em um período de tempo por repetidas manobras respiratórias forçadas.

O PFE e o VEF1 são medidas muito úteis de função pulmonar.

O VEF1 tem maior reprodutibilidade porque é mais esforço-independente, porém a dependência do esforço torna a medida do PFE um bom indicador da colaboração na fase inicial da expiração.

CAPACIDADE VITAL FORÇADA

A CVF é medida solicitando-se ao indivíduo que depois de inspirar até a CPT expire tão rápida e intensamente quanto possível num espirômetro de volume ou de fluxo.
O volume expirado pode ser lido diretamente a partir de um traçado de volume-tempo como produzido num quimógrafo ou derivado da integração de um sinal de fluxo

A capacidade vital forçada (CVF) é o teste de função pulmonar mais importante.

PORQUE?

Em qualquer indivíduo, durante a expiração, existe um limite para o fluxo máximo que pode ser atingido em qualquer volume pulmonar. A curva define um limite para o fluxo, ela é altamente reprodutível num dado indivíduo e, mais importante ainda: o fluxo máximo é muito sensível na maioria das doenças comuns que afeta o pulmão.

  • Um esforço inicial submáximo será claramente demonstrado na curva fluxo-volume, mas será bem menos evidente na curva volume-tempo
  • Já a detecção de um fluxo constante próximo ou igual a zero no final da curva expiratória forçada será facilmente perceptível na curva de volume-tempo e será menos evidente na curva fluxo-volume.

Bom, e daí?

Pois é... Assim como já foi salientado, a espirometria exige a compreensão e colaboração do paciente. ou seja, provém daí a importância da avaliação da curva fluxo-volume para verificar a colaboração do paciente no início da manobra expiratória e da curva volume-tempo para análise dos critérios do final do teste.

Uma vez treinado, o paciente pode reproduzir razoavelmente o esforço máximo expiratório inicial.

Embora os fluxos no meio da curva, como o fluxo expiratório em 50% da CVF (FEF50%), sejam grandemente esforço-independentes, eles dependem em grande parte do volume pulmonar e do tamanho das vias aéreas, sendo estas duas variáveis frouxamente inter-relacionadas (disanapse)

Já esclarecemos que a asma é obstrução, então, fluxo aéreo reduzido. Ou seja, o bloqueio das vias aéreas resulta em e em menores volumes expiratórios parciais.

O que vamos achar na espirometria
  1. Limitação de fluxo de ar
  2. Baixo VEF1 (relativo a porcentagem de normas preditas)
  3. Relação VEF1 /CVF < 0,8
  4. Resposta ao broncodilatador (para β-agonista inalado): Melhora no VEF1 > 12%
  5. Mudança com exercício: Piora em VEF1 > 15%
  6. Variação de pico de fluxo manhà-noite > 20%

.

A, Curvas espirométricas fluxo-volume. A é uma curva fluxo-volume expiratória de um não-asmático, sem limitação de fluxo aéreo. B até E são curvas expiratórias fluxo-volume de pacientes asmáticos com graus crescentes de limitação de fluxo aéreo (B é leve, E é grave). Note a aparência "em forma de colher" ou côncava das curvas expiratórias fluxo-volume de asmáticos, com o aumento da obstrução há maior concavidade da curva.

B, Curvas espirométricas tempo-volume. Indivíduo 1 é não asmático; Indivíduo 2 é asmático. Note como os volumes pulmonares de VEF1 e CVF são obtidos. O VEF1 é o volume de ar exalado no primeiro segundo de uma manobra expiratória forçada. A CVF é o volume total de ar exalado durante a manobra expiratória forçada. Note que o VEF1 do indivíduo 2 e a razão VEF1/CVF são menores do que os do indivíduo I, demonstrando obstrução de fluxo aéreo. Também a CVF do indivíduo 2 é muito próxima da esperada.

Aonde acharemos os valores normais, para interpretar os atuais?

Os valores normais para VEF1 (volume expiratório forçado em 1 segundo) foram padronizados para crianças, baseados em:

As reduções no VEF1, como uma porcentagem do predito é um dos quatro critérios determinantes da gravidade da asma nas diretrizes norte-americanos.

Como os asmáticos são tipicamente hiperinflados, o VEF1 simplesmente pode ser ajustado para o volume pulmonar expiratório total - a capacidade vital forçada (CVF), com uma razão de VEF1/CVF. Geralmente, uma relação de VEF1/CVF menor que 0,8 indica obstrução de fluxo de ar significativa.

A transição entre vias aéreas funcionalmente normais e vias aéreas discretamente obstruídas é geralmente gradativa. Um dos testes mais sensíveis na detecção precoce  da obstrução das vias aéreas é o índice obtido pela divisão do VEF1 pela CVF, usualmente expresso como porcentagem. Este índice é tradicionalmente conhecido como “índice de Tiffeneau”.

Adultos jovens têm valor do índice em torno de 85%.

Entretanto, a medida de fluxo aéreo isolada não é diagnostica de asma, pois numerosas ou tras condições podem causar a redução de fluxo aéreo.

Esforços espirométricos reproduzíveis são bons indicadores da validade do teste. Se, em três tentativas sucessivas, o VEF1 está dentro de 5%, então será usado o melhor esforço de VEF1 dos três executados.

BRONCOPROVOCAÇÃO

As provas de broncoprovocação podem ser úteis no diagnóstico da asma e otimizam seu manejo.

As vias aéreas asmáticas são hiperresponsivas e então são mais sensíveis à metacolina inalada, histamina e ao resfriado ou ao ar seco. O grau de hiper-responsividade de vias aéreas para estas exposições correlaciona-se com a asma grave e a inflamação das vias aéreas. Embora as provas de broncoprovocação sejam cuidadosamente mensuradas e monitoradas em um local de investigação apropriado, o seu uso em geral raramente é prático.

Mudanças com exercício (isto é, esforço aeróbico ou "corrida" por 6 a 8 min) também podem ajudar a identificar a criança com broncoespasmo induzido por exercício.

Embora a resposta de fluxo aéreo de não-asmáticos ao exercício seja o aumento dos volumes pulmonares funcionais e melhora discreta do VEF1 (5 a 10%), o exercício tipicamente induz à obstrução do fluxo aéreo em asmáticos sem tratamento. Em concordância, em asmáticos o VEF1 diminui tipicamente durante ou depois de exercício, acima de 15%.

O início do broncoespasmo induzido por exercício ocorre geralmente dentro de 15 minutos após uma prova com exercício vigoroso e pode solucionar-se espontaneamente dentro de 60 minutos.

O MONITORAMENTO DO PICO DE FLUXO EXPIRATÓRIO (PEF)

É uma medida simples e barata, de uso domiciliar, do fluxo aéreo e pode ser particularmente útil em muitas circunstâncias.

PEFs para detecção de obstrução do fluxo aéreo variam também na dependência da habilidade de alguns pacientes. PEF declina quando a obstrução de fluxo aéreo for grave.


Portanto, o monitoramento do PEF deve ser iniciado medindo-se pela manhã e à noite (o melhor de três tentativas sucessivas) durante várias semanas para o paciente praticar a técnica, determinar um "melhor individual", e correlacionar os valores de PEF com os sintomas (e idealmente com a espirometria).

BOM, E QUANDO QUE É ASMA?

A variação do PEF manhã-noite maior que 20% é consistente com asma.

FISIOPATOLOGIA - DE FATO, O QUE QUE ESTÁ ACONTECENDO?

A GENÉTICA É IMPLICADA

Já sabemos hóje que:

A asma é associada constantemente aos 22 loci em 15 cromossomos autossômicos que contêm genes pró-alérgicos e pró-inflamatórios (p. ex., o agrupamento de gene EL-4 no cromossomo 5). A codificação dos receptores para diferentes medicamentos de asma é associada à resposta biológica variável para estes medicamentos (p. ex., polimorfismos nos receptores glicocorticóides, β-adrenérgicos e de leucotrienos).

A farmacogenoma da asma deve aperfeiçoar a farmacoterapia da asma no futuro. O genotipagem de pacientes vão influenciar com certeza a resposta a opções de medicamentos diferentes para asma.

AMBIENTE

Já é uma questão que sempre cai nas provas, supostamente tipo "pegadinha" - a coisa que mais desencadeia a crise asmatica especialmente na criança é a infecção viral.

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Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é uma causa comum de bronquiolite grave e/ou pneumonia nos primeiros 2 anos de vida. Sempre devemos lembrar que, também, é um desencadeador freqüente das exacerbações de asma, e isto - ATENÇÃO!!! - em qualquer idade. De forma interessante, enquanto quase todas as crianças com 2 anos de idade têm evidência imunológica de infecção por VSR prévia, só 12 a 40% desses sintomas de bronquiolites são relatados. CONCLUSÃO LÓGICA? As características do hospedeiro alteram a extensão do dano de vias aéreas por patógenos virais.

É um RNA vírus da família dos Paramyxoviridae, do gênero Pneumovírus. É instável no ambiente (sobrevivendo somente algumas horas na superfície ambiental) e é inativado com desinfetante, como por exemplo, álcool 70%. Características epidemiológicas: O principal mecanismo de transmissão é o contato direto, de pessoa a pessoa. A infecção pode ocorrer quando a secreção contendo o vírus entra em contato com mucosas dos olhos, boca ou nariz. A transmissão pode-se dar também indiretamente através das mãos, lenços, estetoscópios e outros fômites contaminados por secreções respiratórias de um indivíduo infectado. As epidemias do VSR ocorrem normalmente nos meses frios (outono e inverno).

Infecções virais prejudiciais das vias aéreas (isto é, manifestações como pneumonias e/ou bronquiolites que requeiram hospitalização) são fatores de risco para asma persistente na infância.

Além de infecções virais que exacerbam e aumentam a gravidade da doença, a inflamação das vias aéreas consequente ás exposições dos indivíduos sensibilizados aos vários irritantes podem iniciar hiper-responsividade. CONCLUSÃO LÓGICA? A exposição persistente ao alérgeno em asmáticos sensíveis é o principal fator para a gravidade da doença. Ou seja: eliminando o alérgeno, pode-se conduzir à resolução de sintomas da asma e às vezes pode-se "curar" a asma.

Pioram a inflamação das vias aéreas e aumentam a gravidade da asma:

  • fumaça de tabaco
  • endotoxinas
  • ozônio
  • dióxido de enxofre

Podem ativar a broncoconstrição quando as vias aéreas estiverem irritadas, mas não pioram a inflamação das vias aéreas ou a hiper-responsividade:

  • ar seco frio
  • os odores fortes
MAS, NO FINAL, O QUE QUE ACONTECE LÁ, DENTRO?

Mudanças patológicas associadas à inflamação persistente das vias aéreas e a hiper-responsividade delineiam a base crônica da asma.

Os fenômenos de base

OBSTRUÇÃO DE VIAS AÉREAS

INFLAMAÇÃO DE VIAS AÉREAS, HIPER-RESPONSIVIDADE E REMODELAMENTO

OBSTRUÇÃO DE VIAS AÉREAS

Está é a principal drama da molestia, sendo o resultado de numerosos processos patológicos. Fisiologicamente, o fluxo de ar é regulado pelo
músculo liso que cerca o lúmen das vias aéreas. Ou seja, a broncoconstrição destas bandas musculares bronquiolares restringe ou bloqueia o fluxo aéreo. Acho que isto já sabe qualquer um que trabalha na area de saúde...

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A inflamação celular apresenta muitos eosinófilos, mas também inclui outros tipos de células inflamatórias (neutrófilos, monócitos, linfócitos), podendo preencher as vias aéreas e induzir ao dano epitelial e à descamação dentro do lúmen em vias aéreas.

A produção excessiva de muco em vias aéreas e o edema dos tecidos circunvizinhos também contribuem para o bloqueio de vias aéreas..

EFEITO MECANICO: disturbio V/Q, efeitos sobre a PA (pulso paradoxal).

EFEITO HORMONAL: aumento de ADH e de aldosterona

ALTERAÇÃO METABOLICA: a alteração V/Q, o aumento do esforço respirat´rio e a desidratação causam finalmente acidose metabolica

 

INFLAMAÇÃO DE VIAS AÉREAS, HIPER-RESPONSIVIDADE E REMODELAMENTO

Quando falamos de inflamação, falamos de fato da atividade imunocelular que acontece nos bronquios.

Os tecidos de vias aéreas em asmáticos apresentam aumento do número de mastócitos, eosinófilos ativados e linfócitos T ativados.

Como que tudo processo começa?

Este processo inflamatório precisa ser iniciado e mediado. Há substâncias que cutucam essas células citocinas pró-alérgicas e pró-inflamatórias (p. ex., IL-4, IL-5 e IL-13) e quimiocinas (p. ex., RANTES, eotaxina), todas sendo produzidas pelo principal ator desta peça: o linfócito T auxiliar (T-helper).

Outras células imunes (como linfócitos T citotóxicos, células NK, eosinófilos, mastócitos e basófilos) podem produzir citocinas pró-alérgicas, pró-inflamatórias e quimiocinas.

A hiper-responsividade de vias aéreas é fortemente associada à hiper-responsividade do músculo liso de vias aéreas cuja principal causa é a inflamação das vias aéreas.

Mas o que que acontece quando há esta mudança? Atenção á essa enumeração porque ela, no final, vai decidir a estratêgia utilizada para terapia:

  1. espessamento da membrana basal
  2. deposição de colágeno subepiteIial
  3. hipertrofia das glândulas produtoras de muco
  4. hiperplasia do músculo liso

CONCLUSÃO LÓGICA? Estas anormalidades do remodelamento estão semelhantes ao que acontece no figado com cirrose - há um processo de reparo tecidual aberrante em resposta a dano tecidual persistente. Portanto, acredita-se que a inflamação persistente de vias aéreas e o remodelamento estejam subjacentes às anormalidades funcionais e patológicas, bem como às manifestações clínicas intermitentes e episódicas da asma.

Estudos com provocação de alérgeno inalado revelaram na asma duas fases distintas:

1) uma fase precoce (dentro de 15 a 30 min) consistindo em broncoconstrição, associada à hiperresponsividade das vias aéreas que pode persistir durante várias semanas e pode ser prevenida com pré-tratamento com broncodilatador (β-agonista inalado)

2) uma fase tardia (4 a 12 h depois de exposição ao alérgeno) de inflamação tecidual e infiltração celular imune nas vias aéreas, além de edema de vias aéreas e da produção de muco em excesso e pode ser prevenida com agentes antiinflamatórios (p. ex., glicocorticóides), mas não β-agonistas.

CONCLUSÃO LÓGICA: uma recuperação rápida depois de uma exacerbação aguda induzida por alérgenos não significa que o episódio terminou; pelo contrário, um episódio tardio mais sério e contínuo pode ocorrer horas depois.

O tratamento também vai ser diferente: beta-agonistas na primeira fase, corticóides na segunda.

O TRATAMENTO DA ASMA INFANTIL

A criança com asma pode necessitar atendimento ora em fase aguda, ora em fase crônica.

TRATAMENTO DA CRISE DE ASMA

É evidente para qualquer terapêuta que, conforme a propria definição da crise asmatica, o objetivo primário é combater imediatamente a broncoconstrição, liberando, assim, as vias aereas e permitindo um melhor fluxo de ar.

TRATAMENTO DA HIPOXIA

Oferecer oxigênio se a Saturação de 92% (a curva de saturação de hemoglobina). Monitorar saturometria transcutânea.

TRATAMENTO DA DESIDRATAÇÃO

Avaliar  a hidratação e a habilidade de ingerir liquida

Ajustar infusão fluidica

β2 - AGONISTAS

Utilizam-se, então, broncodilatadores, sendo mais usados na prática clínica os β2-agonistas de curta ação

São conhecidos cinco grupos de adrenoceptores ou receptores adrenérgicos: Alfa 1 – alfa 2 – beta 1 – beta 2 - beta 3. Estes adrenoceptores quando são ativados apresentam os seguintes efeitos:

O receptor β2 é um receptor polimórfico e é o receptor adrenérgico predominante nos músculos lisos que causam o relaxamento visceral. entre as suas funções conhecidas estão: relaxamento da musculatura lisa, por exemplo, nos brôquios; lipólise do tecido adiposo. relaxamento do esfíncter urinário, gastrointestinais e do útero grávido; relaxamento da parede da bexiga; dilatação das artérias do músculo esquelético; glicogenólise e gliconeogênese, aumento da secreção das glândulas salivares; inibição da liberação de histamina dos mastócitos; aumento da secreção de renina dos rins.

O intuito é o relaxamento da musculatura lisa da via aérea através de uma ação direta no músculo liso e indireta através da inibição da liberação de acetilcolina em nervos colinérgicos.

Podem ser classificados em:

COMO USAR?

Doses adequadas e repetidas de β2-agonistas de curta duração, inaladas a cada 10 minutos, constituem a medida inicial de tratamento, podendo ser realizadas por nebulização ou pelo uso de aerossol dosimetrado acoplado a espaçador.

Nos PS, geralmente utiliza-se a inalação, como método de linha I para tirar o paciente da crise.

O efeito é maior se doses continuas são seguidos de doses intermitentes

PREFERENCIALMENTE INALATORIOS, menos preferidos via subcutânea, intravenosa e oral.

SALBUTAMOL (AEROLIN)

Solução para Nebulização - cada ml (20 gotas) da solução para nebulização contém 5 mg de salbutamol (como sulfato). 

Nebulização 1 gota por cada 1,5 kg peso, acíma de 10 kg.

A dose minima, contudo, é 10 gotas de salbutamol no minimo,

Aerossol: 4-8 borrifadas no espaçador;

Nas crises de maior gravidade: crianças   0,25 a 1 ml (5 a 20 gotas), diluído para 2 ml de soro fisiológico, usando em nebulização sob máscara facial, durante um período mínimo de 10 minutos, utilizando-se nebulizadores com compressores de ar ou, de preferência, respiradores com pressão intermitente. 

TERBUTALINA (BRICANYL)

Composição: cada ml contém: sulfato de terbutalina 10 mg. O conteúdo de um frasco aberto deve ser usado dentro de 3 meses.

Crianças: nebulização de curta duração (15 a 30 minutos). Para crianças o esquema posológico por kg de peso é, em média, 1 gota para cada 5 kg de peso.

    • 10 kg: 1,0 mg/0,10 ml (2 gotas)
    • 15 kg: 1,5 mg/0,15 ml (3 gotas)
    • 20 kg: 2,0 mg/0,25 ml (4 gotas)
    • 25 kg: 2,5 mg/0,25 ml (5 gotas)
    • 30 kg: 3,0 mg/0,30 ml (6 gotas)
    • 40 kg: 4,0 mg/0,40 ml (8 gotas)

Se o efeito broncospasmolítico for necessário aumentar a dose lentamente.

Superdosagem: possíveis sinais e sintomas: cefaléia, ansiedade, tremor, câimbras musculares, palpitações, arritmia, taquicardia.

Pode ocorrer queda da pressão sangüínea. hiperglicemia e lactacidose (deve-se realizar lavagem gástrica e administrar carvão ativado e determinar o balanço acidobásico, glicose sangüínea e eletrólitos). hipocalemia como resultado da redistribuição de potássio.

Para o tratamento de arritmias que causam alterações hemodinâmicas, recomenda-se o uso de um betabloqueador cardiosseletivo (exemplo metoprolol).

É evidente que precisa ter o maior cuidado com os betabloqueadores pois podem induzir obstrução bronquial.

ATENÇÃO! especialmente na criança pode, as vezes cair a resistência vascular periferica contribuindo significantemente para a queda da pressão sangüínea. Então, deve-se administrar um expansor de volume se a redução da resistência vascular periférica mediada pelo beta-2 . 

A freqüência e o ritmo cardíaco bem como a pressão sangüínea devem ser monitorados e as alterações metabólicas corrigidas.

Em tratamento da crise asmática aguda muito grave, os β2-agonistas devem ser empregados por nebulizaçâo contínua com oxigênio ou por via endovenosa.

O uso de oxigênio na crise grave reduz o risco de agravamento do shunt pulmonar, em comparação com os aerossóis dosimetrados. Os efeitos adversos dos p2-agonistas incluem tremores, taquicardia, aumento do intervalo Q-T, hipocalemia, arritmia cardíaca e hipertensão arterial. No entanto, os efeitos cardíacos parecem não ser significativos, mesmo com o uso de β2-agonistas por via endovenosa.

FENOTEROL (BEROTEC)

Cada ml (= 20 gotas) contém: Bromidrato de fenoterol 5,0 mg. 

  • Adultos e crianças acima de 7 anos (> 25 kg): 8 a 10 gotas, diluídas em 5 ml de soro fisiológico, 3 vezes ao dia, a critério médico.
  • Crianças menores de 7 anos (< 25 kg): 1 gota para cada 3 kg de peso corporal, diluída em 2 a 5 ml de soro fisiológico, 3 vezes ao dia, a critério médico. O tempo de inalação é de 5 minutos.

Na crise, se o paciente não apresentar melhora dentro de 30 minutos, a inalação poderá ser repetida.

Aerossol: 100 a 200 mcg por dose.

Começou a ser trocado com salbutamol

CUIDADO!

Não interromper o tratamento se o tratamento com beta-agonistas resulta em hipoxia transitôria - o shunt pulmonr aumenta inicialmente por vasodilatação que precede a broncodilatação!

ANTICOLINERGICOS

A acetilcolina é um mediador químico de sinapses no sistema nervoso central (SNC), no sistema nervoso periférico e também na junção neuromuscular. A acetilcolina, seus receptores e o aparato enzimático responsável por sua síntese e degradação constituem o sistema de neurotransmissão colinérgica. 

A Colina-O-Acetil-Transferase é a enzima responsável pela síntese da acetilcolina a partir de acetil-coenzima A e colina. A glicerofosforilcolina, a fosforilcolina e a fosfatidilcolina geram a colina que é utilizada como substrato e transportada para o SNC através da circulação sanguínea. Assim, as fontes de colina para a síntese de acetilcolina provêm da circulação, além da sua recaptação após a liberação e degradação desse neurotransmissor. 

Uma vez sintetizada, parte da acetilcolina é transportada e armazenada em vesículas sinápticas. Esse processo é realizado por um transportador vesicular de acetilcolina, capaz de elevar em até 100 vezes sua concentração no interior dessas vesículas. Após ser liberada inteiramente por exocitose, a acetilcolina interage especificamente com os receptores colinérgicos presentes nas membranas pré- e pós-sinápticas.

A ação da acetilcolina cessa quando é hidrolisada em acetato e colina pela enzima acetilcolinesterase, presente na fenda sináptica. 

Anticolinérgicos: diz-se das substâncias antagonistas da ação de fibras nervosas parassimpáticas que liberam acetilcolina. Ou seja, que inibem a produção da acetilcolina.

IPRATRÓPIO = ATROVENT

O brometo de ipratrópio é um agente anticolinérgico cujo efeito broncodilatador se deve à redução do tônus colinérgico intrínseco das vias aéreas. Possui início lento de ação, com efeito máximo entre 30 minutos e 1 hora após a administração.

Na asma aguda, tem efeito adicional comprovado quando associado aos β2-agonistas.

Solução a 0,025% para inalação, frasco com 20 ml. (gotas). Cada 1 ml de ATROVENT solução para inalação contém 0,250 mg de brometo de Ipratrópio que corresponde a 0,202 mg de Ipratrópio 1 ml = 20 gotas

Tratamento da crise aguda:

Adultos, incluindo idosos, e adolescentes acima de 12 anos: 2,0 ml (40 gotas = 0,5 mg); podem-se administrar doses repetidas até que o paciente esteja estável. O intervalo entre as doses deve ser determinado pelo médico.

Crianças de 6 – 12 anos: a posologia deve ser adaptada a critério médico, sendo que a dose recomendada é de 1,0 ml (20 gotas = 0,25 mg); podem-se administrar doses repetidas até que o paciente esteja estável. O intervalo entre as doses deve ser determinado pelo médico.

Crianças menores de 6 anos: a posologia deve ser adaptada a critério médico, sendo que a dose recomendada é de 0,4 - 1,0 ml (8 - 20 gotas = 0,1 - 0,25 mg); podem-se administrar doses repetidas até que o paciente esteja estável. O intervalo entre as doses deve ser determinado pelo médico.

CONCLUSÃO: A droga necessita doses altas e somente 3 inalações pdem trazer beneficio, ulteriormente a eficácia e baixa.

CORTICOIDES SISTEMICOS

Os corticosteroides sistêmicos mais utilizados na crise aguda de asma são a prednisona e a prednisolona que, por apresentarem meia-vida intermediária, induzem menos efeitos colaterais.

Tem beneficio comprovado, especialmente na segunda fase, tardía.

São drogas essenciais nas exacerbações de asma quando não há resposta satisfatória aos broncodilatadores, e devem ser usados precocemente, por via oral ou sistêmica.

Na via endovenosa, existe uma vantagem na utilização de metilprednisolona, em substituição à hidrocortisona, em virtude do seu menor efeito mineralocorticoide. Os principais efeitos adversos dos corticosteroides incluem hiperglicemia, hipertensão e psicose aguda.

PORQUE NÃO INALATÓRIO, COMO OS β2-AGONISTAS?

Não há evidências suficientes que indiquem a utilização de corticosteroides inalados na crise aguda em substituição aos corticosteroides sistêmicos.

METILPREDNISOLONA (INJETÁVEL)

    • Solu-Medrol pó liofilizado de 40 mg em embalagem contendo 1 frasco-ampola + 1 ampola de diluente de 1 mL.
    • Solu-Medrol pó liofilizado de 125 mg em embalagens contendo 1 frasco-ampola + 1 ampola de diluente de 2 mL.
    • Solu-Medrol pó liofilizado de 500 mg em embalagem contendo 1 frasco-ampola + 1 frasco ampola de diluente de 8 mL.
    • Solu-Medrol pó liofilizado de 1 g em embalagem contendo 1 frasco-ampola + 1 frasco ampola de diluente de 16 mL.

A dose pode ser reduzida em lactentes e crianças, porém deve ser determinada mais pela gravidade do estado clínico e resposta do paciente do que por sua idade e peso. Não deve, porém, ser inferior a 0,5 mg por kg a cada 24 horas.

HIDROCORTISONA (SOLUCORTEF, FLEBOCORT)

APRESENTAÇÕES:

    • cx. c/ 1 fr. de 100 mg de hidrocortisona c/ 1 ampola de 2 ml de diluente
    • cx. c/ 1 fr. de 500 mg de hidrocortisona c/ 1 ampola de 4 ml de diluente

Este preparado pode ser administrado por injeção ou infusão intravenosa (o método preferido para iniciar o tratamento em casos de urgência), e, NÃO ESQUECER!!! Após o período inicial de emergência, deve-se considerar o uso de um preparado injetável de ação mais prolongada ou um preparado oral.

O tratamento se inicia administrando Solu-cortef (succinato sódico de hidrocortisona) por via intravenosa em um período de 30 segundos (por exemplo, succinato sódico de hidrocortisona equivalente 100 mg de hidrocortisona) a 10 minutos (por exemplo, 500 mg ou mais). Em geral, o tratamento com corticóides em doses elevadas deverá ser continuado somente até que o estado do paciente tenha se estabilizado, geralmente em não mais de 48 a 72 horas.

Embora não sejam comuns as reações adversas com altas doses em terapia de curta duração, pode ocorrer ulceração péptica. Pode ser indicado, profilaticamente, um antiácido.

Quando o tratamento com doses elevadas de hidrocortisona for prolongado por mais de 48-72 horas, pode ocorrer hipernatremia. Em tais circunstâncias, é recomendável substituir Solu-cortef (succinato sódico de hidrocortisona) por um corticóide como succinato sódico de metilprednisolona, que produz pequena ou nenhuma restrição de sódio.

A dose inicial de Solu-cortef (succinato sódico de hidrocortisona) é de 100 a 500 mg (hidrocortisona equivalente a succinato sódico de hidrocortisona), dependendo da gravidade do quadro. Esta dose pode ser repetida a intervalos de 2, 4 ou 6 horas, de acordo com a resposta do paciente e seu estado clínico. Embora a dose possa ser reduzida em crianças, deve ser regida mais pela gravidade da doença e resposta do paciente do que por sua idade ou peso corporal. Não deverá, porém, ser menor que 25 mg ao dia.

Pacientes sujeitos a stress severo após corticoterapia, devem ser observados quanto à possibilidade de desenvolver insuficiência adrenocortical.

E O OXIGÊNIO?

O oxigênio deve ser utilizado nas crises moderadas e graves, podendo ser administrado por cânula nasal (2 litros/minuto), máscara facial (simples ou Venturi) ou tenda.

O oxigênio está indicado toda vez que suspeitarmos clinicamente de que a saturação de oxigênio no sangue arterial estiver baixa (normal ≥ 95%).

Na ausência de oxímetro os parâmetros clínicos a serem considerados são:

Nos casos graves podemos ter:

Não há indicação de oxigênio se não houver sinais de baixa saturação. A inalação classica é com ar mesmo.

Forma de administração: ideal é através de cateter de O2 nasal, sobretudo nos casos mais graves.

Excepcionalmente em crianças, nos casos em que seja difícil a colocação do cateter, e que provavelmente não necessitar de internação, pode-se utilizar o oxigênio para a primeira inalação, sempre com o fluxo de 5 a 6l /min, e transferir a inalação para o ar comprimido assim que desaparecerem os sinais de hipóxia, mesmo antes do término da inalação. Não havendo melhora após a primeira inalação, colocar o cateter de O2 nasal, com o fluxo mais baixo, contínuo e jamais repetir a inalação com o oxigênio.

CUIDADO!!!

O oxigênio é um dos maiores agentes de oxidação e formador de radicais livres, podendo também induzir fibrose pulmonar em pacientes que o utilizam em alto fluxo e alta concentração por longos períodos de tempo. O fluxo necessário para uma inalação eficaz é alto (5l/min por 15 minutos em média equivale a 45 litros de oxigênio por inalação), e, portanto não devemos utilizar o oxigênio desnecessariamente. Jamais em terapêutica de manutenção.

O oxigênio também é o vasodilatador pulmonar mais potente que existe, revertida a broncoconstrição, a utilização do oxigênio pode induzir a efeito shunt.

È também um potente vasoconstritor cerebral, podendo levar à narcose.

Além de tudo isso, o custo do oxigênio também é elevado, e temos tido dificuldade no fornecimento de oxigenioterapia domiciliar para pacientes que precisam de fato, e o desperdício de um lado pode custar uma vida do outro.

Propomos a seguinte normatização:

Toda solicitação de inalação com oxigênio deverá ser seguida de justificativa. Sendo de outros serviços, consultar sempre o médico da unidade, que deve seguir este protocolo.

 

SULFATO DE MAGNÉSIO

É uma droga adjuvante na asma grave refratária ás β2- agonistas e corticosteroides. Sua ação parece ser mais efetiva quando utilizado após o uso destas drogas.

O que ele faz?

Sulfato de Magnésio (solução) 10% – Via Intravenosa Direta

VELOCIDADE DE INJEÇÃO: 150 mg/minuto. 

Sulfato de Magnésio (solução) 10% – Infusão Intravenosa

Para convulsões associadas com eclâmpsia, usar 250 mL de Cloreto de Sódio 0,9% ou Glicose 5%; para deficiência de magnésio, usar 1.000 mL de Cloreto de Sódio 0,9% ou Glicose 5%).

DILUIÇÃO

Diluente: Sempre precisa diluir com Glicose 5% ou Cloreto de Sódio 0,9%.

TEMPO DE INFUSÃO: 1 a 3 h.

E uma droga alternativa pré-intubação, utilizada na dose de 25-75 mg/kg (máximo 2 g) e tem como efeito adverso principal a hipotensão arterial.

AMINOFILINA

No passado, era uma medicação muito utilizada no tratamento da asma. Até hoje tem medicos que prefiram utilizar-la, especialmente na Europa.

Hóje, nem tem indicação como tratamento inicial.

UTILIZAR QUANDO? Em pacientes muito graves, internados em UTI, e refratários à terapêutica padrão.

Utilizada na dose de 6 mg/kg, em 20 minutos, com monitorização cardíaca e de seu nível sérico.

Cuidado especial em pacientes que utilizam drogas que interferem no metabolismo da aminofilina

HELIOX

O que é? HeliOx é uma mistura de oxigênio (21%) e hélio (79%).

UTILIDADE: alternativa terapêutica em pacientes refratários.

BENEFÍCIOS:

PROBLEMAS:

COMO FAZER, EXATAMENTE?

Asma leve/moderada

Então, lembramos que para avaliar a gravidade da asma utilizamos a escala Woods. Se a asma for leve - moderada aplicaremos o protocolo abaixo:

I) Primeiro, veja a saturação. Entra imediatamente com oxigênio se a saturação for < 95%, fluxo mínimo de O2 de 6 litros/minuto.

II) Nebulização com β2 - agonísta:

III) Se houver resposta ruim ou incompleta ao esquema inicial, associar brometo de ipratrópio (125-250 μg/dose ou seja 10-20 gotas) a cada nebulização, que deve ser contínua por 1 hora, com fenoterol na dose de 1 gota/kg/hora. 

     Introduzir prednisona via oral: 1-2 mg/kg/dose - máx. 60 mg.

IV) Se houver boa resposta, manter β2 - agonista via inalatória 2 a 3 jatos a cada 6 horas por 48 horas.

     Prednisona, ou equivalente, 1-2 mg/kg/dia, máximo de 60 mg, durante 5 dias.

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Asma grave

Então, lembramos a segunda vez que para avaliar a gravidade da asma utilizamos a escala Woods. Se a asma for grave aplicaremos o protocolo abaixo:

I) Primeiro, veja a saturação. Entra imediatamente com oxigênio se a saturação for < 95%, fluxo mínimo de O2 de 6 litros/minuto.

II) Na primeira hora: nebulização contínua, fluxo de oxigênio de 6 litros/minuto, com β2 - agonísta (fenoterol: 1 gota/kg/hora ou salbutamol em aerossol na dose de 0,15 mg/kg)

III) Na segunda hora continuar a nebulização com fluxo de oxigênio de 6 litros/minuto, com β2 - agonísta (fenoterol: 1 gota/kg/hora ou salbutamol em aerossol na dose de 0,15 mg/kg), associando a brometo de ipratrópio (125-250 fig/dose - 10-20 gotas) .
Introduzir prednisona ou prednisolona via oral: 1-2 mg/kg/dose - máx. 40 mg.

IV) Se houver resposta incompleta à terapêutica inicial,

  1. introduzir metilprednisolona por via endovenosa: 2 mg/kg/dose (ataque), seguidos de 1 mg/kg a cada 6 horas;
  2. manter nebulização contínua com fenoterol e brometo de ipratrópio
  3. após melhora, espaçar para 2/2 horas.
  4. Manter fonte de oxigênio contínua através de cateter nasal ou máscara facial se saturação de O2 < 95%.
  5. Considerar hidratação com soro fisiológico (SF)

V) Se não melhorar, indicar a unidade de terapia intensiva (UTI)

Asma muito grave

Se o escore Woods mostrar uma asma muito grave, até acionar o UTI pode fazer você mesmo:

PASSO I: Terbutalina subcutânea 0,01 mg/kg (máximo 0,4 mg/dose).

SULFATO DE TERBUTALINA COMO SE APRESENTA: INJETÁVEL 0,5 MG/ML EM AMPOLAS DE 1 ML - Solução injetável: caixa com 100 ampolas de 1 ml.

Cada ampola contém: sulfato de terbutalina 0,5 mg Veículo: cloreto de sódio, ácido clorídrico, água para injeção.

Ou seja, para uma criança de 10 quilos da 0,1 mg, seria:

1 ml............................................0,5 mg

x ml............................................0,1 mg

x = 0,2 ml subcutâneo! ATENÇÃO, CALCULA COM CUIDADO!!!

No mesmo tempo, continua a nebulização com β2-agonista (fenoterol: 1 gota/kg/hora), com fonte de O2 fluxo de 6 litros/min. Monitorização com cardioscópio e oximetria de pulso.

PASSO II: Acesso endovenoso para uso de metilprednisolona: 2 mg/kg/dose (ataque), seguidos de 1 mg/kg a cada 6 horas.

PASSO III: Introduzir sulfato de magnésio 25-75 mg/kg (máximo 2 g/dose) em 20-30 minutos. ATENÇÃO!!! Controle rigoroso de pressão arterial.

PASSO IV: Indicar UTI. Na espera da vaga, uso de β2-agonista (terbutalina/salbutamol) em infusão contínua endovenosa, na dose de ataque de 10 μg/kg, em 15-20 minutos, seguido de manutenção de 0,2 μg/kg/min, aumentando, se necessário, em 0,1 μg/kg/min, até o máximo de 1 μg/kg/min. Suspender se freqüência cardíaca > 200 bpm ou na presença de alterações cardiocirculatórias

Sempre ha necessidade de hidratação com solução cristaloide, com monitorização cuidadosa, pelo risco de edema pulmonar

CADA VEZ QUE TRATAR UM TAL CASO LEMBRE-SE DAS SEGUINTES:

  1. O uso de β2 - agonísta por via endovenosa na unidade de emergência deve ser pelo menor período de tempo, até a transferência do paciente para UTI.
  2. Sedativos são contraindicados a pacientes não intubados.
  3. Os diagnósticos diferenciais da asma aguda grave devem ser sempre lembrados na abordagem do paciente em unidade de emergência
  4. A intubação endotraqueal deve ser evitada até esgotar todas as opções terapêuticas. A intubação pode agravar o broncoespasmo, induzir ao colapso circulatório e aumentar o risco de barotrauma (ventilação com pressão positiva). A intubação deve ser precedida de pré-oxigenação com 100% de O2, fluidoterapia com solução fisiológica em bolo, uso de cetamina (1-2 mg/kg) como anestésico, utilização de seqüência rápida e tubos endotraqueais com cuff, evitando a ventilação manual.
  5. As principais complicações da intubação são hipotensão, dessaturação e pneumotórax. As indicações absolutas são hipoxemia grave, deterioração neurológica e presença de apneia/bradicardia.
  6. Os efeitos sistêmicos das drogas broncodilatadoras de curta duração, utilizadas por nebulização contínua ou intermitente, são semelhantes.

INDICAÇÕES DE UTI:
  1. Piora da obstrução
    - PFE em queda
    - FR crescente
  2. Incapacidade de falar
  3. Sensação subjetiva de exaustão
  4. Sensório alterado: falta de atenção, confusão ou sonolência
  5. Ausência de murmúrio vesicular apesar do esforço respiratório
  6. Acidose lática não resolvida e/ou piorando
  7. Elevação progressiva da PaCO2 com piora da dispnéia
  8. Diminuição progressiva dos valores de saturação de O2
  9. Sinais de fadiga dos músculos respiratórios
  10. Respiração paradoxal com alternância toracoabdominal
  11. Sudorese intensa em decúbito

ERROS MAIS COMUNS NA ASMA AGUDA GRAVE

  1. Não identificação da gravidade da crise por pane do paciente ou da equipe de saúde.
  2. Uso de aminofilina como tratamento central.
  3. Utilização de baixas doses ou grande intervalo entre as doses de β2 - agonísta por via inalatória.
  4. Demora ou não indicação de corticoides.
  5. Falta de suplementação de oxigênio.
  6. Uso de sedativos em pacientes não intubados.
  7. Falta de reposição de potássio.
  8. Administração rotineira de antibióticos.
  9. Liberação precoce do pronto-socorro.
  10. Falta de orientação sobre retorno e sinais de piora.
  11. Falta de medidas funcionais para avaliação de gravidade e da resposta ao tratamento.
  12. Falta de monitorização de freqüência cardíaca.
  13. Hiper-hidratação no paciente não intubado.
  14. Hipo-hidratação no paciente intubado.
  15. Demora nas manobras de intubação endotraqueal.
  16. Ventilação manual no paciente intubado.
  17. Falta de orientação da técnica de uso dos aerossóis e do tratamento de longo prazo.
  18. Tratamentos não recomendados para um ataque agudo de asma em crianças: sedativos, mucolíticos, fisioterapia e adrenalina.

SEMPRE LEMBRAR!

Crianças atendidas após uma crise de asma precisam de orientações antes da alta do setor de emergência. Uma vez o paciente estável, as seguintes orientações são dadas:

  1. Sinais de alerta para exacerbações da asma.
  2. Um plano de ação de acompanhamento da asma. Atenção ao uso de corticoides pela via oral, se necessário.
  3. Orientação para uso de β2 - agonísta em aerossol dosimetrado com espaçador valvulado até procurar o hospital, em caso de piora.
  4. Uso correto dos medicamentos inalatórios.
  5. Conselhos para adesão ao tratamento.
  6. Retorno ao serviço para acompanhamento, 15 dias após o atendimento na emergência.

TRATAMENTO DA ASMA CRÔNICA

Hoje trabalha-se com metas do manejo da asma infantil. As diretrizes do NAEPP foram adaptadas para a asma infantil e descrevem quatro componentes chamadas de "ideais":

  1. AVALIAÇÃO REGULAR E MONITORAMENTO
      1. A cada 2 a 4 semanas até que o controle seja alcançado
      2. 2-4 por ano para manter o controle adequado
      3. Monitoramento de função pulmonar
  2. CONTROLE DE FATORES QUE CONTRIBUEM PARA A GRAVIDADE DA ASMA
      1. Eliminação ou redução de exposições ambientais problemáticas
      2. Tratamento de condições de co-morbidade: rinite, sinusite, refluxo gastroesofágico
  3. FARMACOTERAPIA DA ASMA
      1. Controle a longo prazo em vez de medicamentos de alívio imediato
      2. Classificação da gravidade da asma para farmacoterapia antiinflamatória
      3. Abordagem escalonada
      4. Manejo da exacerbação da asma
  4. EDUCAÇÃO PACIENTE
      1. Planejar um plano de cuidado de duas partes
      2. Manejo diário
      3. Plano de ação para exacerbações da asma

O tratado do Nelson define como OBJETIVOS DO MANEJO DA ASMA:

  1. Manter atividade normal
  2. Freqüência regular à escola ou creche
  3. Participação integral em exercício físico, atletismos e outras atividades recreativas
  4. Prevenir perturbação do sono
  5. Prevenir sintomas crônicos de asma
  6. Impedir que exacerbações de asma se tornem graves
  7. Manter função pulmonar normal
  8. Ausência ou minimização dos efeitos adversos do tratamento

AVALIAÇÃO REGULAR E MONITORAMENTO

Como realizaremos o monitoramento da asma?

São suficientes visitas clínicas regulares em 2 a 4 semanas até que o controle adequado da asma seja alcançado. São recomendados dois a quatro exames anuais regulares para asma, na tentativa de manter um bom controle da doença.

Como avaliar? Primeiro o controle da asma pode ser avaliado perguntando sobre:

  1. freqüência de sintomas de asma durante o dia, à noite e com exercício físico;
  2. freqüência do uso de medicamento β2 - agonísta de curta duração para alívio imediato;
  3. número e gravidade de exacerbações da asma desde a última visita;
  4. faltas à escola, participação em jogos esportivos e outras atividades preferidas. A nova função pulmonar (isto é, espirometria) é recomendada ser anual e mais freqüentemente se a asma estiver controlada de forma inadequada.

Esse tipo de acompanhamento é muito útil, especialmente para monitoração do PEF em crianças pequenas, como 4 anos e que podem dominar esta técnica em domicílio:

  • crianças asmáticas com percepção de poucos sintomas
  • com outras causas de tosse crônica além da asma
  • asma moderada a grave
  • história de exacerbações graves de asma

O uso de um sistema de zona de "luz", que acione ao determinar o melhor PEF de cada criança, pode otimizar a eficácia e o interesse;

  • zona verde (80 a 100% do predito ou o melhor PEF da criança) indica um bom controle;
  • zona amarela (50 a 80%) indica um controle subótimo e necessita de aumento de consciência do tratamento;
  • zona vermelha (< 50%) indica um controle ruim que requer intervenção imediata.

CONTROLE DE FATORES QUE CONTRIBUEM PARA A GRAVIDADE DA ASMA

Os fatores controláveis, que podem piorar significativamente a asma, geralmente podem se agrupar como:

1) exposições ambientais

2) condições comórbidas

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1) ELIMINAÇÃO OU REDUÇÃO DAS EXPOSIÇÕES AMBIENTAIS PROBLEMÁTICAS

A maioria das crianças com asma tem um componente alérgico em sua doença.

Minimizar as exposições aos alérgenos em asmáticos sensíveis, então é a primeira coisa que voce vai ter que pensar. A exposição reduzida aos alérgenos pode diminuir os sintomas de asma, a necessidade para medicamentos e a hiper-responsividade de vias aéreas

As exposições a alérgenos perenes comuns incluem:

  • animais domésticos com pêlos
  • animais domésticos com plumas
  • ácaros
  • baratas

Quando trata-se de alérgenos de recintos fechados as crianças asmáticas podem ter maior gravidade devido à exposição durante o ano todo. São necessárias medidas para minimizar a exposição ao alérgeno no domicílio Salas de aula e creches também podem ser locais de exposição ambiental exacerbadora de asma. A eliminação ou a redução destas exposições pode diminuir sintomas de asma, gravidade da asma e a quantidade de medicação necessária para se atingir um controle adequado da doença.:

  • Eliminação ou redução da fumaça de tabaco ambiental em casa e em automóveis: O tabaco, a madeira, a fumaça de carvão, pó doméstico, odores fortes ou nocivos e fumos agravam a asma. Por tudo isso, estes irritantes de vias aéreas devem ser eliminados ou reduzidos em automóveis e residências habitadas por crianças asmáticas.
  • Eliminação ou redução da exposição a alérgenos em asmáticos sensibilizados
  • Pêlos de animais
  • Animais domésticos (gatos, cães, roedores, pássaros)
  • Pestes (camundongos, ratos)
  • Ácaro
  • Baratas
  • Fungos
  • Outros irritantes de vias aéreas
  • Fumaça de madeira ou de carvão
  • Odores químicos fortes e perfumes (p. ex., materiais de limpeza na residência)
  • Pó doméstico

2) TRATAR CONDIÇÕES CO-MÓRBIDAS

Qualquer um sabe que rinite, sinusite e refluxo gastroesofágico também são causas comuns da tosse crônica. Comumente acompanham a asma e podem agravar a doença.

Controlando as condições co-mórbidas, as sintomas da asma e a gravidade da doença podem melhorar. Isso significa que pode garantir um controle efetivo da asma e necessitar de uma quantidade menor de medicamentos.

  1. Rinite
  2. Sinusite
  3. Refluxo gastroesofágico:

O refluxo gastroesofágico (RGE) é geralmente notável em asmáticos, e deve ser suspeitado em todos os indivíduos com dificuldade no controle da asma, especialmente em pacientes com sintomas proeminentes enquanto se alimentam ou dormem (isto é, em uma posição horizontal).

O RGE pode ser confirmado através da demonstração de refluxo de bário no esôfago durante um procedimento de ingestão de contraste baritado ou monitoramento do pH esofágico (o método de escolha para diagnosticar RGE)

RGE pode piorar a asma por dois mecanismos postulados:

1) aspiração de conteúdos oriundos do refluxo gástrico (micro ou macro-aspirações);

2) broncoespasmo reflexo

Se RGE significativo for notável, devem ser instituídas as precauções de refluxo (nenhum alimento 2 h antes de dormir e a cabeceira da cama elevada em 6 polegadas) e medicamentos antiácidos como antagonistas de receptor H2 (p. ex., cimetidina, ranitidina) inibidores de bomba de prótons (p. ex., omeprazol, lansoprazol) e possivelmente a farmacoterapia com prócinéticos, administrada por um período de 6 a 8 semanas.

3) VACINAÇÃO CONTRA GRIPE ANUAL (EXCETO EM ALÉRGICOS A OVO)

Infecçõès virais comuns do trato respiratório são difíceis de evitar; imunização anual com vírus influenzae é recomendada para todas as crianças asmáticas (exceto para aquelas com alergia a ovos).

PRINCÍPIOS DA FARMACOTERAPIA DA ASMA

Qualquer estudante de medicina sabe que o tratamento da asma ao longo prazo não é feito ao acaso. A principal referência é a gravidade da asma.

Tudo bem, mas como estabelecemos isto?

A avaliação da mesma utiliza quatro parâmetros:

  1. freqüência durante o dia
  2. sintomas noturnos
  3. grau de obstrução de fluxo de ar através da espirometria
  4. a variabilidade do PEF

Quais são as categorias de gravidade? Asmáticos podem ser categorizados em quatro grupos de gravidade da doença:

    1. doença intermitente leve
    2. persistente

Logico que surgem algumas perguntas:

    1. QUAL é o objetivo do tratamento da asma?
    2. QUANDO uma criança vai precisar de terapia controladora diária?

Vamos devagar...

O principio basico da asma é INFLAMAÇÃO DAS VIAS AÉREAS (que, enfim, provoca broncoespasmo, mas este é a consequência fisiopatologica). Ou seja, a palavra de ordem no tratamento da asma é CONTROLE desta inflamação, porque A CURA é dificil ser alcançada... Identificar e tratar a asma "persistente" com medicamento controlador antiinflamatório se constitui, então, em objetivo principal desta abordagem. seria conseguir manter esta inflamação extinta, incapaz de desencadeiar a crise asmatica. Ela tem que garantir, dia e noite, um equilibrio inflamatorio relativo no corpo do asmatico (criança ou adulto)

I) ASMA LEVE OU INTERMITENTE:

COMO RECONHECER: A criança vai ter menos de três crises DIURNAS por semana e menos de duas crises NOTURNAS por mês;

COMO CONFIRMAR: Os parâmetros paraclinicos que aqui vão entrar em cálculo  são aqueles que mais mostram como o fluxo de ar está modificado. Ou seja: medindo o VEF1 e o PEF os valores achados vão ser no minimo 80% do previsto e o PEF não tem uma variabilidade maior de 20%.

COMO TRATAR: Geralmente, não precisa de controle de longo prazo. Porém, em crise, β2 - agonísta de curta duração como necessidade e antes de exercício é uma boa opção terapêutica. Esse uso também pode se transformar numa referência diagnóstica, porque, se a criança usar mais de três vezes/semana é o caso pensar em aplicar uma terapia de longo prazo.

OK, chega de baboseira... Como vai ser a receita?

Salbutamol spray frasco 100 mcg/dose (em latas com 200 doses).

Na prevenção das crises ou no tratamento da manutenção: adultos 2 inalações; crianças 1 inalação. As inalações deverão ser feitas 3 a 4 vezes por dia.

Na prevenção do broncospasmo induzido pelo exercício (adultos e crianças), 2 inalações.

ATROVENT (COMBIVENT, DUOVENT) aerossol brometo de ipratrópio 0,02mg por dose.

Não jogue a receita na cara do paciente e tchau... (especialmente se for criança!). Ensina com paciência, como usar:

Deve-se agitar o frasco do aerossol e pressionar a válvula uma ou duas vezes, antes de usar ATROVENT.

  1. Retire a tampa protetora. 
  2. Encaixe a AEROCÂMERA no bocal do aerossol, utilizando a abertura maior. 
  3. Recoloque a tampa protetora do aerossol na abertura menor da AEROCÂMERA, para evitar a saída precoce da substância ativa, e agite energicamente o conjunto 
  4. Mediante pressão do dedo indicador sobre a base do frasco, ative a liberação do medicamento, Faça uma expiração normal (expulse o ar dos pulmões). 
  5. Imediatamente após a expiração, retire a tampa protetora, coloque a AEROCÂMERA entre os lábios, inspire (leve o ar aos pulmões) profundamente pela boca e prenda a respiração por 5 a 10 segundos.

Recomendam-se 2 puffs, 4 vezes ao dia para adultos e crianças acima de 6 anos.

Visto que a exigência de doses maiores pode indicar a necessidade de uma terapia adicional, não se deve exceder uma dose diária total de 12 puffs.

Se a terapia não produzir uma melhora significante ou o paciente piorar, deve-se determinar um novo esquema de tratamento. Os pacientes devem ser instruídos a procurar um médico imediatamente no caso de dispnéia aguda ou piora rápida da dispnéia (dificuldade de respiração).

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II) ASMA  PERSISTENTE LEVE:

COMO RECONHECER: A criança vai ter mais de 3 crises DIURNAS cada SEMANA e 3-4 crises NOTURNAS cada MÊS.

COMO COMPROVAR: Os mesmos atores entram no palco - VEF1 e PEF. Neste estádio da doença, os valores estão do mesmo jeito que na forma leve - acima de 80% do previsto. A diferença consta na variação do PEF que, desta vez é acima de 20% mas não mais de 30%.

COMO TRATAR. Primeiro, nesta fase da doença já é necessário o controle de longo prazo. A medicação rápida de alívio também esteja necessária.

A) TRATAMENTO DE LONGO PRAZO

O tratamento ao longo prazo deve incluir antiinflamatório: tanto baixa dose de glicocorticóide inalado, cromoglicato, nedocromil ou antileucotrieno. Teofilina de liberação contínua é uma alternativa.

CORTICOTERAPIA

BECLOMETASONA - corticoide inalatório, geralmente é utilizado em combinações.

AEROTIDE (mistura): Aerossol pressurizado que libera, em cada jato, 50 microgramas de dipropionato de beclometasona e 100 microgramas de salbutamol. Cada recipiente contém 200 doses (50 mcg de beclometasona e 100 mcg de salbutamol).

MIFLASONA Cáps. p/inalação emb. c/60 c/200 mcg ou 400 mcg cada + 1 inalador.

CLENIL 250 MCG SPRAY Recipiente doseador com bocal para 200 doses.

CICLESONIDA um corticosteróide inalatório que possui efeito antiinflamatório específico sobre as vias aéreas broncopulmonares.

ALVESCO - Solução inalatória pressurizada (Spray). Embalagens com 60 ou 120 doses de 80 mcg ou 160 mcg de ciclesonida. Cada dose de ALVESCO 80 libera no bocal do inalador: Ciclesonida 80 mcg. Excipientes: Propelente HFA-134a (Norflurano) e Etanol. Cada dose de ALVESCO 160 libera no bocal do inalador: Ciclesonida 160 mcg. Excipientes: propelente HFa-134 (Norflurano) e Etanol.

Dose recomendada para crianças de 4 a 11 anos de idade: 80 a 160 mcg por dia. Dose recomendada para adultos e adolescente acima de 12 anos de idade: 80 a 640 mcg ao dia. 

AS INALAÇÕES DE ALVESCO DEVEM SER ADMINISTRADAS APENAS UMA VEZ AO DIA, PELA MANHÃ OU À NOITE, OU A CRITÉRIO MÉDICO

BUDESONIDA

ALENIA - BIOSINTÉTICA Antiasmático USO INALATÓRIO ORAL. USO ADULTO E PEDIÁTRICO.

  • Embalagem contendo 60 cápsulas de ALENIA (fumarato de formoterol + budesonida) 6/100mcg com inalador.
  • Embalagem contendo 60 cápsulas de ALENIA (fumarato de formoterol + budesonida) 6/200mcg com inalador.
  • Embalagem contendo 60 cápsulas de ALENIA (fumarato de formoterol + budesonida) 6/200mcg (refil).

ALENIA (fumarato de formoterol/budesonida) 6/100 mcg:

Adultos e adolescentes (a partir de 12 anos de idade): 1-2 cápsulas duas vezes ao dia. Dose máxima de manutenção diária: 4 cápsulas. Durante uma piora da asma, a dose pode ser temporariamente aumentada para um máximo de 4 cápsulas, 2 vezes ao dia, em adultos.
Crianças (a partir de 6 anos de idade): 1 cápsula duas vezes ao dia. Dose máxima de manutenção diária: 4 cápsulas.

ALENIA (fumarato de formoterol/budesonida) 6/200 mcg:

Adultos e adolescentes (a partir de 12 anos de idade): 1-2 cápsulas uma ou duas vezes ao dia. Dose máxima de manutenção diária: 4 cápsulas. Durante uma piora da asma, a dose pode ser temporariamente aumentada para um máximo de 4 cápsulas, 2 vezes ao dia, em adultos.
Crianças (a partir de 6 anos de idade): 1 cápsula duas vezes ao dia. Dose máxima de manutenção diária: 2 cápsulas.

BUDIAIR

Glicocorticóide Uso inalatório (oral).

Solução pressurizada para inalação.

  • Aerossol doseado com bocal para 200 doses, acompanha espaçador
  • Aerossol doseado com bocal para 200 doses.

A posologia do Budiair deve ser adaptada a cada paciente, com relação à gravidade da asma e à fase do tratamento.

  • Adultos: nos casos de asma grave, no início da terapia com corticosteróides por via inalatória ou em curso de diminuição ou suspensão da terapia com corticosteróides por via oral, a posologia aconselhada é de 200 microgramas (1 dose), 2 a 4 vezes ao dia. A dose de manutenção é individual e deve ser a dose mínima que permita a ausência de sintomas; usualmente, é suficiente uma dose (200 mcg) por dia.
  • Crianças: Em geral, 200 microgramas (1 dose) ao dia. Em caso de necessidade, a posologia pode ser aumentada até 400 mcg ao dia. O limite de idade é determinado pela possibilidade de empregar corretamente o dispositivo inalatório do Budiair

FORASEQ

Broncodilatador de uso adulto e pediátrico (crianças a partir de 5 anos de idade). Apresentações.

Cápsula contendo pó seco para inalação.

  • Tratamento 1: cada cápsula com pó para inalação contém: 12 microgramas de fumarato de formoterol diidratado. Excipiente: lactose.
  • Tratamento 2: cada cápsula com pó para inalação contém: 200 microgramas ou 400 microgramas de budesonida. Excipiente: lactose.

Embalagens com 60 cápsulas de fumarato de formoterol diidratado + 60 cápsulas de budesonida e um inalador.

Para uso inalatório em adultos e em crianças acima de seis anos de idade.
As cápsulas de formoterol e budesonida devem apenas ser utilizadas com o inalador.

Adultos

Inalação de 1 a 2 cápsulas (12 - 24 microgramas) de formoterol, duas vezes ao dia, e 1 a 2 cápsulas de budesonida de 200 ou 400 microgramas, duas vezes ao dia. A cápsula de budesonida deve ser inalada pelo menos 1 minuto após a inalação da cápsula de formoterol.
A dose máxima de manutenção recomendada de formoterol é 48 microgramas/dia.
Se necessário, 1 a 2 cápsulas de formoterol, adicionalmente às requeridas para terapia de manutenção, podem ser usadas cada dia para o alívio de sintomas comuns desde que a máxima dose diária recomendada de 48 microgramas/dia não seja excedida. Entretanto, se a necessidade de dose adicional for mais do que ocasional (ex.: em mais de dois dias por semana), nova consulta médica deve ser feita e a terapia reavaliada, já que isso pode indicar uma deterioração da condição subjacente. As cápsulas de formoterol não devem ser utilizadas para o alívio dos sintomas agudos da crise de asma.

No caso de uma crise de asma, um beta2-agonista de curta duração deve ser utilizado.

Crianças (acima de 6 anos)

Inalação de 1 cápsula (12 microgramas) de formoterol, duas vezes ao dia e 1 cápsula de budesonida de 200 microgramas, duas vezes ao dia. A cápsula de budesonida deve ser inalada pelo menos 1 minuto após a inalação da cápsula de formoterol.
A dose máxima recomendada de formoterol é 24 microgramas/dia e para a budesonida é 800 microgramas/dia.
O formoterol não deve ser usado para alívio dos sintomas agudos de um ataque de asma. No momento de um ataque agudo, um beta2- agonista de ação rápida deve ser usado.

FLUTICASONA

SERETIDE é um aerossol para inalação que consiste de uma suspensão de salmeterol e propionato de fluticasona no propelente norflurano (HFA 134A). 

SERETIDE Spray possui as seguintes apresentações: 

  • SERETIDE 25 mcg/50 mcg com 120 doses 
  • SERETIDE 25 mcg/125 mcg com 120 doses 
  • SERETIDE 25 mcg/250 mcg com 120 doses

Adultos e adolescentes a partir de 12 anos: Duas inalações de SERETIDE 25 mcg/50 mcg, duas vezes ao dia, ou duas inalações de SERETIDE 25 mcg/125 mcg, duas vezes ao dia, ou duas inalações de SERETIDE 25 mcg/250 mcg, duas vezes ao dia. DPOC: Para pacientes adultos, a dose máxima recomendada é de 2 inalações (SERETIDE 25 mcg/125 mcg ou SERETIDE 25 mcg/250 mcg), duas vezes ao dia

Adultos a partir de 18 anos de idade: A duplicação da dose de todas as concentrações de SERETIDE em adultos por até 14 dias tem segurança e tolerabilidade comparáveis à administração da dose usual e pode ser considerada quando os pacientes necessitam tratamento adicional de curta duração (até 14 dias) com corticosteróides inalatórios, conforme descrito nas instruções para o tratamento da asma

Crianças a partir de 4 anos: Duas inalações de SERETIDE 25 mcg/50 mcg duas vezes ao dia. Não existem dados disponíveis para o uso de SERETIDE em crianças menores de 4 anos.

Grupos especiais de pacientes: Não há necessidade de ajustar a dose em pacientes idosos ou naqueles com disfunção renal ou hepática.

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CROMOGLICATO

INTAL

  • Cápsulas com 20 mg de cromoglicato da sódio: Embalagem contendo 30 cápsulas. 
  • Pó p/inalação cáps. cx. c/30.
  • Nasal 4%
  • Ampolas com 2 ml de solução para nebulização a 10 mg de cromoglicato de sódio por ml: Embalagem com 24 ampolas.
  • Aerossol pressurizado em latas de 15g. c/pelo menos 112 jatos dosimetrados.

POSOLOGIA: 4 aplicações ou nebulizações ao dia.

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NEDOCROMIL

TILADE

Antiasmático - Solução com propelente caixa com 1 frasco de alumínio que libera 112 jatos dosimetrados.

Adultos (incluindo idosos) e crianças acima de 2 anos:

POSOLOGIA

A dose recomendada é de 2 jatos dosimetrados, 2 a 4 vezes ao dia; a dose deve ser ajustada dentro deste intervalo de acordo com a necessidade do paciente. 

Tilade (Nedocromil sódico) é destinado ao uso diário regular e não deve ser utilizado para alívio dos sintomas da crise aguda. 

Tilade (Nedocromil sódico) em uma dose única de 2 jatos dosimetrados (4 mg), poucos minutos antes da exposição aos agentes desencadeantes, confere proteção, por várias horas, contra o broncoespasmo causado por exercício, ar frio, alérgenos inalatórios, poluentes atmosféricos e outros agentes irritantes. Não se deve exceder a dose total de 8 jatos dosimetrados por dia.

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ANTILEUCOTRIENAS

MONTELUCASTE

  • SINGULAIR 4mg é apresentado em caixas contendo 10 ou 30 comprimidos mastigáveis;
  • SINGULAIR 5mg é apresentado em caixas contendo 10 ou 30 comprimidos mastigáveis;
  • SINGULAIR 10mg é apresentado em caixas contendo 10 ou 30 comprimidos revestidos;
  • SINGULAIR Baby é apresentado em caixas contendo 10 ou 30 sachês com grânulos orais de 4 mg.

A posologia para pacientes de 2 a 5 anos de idade é de 1 comprimido mastigável de 4 mg diariamente

Crianças de 6 a 14 anos de idade:1 comprimido mastigável de 5 mg diariamente ao deitar. Nesse grupo etário, não é necessário ajuste posológico.

A posologia para pacientes > 15 anos de idade é de 1 comprimido de 10 mg diariamente ao deitar. Recomendações gerais: o efeito terapêutico de Singulair sobre os parâmetros de controle da asma ocorre dentro de 1 dia. 

Singulair Baby deve ser administrado uma vez ao dia. Para asma, a dose deve ser administrada à noite. Para rinite alérgica, o horário da administração pode ser individualizado para atender às necessidades do paciente. Pacientes com asma e/ou rinite alérgica devem administrar apenas um comprimido diariamente à noite. 

A posologia para pacientes de 2 a 5 anos de idade é de um sachê de grânulos orais de 4 mg diariamente. 

A posologia para pacientes de 6 meses a 2 anos de idade é de um sachê de grânulos orais de 4 mg diariamente. 

Os grânulos orais de Singulair Baby podem ser administrados diretamente na boca ou misturados com uma colher cheia de alimentação leve (por exemplo, papinha de maçã) à temperatura ambiente ou fria. A embalagem deve ser mantida fechada até o momento do uso. Depois de aberta, toda dose de Singulair Baby deve ser administrada imediatamente (no período de 15 minutos). Se misturado com algum alimento,Singulair Baby não deve ser armazenado para uso posterior.

ZAFIRLUCASTE

ACCOLATE - Antagonista dos leucotrienos. Uso adulto e para crianças a partir de 5 anos.

Comp. revest. emb. c/28 ou 56. zafirlucast 10mg ou 20mg.

Como os alimentos podem reduzir a biodisponibilidade de zafirlucaste, Accolate não deve ser ingerido com as refeições.

Adultos e crianças com 12 anos ou mais O tratamento deve ser iniciado com a dose de 20 mg duas vezes ao dia. A dose de manutenção habitual é de 20 mg duas vezes ao dia. O aumento da dose para um máximo de 40 mg duas vezes ao dia pode produzir benefícios adicionais. A dose máxima recomendada não deve ser excedida.

A segurança e a eficácia de Accolate em crianças com menos de 5 anos ainda não foram estabelecidas. O tratamento pode ser iniciado com a dose de 20 mg, duas vezes ao dia, e pode ser ajustado de acordo com a resposta clínica. Accolate não foi avaliado em pacientes com outras causas de insuficiência hepática nem em estudos a longo prazo de pacientes com cirrose.

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TEOFILINA DE LIBERAÇÃO PROLONGADA

TEOFILINA DE LIBERAÇÃO PROLONGADA

TALOFILINA

Broncodilatador

Uso pediátrico e adulto.

Apresentações.

Cáps. de desintegração gradual emb. c/20 c/100 mg, 200 mg ou 300 mg cada.

  • Crianças até 30 kg: 8 a 11 mg/kg, cada 12 horas.
  • Crianças com mais de 30 kg e adultos: 300 mg, cada 12 horas.

Recomenda-se esquema posológico de uma cápsula a cada 12 horas durante os 3 primeiros dias de tratamento. No 3º dia faz-se a avaliação da eficácia e tolerância. Em pacientes que sofrem principalmente de crises noturnas, pode-se tentar um esquema inicial de uma cápsula à noite (isto é, a cada 24 horas), durante três dias, avaliando-se igualmente a eficácia e a tolerância no 3º dia.

TEOLONG

Broncodilatador

Uso pediátrico e adulto

Apresentações.

Cáps. c/ microgrânulos de liberação programada emb. c/10, 20 ou 30 c/100 mg, 200 mg ou 300 mg cada.

Posologia

Cápsulas:

3 a 6 anos  TEOLONG 100 mg - 1 cápsula 2 vezes ao dia.
6 a 12 anos TEOLONG 200 mg - 1 cápsula 2 vezes ao dia. 
Adultos TEOLONG 300 mg - 1 cápsula 2 vezes ao dia.


Para crianças e pessoas com dificuldade de deglutição de cápsulas, recomenda-se abrir a cápsula e colocar os microgrânulos em uma colher contendo algum alimento pastoso sem prejuízo de sua ação prolongada. A terapia broncodilatadora crônica, obtida por meio da administração oral de teofilina, também deve ser individualizada. Baseado nos valores do clearance plasmático da teofilina, uma concentração média de 10 microgramas por mililitro pode ser obtida com doses de 9 a 10 mg/kg nos adultos não fumantes e de 23 mg/kg em crianças abaixo de 12 anos. Entretanto, devido à grande variação individual nos índices do clearance, a posologia diária individual não deve exceder a 6 mg/kg nos adultos não fumantes e a 13 mg/kg nas crianças abaixo de 12 anos. Os fumantes e as crianças poderão necessitar de doses mais freqüentes, como seja de 8 em 8 horas.
Como na prática clínica nem sempre é possível fazer-se a determinação dos níveis séricos, é recomendável iniciar-se o tratamento com posologias menores e, se necessário, aumentar a cada três dias cerca de 25% da dose inicial.

Xarope: 

Adultos: 
        Dose inicial: 60 ml (dose única) 
        Manutenção: 30 ml - 3 a 4 vezes ao dia 
        Em média, 1 colher de sopa = 15 ml (farm. bras.)

Crianças: 
          Dose inicial: 5 mg/kg do peso corporal (dose única) 
          Manutenção: 1 a 9 anos - 4 mg/kg do peso corporal, quatro vezes ao dia 
          9 a 16 anos - 3 mg/kg do peso corporal, quatro vezes ao dia.
          Administração para crianças menores de 1 ano, a critério médico.

 

B) TRATAMENTO DE RÁPIDO ALIVIO

Em principio, ß-agonista de curta ação, quando necessário e antes de exercício.

Vale aqui a mesma regra: o uso diário ou o uso crescente pode indicar a necessidade de mudar ou reconsiderar a terapia de controle em longo prazo adicional.

Salbutamol spray frasco 100 mcg/dose (em latas com 200 doses).

Na prevenção das crises ou no tratamento da manutenção: adultos 2 inalações; crianças 1 inalação. As inalações deverão ser feitas 3 a 4 vezes por dia.

Na prevenção do broncospasmo induzido pelo exercício (adultos e crianças), 2 inalações.

ATROVENT (COMBIVENT, DUOVENT) aerossol brometo de ipratrópio 0,02 mg por dose.

Deve-se agitar o frasco do aerossol e pressionar a válvula uma ou duas vezes, antes de usar ATROVENT.

  1. Retire a tampa protetora. 
  2. Encaixe a AEROCÂMERA no bocal do aerossol, utilizando a abertura maior. 
  3. Recoloque a tampa protetora do aerossol na abertura menor da AEROCÂMERA, para evitar a saída precoce da substância ativa, e agite energicamente o conjunto 
  4. Mediante pressão do dedo indicador sobre a base do frasco, ative a liberação do medicamento, Faça uma expiração normal (expulse o ar dos pulmões). 
  5. Imediatamente após a expiração, retire a tampa protetora, coloque a AEROCÂMERA entre os lábios, inspire (leve o ar aos pulmões) profundamente pela boca e prenda a respiração por 5 a 10 segundos.

Recomendam-se 2 puffs, 4 vezes ao dia para adultos e crianças acima de 6 anos.

Não se deve exceder uma dose diária total de 12 puffs.

III) ASMA MODERADA PERSISTENTE:

COMO RECONHECER: A criança tem crises diárias e mais de uma crise por semana.

COMO COMPROVAR: Os mesmos atores entram no palco - VEF1 e PEF. Neste estádio da doença, os valores estão abaixo de 80% do previsto. Quanto a variabilidade do PEF, desta vez, é acima de 30%.

COMO TRATAR. É lógico que é necessário o controle de longo prazo. A medicação rápida de alívio também é necessária.

A) TRATAMENTO DE LONGO PRAZO

PRINCIPIOS BASICOS:

  1. Antiinflamatório: glicocorticóide inalado (média dose) ou glicocorticóide inalado (baixa dose)
  2. β - agonista de longa-ação
  3. antileucotrieno,
  4. teofilina de liberação contínua,
  5. tabletes de LABA
CORTICOTERAPIA

GLICOCORTICÓIDE INALADO (MÉDIA DOSE) OU GLICOCORTICÓIDE INALADO (BAIXA DOSE)

BECLOMETASONA - corticoide inalatório, geralmente é utilizado em combinações.

AEROTIDE (mistura): Aerossol pressurizado que libera, em cada jato, 50 microgramas de dipropionato de beclometasona e 100 microgramas de salbutamol. Cada recipiente contém 200 doses (50 mcg de beclometasona e 100 mcg de salbutamol).

MIFLASONA Cáps. p/inalação emb. c/60 c/200 mcg ou 400 mcg cada + 1 inalador.

CLENIL 250 MCG SPRAY Recipiente doseador com bocal para 200 doses.

CICLESONIDA um corticosteróide inalatório que possui efeito antiinflamatório específico sobre as vias aéreas broncopulmonares.

ALVESCO - Solução inalatória pressurizada (Spray). Embalagens com 60 ou 120 doses de 80 mcg ou 160 mcg de ciclesonida. Cada dose de ALVESCO 80 libera no bocal do inalador: Ciclesonida 80 mcg. Excipientes: Propelente HFA-134a (Norflurano) e Etanol. Cada dose de ALVESCO 160 libera no bocal do inalador: Ciclesonida 160 mcg. Excipientes: propelente HFa-134 (Norflurano) e Etanol.

Dose recomendada para crianças de 4 a 11 anos de idade: 80 a 160 mcg por dia. Dose recomendada para adultos e adolescente acima de 12 anos de idade: 80 a 640 mcg ao dia. 

AS INALAÇÕES DE ALVESCO DEVEM SER ADMINISTRADAS APENAS UMA VEZ AO DIA, PELA MANHÃ OU À NOITE, OU A CRITÉRIO MÉDICO

BUDESONIDA

ALENIA - BIOSINTÉTICA Antiasmático USO INALATÓRIO ORAL. USO ADULTO E PEDIÁTRICO.

  • Embalagem contendo 60 cápsulas de ALENIA (fumarato de formoterol + budesonida) 6/100mcg com inalador.
  • Embalagem contendo 60 cápsulas de ALENIA (fumarato de formoterol + budesonida) 6/200mcg com inalador.
  • Embalagem contendo 60 cápsulas de ALENIA (fumarato de formoterol + budesonida) 6/200mcg (refil).

ALENIA (fumarato de formoterol/budesonida) 6/100 mcg:

Adultos e adolescentes (a partir de 12 anos de idade): 1-2 cápsulas duas vezes ao dia. Dose máxima de manutenção diária: 4 cápsulas. Durante uma piora da asma, a dose pode ser temporariamente aumentada para um máximo de 4 cápsulas, 2 vezes ao dia, em adultos.
Crianças (a partir de 6 anos de idade): 1 cápsula duas vezes ao dia. Dose máxima de manutenção diária: 4 cápsulas.

ALENIA (fumarato de formoterol/budesonida) 6/200 mcg:

Adultos e adolescentes (a partir de 12 anos de idade): 1-2 cápsulas uma ou duas vezes ao dia. Dose máxima de manutenção diária: 4 cápsulas. Durante uma piora da asma, a dose pode ser temporariamente aumentada para um máximo de 4 cápsulas, 2 vezes ao dia, em adultos.
Crianças (a partir de 6 anos de idade): 1 cápsula duas vezes ao dia. Dose máxima de manutenção diária: 2 cápsulas.

BUDIAIR

Glicocorticóide Uso inalatório (oral).

Solução pressurizada para inalação.

  • Aerossol doseado com bocal para 200 doses, acompanha espaçador
  • Aerossol doseado com bocal para 200 doses.

A posologia do Budiair deve ser adaptada a cada paciente, com relação à gravidade da asma e à fase do tratamento.

  • Adultos: nos casos de asma grave, no início da terapia com corticosteróides por via inalatória ou em curso de diminuição ou suspensão da terapia com corticosteróides por via oral, a posologia aconselhada é de 200 microgramas (1 dose), 2 a 4 vezes ao dia. A dose de manutenção é individual e deve ser a dose mínima que permita a ausência de sintomas; usualmente, é suficiente uma dose (200 mcg) por dia.
  • Crianças: Em geral, 200 microgramas (1 dose) ao dia. Em caso de necessidade, a posologia pode ser aumentada até 400 mcg ao dia. O limite de idade é determinado pela possibilidade de empregar corretamente o dispositivo inalatório do Budiair

FORASEQ

Broncodilatador de uso adulto e pediátrico (crianças a partir de 5 anos de idade). Apresentações.

Cápsula contendo pó seco para inalação.

  • Tratamento 1: cada cápsula com pó para inalação contém: 12 microgramas de fumarato de formoterol diidratado. Excipiente: lactose.
  • Tratamento 2: cada cápsula com pó para inalação contém: 200 microgramas ou 400 microgramas de budesonida. Excipiente: lactose.

Embalagens com 60 cápsulas de fumarato de formoterol diidratado + 60 cápsulas de budesonida e um inalador.

Para uso inalatório em adultos e em crianças acima de seis anos de idade.
As cápsulas de formoterol e budesonida devem apenas ser utilizadas com o inalador.

Adultos

Inalação de 1 a 2 cápsulas (12 - 24 microgramas) de formoterol, duas vezes ao dia, e 1 a 2 cápsulas de budesonida de 200 ou 400 microgramas, duas vezes ao dia. A cápsula de budesonida deve ser inalada pelo menos 1 minuto após a inalação da cápsula de formoterol.
A dose máxima de manutenção recomendada de formoterol é 48 microgramas/dia.
Se necessário, 1 a 2 cápsulas de formoterol, adicionalmente às requeridas para terapia de manutenção, podem ser usadas cada dia para o alívio de sintomas comuns desde que a máxima dose diária recomendada de 48 microgramas/dia não seja excedida. Entretanto, se a necessidade de dose adicional for mais do que ocasional (ex.: em mais de dois dias por semana), nova consulta médica deve ser feita e a terapia reavaliada, já que isso pode indicar uma deterioração da condição subjacente. As cápsulas de formoterol não devem ser utilizadas para o alívio dos sintomas agudos da crise de asma.

No caso de uma crise de asma, um beta2-agonista de curta duração deve ser utilizado.

Crianças (acima de 6 anos)

Inalação de 1 cápsula (12 microgramas) de formoterol, duas vezes ao dia e 1 cápsula de budesonida de 200 microgramas, duas vezes ao dia. A cápsula de budesonida deve ser inalada pelo menos 1 minuto após a inalação da cápsula de formoterol.
A dose máxima recomendada de formoterol é 24 microgramas/dia e para a budesonida é 800 microgramas/dia.
O formoterol não deve ser usado para alívio dos sintomas agudos de um ataque de asma. No momento de um ataque agudo, um beta2- agonista de ação rápida deve ser usado.

FLUTICASONA

SERETIDE é um aerossol para inalação que consiste de uma suspensão de salmeterol e propionato de fluticasona no propelente norflurano (HFA 134A). 

SERETIDE Spray possui as seguintes apresentações: 

  • SERETIDE 25 mcg/50 mcg com 120 doses 
  • SERETIDE 25 mcg/125 mcg com 120 doses 
  • SERETIDE 25 mcg/250 mcg com 120 doses

Adultos e adolescentes a partir de 12 anos: Duas inalações de SERETIDE 25 mcg/50 mcg, duas vezes ao dia, ou duas inalações de SERETIDE 25 mcg/125 mcg, duas vezes ao dia, ou duas inalações de SERETIDE 25 mcg/250 mcg, duas vezes ao dia. DPOC: Para pacientes adultos, a dose máxima recomendada é de 2 inalações (SERETIDE 25 mcg/125 mcg ou SERETIDE 25 mcg/250 mcg), duas vezes ao dia

Adultos a partir de 18 anos de idade: A duplicação da dose de todas as concentrações de SERETIDE em adultos por até 14 dias tem segurança e tolerabilidade comparáveis à administração da dose usual e pode ser considerada quando os pacientes necessitam tratamento adicional de curta duração (até 14 dias) com corticosteróides inalatórios, conforme descrito nas instruções para o tratamento da asma

Crianças a partir de 4 anos: Duas inalações de SERETIDE 25 mcg/50 mcg duas vezes ao dia. Não existem dados disponíveis para o uso de SERETIDE em crianças menores de 4 anos.

Grupos especiais de pacientes: Não há necessidade de ajustar a dose em pacientes idosos ou naqueles com disfunção renal ou hepática.

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β2 - MIMETICOS DE AÇÃO PROLONGADA
L .  A .  B .  A .

LABA são utilizados em associação aos CI em pacientes acima de quatro anos, quando estes forem insuficientes para promover o controle da asma.

Os LABA foram inicialmente liberados para crianças a partir de 12 anos e, posteriormente, autorizados a partir de 4 anos ou mais. No entanto, consta nas especificações do salmeterol e do formoterol, disponíveis no FDA, a advertência de que a segurança e efetividade do medicamento, em menores de 12 anos, não foram estabelecidas.

Estão disponíveis no Brasil o formoterol e o salmeterol.

A associação dos LABA ao CI pode ser utilizada como terapia inicial na asma classificada como moderada ou grave. A adição do LABA ao CI reduz o tempo para obtenção do controle da doença. A monoterapia com LABA deve ser sempre evitada.

SALMETEROL

Drogas mais modernas como o salmeterol apresentam ação broncodilatadora com duração de ação de 12 horas ou mais, protegendo contra a broncoconstrição por período similar. O salmeterol tem seu início de ação mais lento do que o salbutamol, não sendo utilizado para alívio sintomático imediato, pois um efeito broncodilatador significante ocorre somente de 10 a 20 minutos, após a sua administração.

SERETIDE é um aerossol para inalação que consiste de uma suspensão de salmeterol e propionato de  fluticasona no propelente norflurano (HFA 134A). 

SERETIDE Spray possui as seguintes apresentações: 

  • SERETIDE 25 mcg/50 mcg com 120 doses 
  • SERETIDE 25 mcg/125 mcg com 120 doses 
  • SERETIDE 25 mcg/250 mcg com 120 doses

Adultos e adolescentes a partir de 12 anos: Duas inalações de SERETIDE 25 mcg/50 mcg, duas vezes ao dia, ou duas inalações de SERETIDE 25 mcg/125 mcg, duas vezes ao dia, ou duas inalações de SERETIDE 25 mcg/250 mcg, duas vezes ao dia. DPOC: Para pacientes adultos, a dose máxima recomendada é de 2 inalações (SERETIDE 25 mcg/125 mcg ou SERETIDE 25 mcg/250 mcg), duas vezes ao dia

Adultos a partir de 18 anos de idade: A duplicação da dose de todas as concentrações de SERETIDE em adultos por até 14 dias tem segurança e tolerabilidade comparáveis à administração da dose usual e pode ser considerada quando os pacientes necessitam tratamento adicional de curta duração (até 14 dias) com corticosteróides inalatórios, conforme descrito nas instruções para o tratamento da asma

Crianças a partir de 4 anos: Duas inalações de SERETIDE 25 mcg/50 mcg duas vezes ao dia. Não existem dados disponíveis para o uso de SERETIDE em crianças menores de 4 anos.

Grupos especiais de pacientes: Não há necessidade de ajustar a dose em pacientes idosos ou naqueles com disfunção renal ou hepática.

SERETIDE DISKUS é apresentado na forma de pó para aspiração, acondicionado em um dispositivo plástico no formato de disco, contendo um strip com 28 e 60 doses.

SERETIDE DISKUS possui as seguintes apresentações:

  • SERETIDE 50 mcg/100 mcg, com 28 e 60 doses;
  • SERETIDE 50 mcg/250 mcg, com 28 e 60 doses;
  • SERETIDE 50 mcg/500 mcg, com 28 e 60 doses.

SERETIDE DISKUS só deve ser administrado por via inalatória oral.

Doença obstrutiva reversível das vias respiratórias: A dose deve ser ajustada à dose mínima efetiva até que se mantenha o controle dos sintomas.

  • Quando o controle dos sintomas for mantido com SERETIDE DISKUS, duas vezes ao dia, a redução para dose efetiva mais baixa pode ser feita com SERETIDE DISKUS, uma vez ao dia. Os pacientes devem ser orientados quanto ao fato de que a dose prescrita é a ideal para o seu tratamento e que só deve ser modificada pelo médico.
  • A dose prescrita de propionato de fluticasona, presente em SERETIDE DISKUS, dependerá da gravidade da doença.
  • Se um paciente for inadequadamente controlado com a monoterapia com corticosteróides inalatórios, a substituição por SERETIDE DISKUS em uma dose de corticosteróide terapeuticamente equivalente pode resultar em melhora no controle da asma.
  • Para pacientes nos quais o controle da asma é aceitável com a monoterapia com corticosteróides inalatórios, a substituição por SERETIDE DISKUS pode permitir uma redução na dose de corticosteróide, ao mesmo tempo mantendo o controle da asma.

Doses recomendadas:

  • Adultos e adolescentes a partir de 12 anos: Uma dose de SERETIDE DISKUS 50 mcg/100 mcg, SERETIDE DISKUS 50 mcg/250 mcg ou SERETIDE DISKUS 50 mcg/500 mcg , duas vezes ao dia.
  • Adultos a partir de 18 anos de idade: A duplicação da dose de todas as concentrações de SERETIDE DISKUS em adultos por até 14 dias tem segurança e tolerabilidade, comparáveis à administração da dose usual e pode ser considerada quando os pacientes necessitam de tratamento adicional de curta duração (até 14 dias) com corticosteróides inalatórios, conforme descrito nas instruções para o tratamento da asma.
  • Crianças a partir de 4 anos: Uma dose de SERETIDE DISKUS 50 mcg/100 mcg, duas vezes ao dia.
  • Não existem dados disponíveis para o uso de SERETIDE DISKUS em crianças menores de 4 anos.

Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC): Para pacientes adultos, a dose máxima recomendada é de 1 inalação de SERETIDE DISKUS 50 mcg/250 mcg ou SERETIDE DISKUS 50 mcg/500 mcg, duas vezes ao dia. Grupos especiais de pacientes: Não há necessidade de ajustar a dose para pacientes idosos ou naqueles com disfunção renal ou hepática.

 

FORMOTEROL

Já o formoterol apresenta broncodilatação 1 a 3 minutos após a inalação, podendo ser utilizado como medicação de resgate.

Formoterol aparece no mercado seja como componente de misturas (ALENIA) ou

ALENIA Antiasmático USO INALATÓRIO ORAL. USO ADULTO E PEDIÁTRICO.

  • Embalagem contendo 60 cápsulas de ALENIA (fumarato de formoterol + budesonida) 6/100mcg com inalador.
  • Embalagem contendo 60 cápsulas de ALENIA (fumarato de formoterol + budesonida) 6/200mcg com inalador.
  • Embalagem contendo 60 cápsulas de ALENIA (fumarato de formoterol + budesonida) 6/200mcg (refil).

ALENIA (fumarato de formoterol/budesonida) 6/100 mcg:

Adultos e adolescentes (a partir de 12 anos de idade): 1-2 cápsulas duas vezes ao dia. Dose máxima de manutenção diária: 4 cápsulas. Durante uma piora da asma, a dose pode ser temporariamente aumentada para um máximo de 4 cápsulas, 2 vezes ao dia, em adultos.
Crianças (a partir de 6 anos de idade): 1 cápsula duas vezes ao dia. Dose máxima de manutenção diária: 4 cápsulas.

ALENIA (fumarato de formoterol/budesonida) 6/200 mcg:

Adultos e adolescentes (a partir de 12 anos de idade): 1-2 cápsulas uma ou duas vezes ao dia. Dose máxima de manutenção diária: 4 cápsulas. Durante uma piora da asma, a dose pode ser temporariamente aumentada para um máximo de 4 cápsulas, 2 vezes ao dia, em adultos.
Crianças (a partir de 6 anos de idade): 1 cápsula duas vezes ao dia. Dose máxima de manutenção diária: 2 cápsulas.

FLUIR

USO ADULTO E PEDIÁTRICO (ACIMA DE 5 ANOS).

Cápsulas contendo fumarato de formoterol diidratado em pó micronizado para inalação. FLUIR apresenta-se em embalagens com 30 ou 60 cápsulas com ou sem inalador.

POSOLOGIA:

  • Adultos:   inalação de 1 a 2 cápsulas (12 a 24 mg), duas vezes por dia.
  • Crianças acima de 5 anos:   inalação de uma cápsula (12 mg), duas vezes por dia.

 

Se necessário, 1 a 2 cápsulas, adicionalmente às requeridas para tratamento de manutenção, podem ser usadas a cada dia para o alívio de sintomas. Se a necessidade de dose adicional para o alívio for mais que ocasional (p. ex., em mais de 2 dias por semana), nova consulta médica deverá ser feita e a terapêutica reavaliada, já que isso poderá indicar deterioração da condição subjacente.

Profilaxia contra o broncospasmo induzido por exercício ou antes de exposição inevitável a um alérgeno conhecido:

  • Adultos   1 cápsula (12 mg) deve ser inalada, com aproximadamente 15 minutos de antecedência. Em pacientes com asma grave, a inalação de 2 cápsulas (24 mg) pode ser necessária.
  • Crianças acima de 5 anos   1 cápsula (12 mg) deve ser inalada, com aproximadamente 15 minutos de antecedência. O medicamento não é recomendado a crianças com menos de 5 anos de idade.

FORADIL

 

Uso adulto e pediátrico (crianças acima de 5 anos de idade).

Apresentações.

Cáps. c/fumarato de formoterol micronizado p/inalação cx. c/30 ou 60. Com ou sem inalador.

 

 

Terapia de manutenção regular:

  • Adultos - Inalação de 1 a 2 cápsulas (12 - 24 µg), duas vezes ao dia
  • Crianças acima de cinco anos - Inalação de uma cápsula (12 µg), duas vezes ao dia.

Se necessário, 1 - 2 cápsulas, adicionalmente às requeridas para terapia de manutenção, podem ser usadas cada dia para o alívio de sintomas. Se a necessidade de dose adicional for mais do que ocasional (ex., em mais de dois dias por semana), nova consulta médica deve ser feita e a terapia reavaliada, já que isso pode indicar uma deterioração da condição subjacente.

Profilaxia contra o broncoespasmo induzido por exercício ou antes de exposição inevitável a um alérgeno conhecido:

  • Adultos - Uma cápsula (12 µg) deve ser inalada, com aproximadamente 15 minutos de antecedência.
  • Em pacientes com asma grave, a inalação de 2 cápsulas (24 µg) pode ser necessária.
  • Crianças acima de cinco anos - Uma cápsula (12 µg) deve ser inalada, com aproximadamente 15 minutos de antecedência.

FORADIL não é recomendado a crianças com menos de cinco anos de idade.

FORASEQ

Cápsula contendo pó seco para inalação.

Tratamento 1: cápsula contendo 12 microgramas de fumarato de formoterol diidratado micronizado para inalação.
Tratamento 2: cápsula contendo 200 ou 400 microgramas de budesonida para inalação.

Embalagens com 60 cápsulas de fumarato de formoterol diidratado + 60 cápsulas de budesonida e um inalador.

Posologia e método de administração

Para uso inalatório em adultos e em crianças acima de seis anos de idade.

As cápsulas de formoterol e budesonida devem apenas ser utilizadas com o inalador.

Adultos:

Inalação de 1 a 2 cápsulas (12 - 24 microgramas) de formoterol, duas vezes ao dia, e 1 a 2 cápsulas de budesonida de 200 ou 400 microgramas, duas vezes ao dia. A dose máxima de manutenção recomendada de formoterol é 48 microgramas/dia.

A cápsula de budesonida deve ser inalada pelo menos 1 minuto após a inalação da cápsula de formoterol.

Se necessário, 1 a 2 cápsulas de formoterol, adicionalmente às requeridas para terapia de manutenção, podem ser usadas cada dia para o alívio de sintomas comuns desde que a máxima dose diária recomendada de 48 microgramas/dia não seja excedida. Entretanto, se a necessidade de dose adicional for mais do que ocasional (ex.: em mais de dois dias por semana), nova consulta médica deve ser feita e a terapia reavaliada, já que isso pode indicar uma deterioração da condição subjacente.

As cápsulas de formoterol não devem ser utilizadas para o alívio dos sintomas agudos da crise de asma. No caso de uma crise de asma, um beta2-agonista de curta duração deve ser utilizado.

Crianças (acima de 6 anos)

Inalação de 1 cápsula (12 microgramas) de formoterol, duas vezes ao dia e 1 cápsula de budesonida de 200 microgramas, duas vezes ao dia. A cápsula de budesonida deve ser inalada pelo menos 1 minuto após a inalação da cápsula de formoterol.
A dose máxima recomendada de formoterol é 24 microgramas/dia e para a budesonida é 800 microgramas/dia.
O formoterol não deve ser usado para alívio dos sintomas agudos de um ataque de asma. No momento de um ataque agudo, um beta2-agonista de ação rápida deve ser usado.

BAMBUTEROL

BAMBEC deve ser usado como terapia de manutenção da asma e outras pneumopatias onde o broncoespasmo é um fator complicante. Na primeira passagem pelo fígado é metabolizado produzindo uma droga lipofílica que é seletivamente fixada pelos pulmões onde é transformada lentamente na forma ativa de terbutalina, por hidrólise, por ação da colinesterase plasmática. A meia-vida do bambuterol após administração oral é de 9 a 17 horas, apresentando biodisponibilidade de 10 a 12%

APRESENTAÇÂO: Solução oral de 1 mg/mL em frasco contendo 100 mL + copo medida.

O bambuterol, pródroga da terbutalina, apresenta duração de ação de aproximadamente 24 horas, podendo ser administrado somente uma vez ao dia, ao deitar-se e por via oral na dose de 10-20 mg, sendo preconizado principalmente para o controle da asma noturna.

A dose deve ser individualizada.

BAMBEC é acompanhado de um copo medida, que deve ser utilizado para usado para medir a quantidade a ser administrada.

  • Adultos e idosos: a dose inicial recomendada é de 10 mg (10 mL). Dependendo do efeito clínico, a dose pode ser aumentada para 20 mg (20 mL) após 1 a 2 semanas. Em pacientes que previamente toleraram bem a administração oral de agonistas beta-2, a dose inicial recomendada é de 20 mg (20 mL).
  • Em pacientes com insuficiência renal (taxa de filtração glomerular ≤ 50 mL/min) a dose inicial recomendada é de 5 mg (5 mL), podendo ser aumentada para 10 mg (10 mL) após 1 a 2 semanas de tratamento, dependendo do efeito clínico.
  • Crianças de 6 a 12 anos: a dose inicial recomendada é 10 mg (10 mL). A dose pode ser aumentada para 20 mg (20 mL) após 1 a 2 semanas, dependendo do efeito clínico.
  • Crianças de 2 a 5 anos: a dose normal recomendada é de 10 mg (10 mL) e, devido às diferenças na farmacocinética, a dose de 5 mg (5 mL) é recomendada em crianças orientais.

Devido às diferenças na farmacocinética, doses acima de 10 mg (10 mL) não são recomendadas em crianças orientais.

A dose máxima diária recomendada de BAMBEC é de 20 mg (20mL).

O primeiro β2-agonista de longa duração para utlização uma única vez ao dia já se encontra disponível, com a denominação de Indacaterol. Mas ele não esta indicado para asma, somente para DPOC.

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ANTILEUCOTRIENAS

MONTELUCASTE

  • SINGULAIR 4mg é apresentado em caixas contendo 10 ou 30 comprimidos mastigáveis;
  • SINGULAIR 5mg é apresentado em caixas contendo 10 ou 30 comprimidos mastigáveis;
  • SINGULAIR 10mg é apresentado em caixas contendo 10 ou 30 comprimidos revestidos;
  • SINGULAIR Baby é apresentado em caixas contendo 10 ou 30 sachês com grânulos orais de 4 mg.

A posologia para pacientes de 2 a 5 anos de idade é de 1 comprimido mastigável de 4 mg diariamente

Crianças de 6 a 14 anos de idade:1 comprimido mastigável de 5 mg diariamente ao deitar. Nesse grupo etário, não é necessário ajuste posológico.

A posologia para pacientes > 15 anos de idade é de 1 comprimido de 10 mg diariamente ao deitar. Recomendações gerais: o efeito terapêutico de Singulair sobre os parâmetros de controle da asma ocorre dentro de 1 dia. 

Singulair Baby deve ser administrado uma vez ao dia. Para asma, a dose deve ser administrada à noite. Para rinite alérgica, o horário da administração pode ser individualizado para atender às necessidades do paciente. Pacientes com asma e/ou rinite alérgica devem administrar apenas um comprimido diariamente à noite. 

A posologia para pacientes de 2 a 5 anos de idade é de um sachê de grânulos orais de 4 mg diariamente. 

A posologia para pacientes de 6 meses a 2 anos de idade é de um sachê de grânulos orais de 4 mg diariamente. 

Os grânulos orais de Singulair Baby podem ser administrados diretamente na boca ou misturados com uma colher cheia de alimentação leve (por exemplo, papinha de maçã) à temperatura ambiente ou fria. A embalagem deve ser mantida fechada até o momento do uso. Depois de aberta, toda dose de Singulair Baby deve ser administrada imediatamente (no período de 15 minutos). Se misturado com algum alimento,Singulair Baby não deve ser armazenado para uso posterior.

ZAFIRLUCASTE

ACCOLATE - Antagonista dos leucotrienos. Uso adulto e para crianças a partir de 5 anos.

Comp. revest. emb. c/28 ou 56. zafirlucast 10mg ou 20mg.

Como os alimentos podem reduzir a biodisponibilidade de zafirlucaste, Accolate não deve ser ingerido com as refeições.

Adultos e crianças com 12 anos ou mais: O tratamento deve ser iniciado com a dose de 20 mg duas vezes ao dia. A dose de manutenção habitual é de 20 mg duas vezes ao dia. O aumento da dose para um máximo de 40 mg duas vezes ao dia pode produzir benefícios adicionais. A dose máxima recomendada não deve ser excedida.

A segurança e a eficácia de Accolate em crianças com menos de 5 anos ainda não foram estabelecidas. O tratamento pode ser iniciado com a dose de 20 mg, duas vezes ao dia, e pode ser ajustado de acordo com a resposta clínica. Accolate não foi avaliado em pacientes com outras causas de insuficiência hepática nem em estudos a longo prazo de pacientes com cirrose.

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TEOFILINA DE LIBERAÇÃO PROLONGADA

TEOFILINA DE LIBERAÇÃO PROLONGADA

TALOFILINA

Broncodilatador

Uso pediátrico e adulto.

Apresentações.

Cáps. de desintegração gradual emb. c/20 c/100 mg, 200 mg ou 300 mg cada.

  • Crianças até 30 kg: 8 a 11 mg/kg, cada 12 horas.
  • Crianças com mais de 30 kg e adultos: 300 mg, cada 12 horas.

Recomenda-se esquema posológico de uma cápsula a cada 12 horas durante os 3 primeiros dias de tratamento. No 3º dia faz-se a avaliação da eficácia e tolerância. Em pacientes que sofrem principalmente de crises noturnas, pode-se tentar um esquema inicial de uma cápsula à noite (isto é, a cada 24 horas), durante três dias, avaliando-se igualmente a eficácia e a tolerância no 3º dia.

TEOLONG

Broncodilatador

Uso pediátrico e adulto

Apresentações.

Cáps. c/ microgrânulos de liberação programada emb. c/10, 20 ou 30 c/100 mg, 200 mg ou 300 mg cada.

Posologia

Cápsulas:

3 a 6 anos  TEOLONG 100 mg - 1 cápsula 2 vezes ao dia.
6 a 12 anos TEOLONG 200 mg - 1 cápsula 2 vezes ao dia. 
Adultos TEOLONG 300 mg - 1 cápsula 2 vezes ao dia.

Para crianças e pessoas com dificuldade de deglutição de cápsulas, recomenda-se abrir a cápsula e colocar os microgrânulos em uma colher contendo algum alimento pastoso sem prejuízo de sua ação prolongada. A terapia broncodilatadora crônica, obtida por meio da administração oral de teofilina, também deve ser individualizada. Baseado nos valores do clearance plasmático da teofilina, uma concentração média de 10 microgramas por mililitro pode ser obtida com doses de 9 a 10 mg/kg nos adultos não fumantes e de 23 mg/kg em crianças abaixo de 12 anos. Entretanto, devido à grande variação individual nos índices do clearance, a posologia diária individual não deve exceder a 6 mg/kg nos adultos não fumantes e a 13 mg/kg nas crianças abaixo de 12 anos. Os fumantes e as crianças poderão necessitar de doses mais freqüentes, como seja de 8 em 8 horas.
Como na prática clínica nem sempre é possível fazer-se a determinação dos níveis séricos, é recomendável iniciar-se o tratamento com posologias menores e, se necessário, aumentar a cada três dias cerca de 25% da dose inicial.

Xarope: 

Adultos: 
        Dose inicial: 60 ml (dose única) 
        Manutenção: 30 ml - 3 a 4 vezes ao dia 
        Em média, 1 colher de sopa = 15 ml (farm. bras.)

Crianças: 
          Dose inicial: 5 mg/kg do peso corporal (dose única) 
          Manutenção: 1 a 9 anos - 4 mg/kg do peso corporal, quatro vezes ao dia 
          9 a 16 anos - 3 mg/kg do peso corporal, quatro vezes ao dia.
          Administração para crianças menores de 1 ano, a critério médico.

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B) TRATAMENTO DE RÁPIDO ALIVIO

Em principio, ß-agonista de curta ação, quando necessário e antes de exercício.

Vale aqui a mesma regra: o uso diário ou o uso crescente pode indicar a necessidade de mudar ou reconsiderar a terapia de controle em longo prazo adicional.

Salbutamol spray frasco 100 mcg/dose (em latas com 200 doses).

Na prevenção das crises ou no tratamento da manutenção: adultos 2 inalações; crianças 1 inalação. As inalações deverão ser feitas 3 a 4 vezes por dia.

Na prevenção do broncospasmo induzido pelo exercício (adultos e crianças), 2 inalações.

ATROVENT (COMBIVENT, DUOVENT) aerossol brometo de ipratrópio 0,02 mg por dose.

Deve-se agitar o frasco do aerossol e pressionar a válvula uma ou duas vezes, antes de usar ATROVENT.

  1. Retire a tampa protetora. 
  2. Encaixe a AEROCÂMERA no bocal do aerossol, utilizando a abertura maior. 
  3. Recoloque a tampa protetora do aerossol na abertura menor da AEROCÂMERA, para evitar a saída precoce da substância ativa, e agite energicamente o conjunto 
  4. Mediante pressão do dedo indicador sobre a base do frasco, ative a liberação do medicamento, Faça uma expiração normal (expulse o ar dos pulmões). 
  5. Imediatamente após a expiração, retire a tampa protetora, coloque a AEROCÂMERA entre os lábios, inspire (leve o ar aos pulmões) profundamente pela boca e prenda a respiração por 5 a 10 segundos.

Recomendam-se 2 puffs, 4 vezes ao dia para adultos e crianças acima de 6 anos.

Não se deve exceder uma dose diária total de 12 puffs.

IV) ASMA PERSISTENTE GRAVE

COMO RECONHECER: A criança tem sintomas ininterruptos, atividade física limitada, exacerbações freqüentes, crises quase cada noite.

COMO COMPROVAR: Na espirometria, VEF1 ou PEF < 60% do predito; variabilidade de PEF > 30%

COMO TRATAR. É lógico que é necessário o controle de longo prazo. A medicação rápida de alívio também é necessária.

A) TRATAMENTO DE MANUTENÇÃO

Antiinflamatório: glicocorticoide inalado (alta dose) e broncodilator de longa duração: tanto LABA, antileucotrieno, teofilina de liberação contínua, e/ou tabletes LABA. Glicocorticoide oral se necessário.

CORTICOTERAPIA

GLICOCORTICÓIDE INALADO (MÉDIA DOSE) OU GLICOCORTICÓIDE INALADO (BAIXA DOSE)

BECLOMETASONA - corticoide inalatório, geralmente é utilizado em combinações.

AEROTIDE (mistura): Aerossol pressurizado que libera, em cada jato, 50 microgramas de dipropionato de beclometasona e 100 microgramas de salbutamol. Cada recipiente contém 200 doses (50 mcg de beclometasona e 100 mcg de salbutamol).

MIFLASONA Cáps. p/inalação emb. c/60 c/200 mcg ou 400 mcg cada + 1 inalador.

CLENIL 250 MCG SPRAY Recipiente doseador com bocal para 200 doses.

CICLESONIDA um corticosteróide inalatório que possui efeito antiinflamatório específico sobre as vias aéreas broncopulmonares.

ALVESCO - Solução inalatória pressurizada (Spray). Embalagens com 60 ou 120 doses de 80 mcg ou 160 mcg de ciclesonida. Cada dose de ALVESCO 80 libera no bocal do inalador: Ciclesonida 80 mcg. Excipientes: Propelente HFA-134a (Norflurano) e Etanol. Cada dose de ALVESCO 160 libera no bocal do inalador: Ciclesonida 160 mcg. Excipientes: propelente HFa-134 (Norflurano) e Etanol.

Dose recomendada para crianças de 4 a 11 anos de idade: 80 a 160 mcg por dia. Dose recomendada para adultos e adolescente acima de 12 anos de idade: 80 a 640 mcg ao dia. 

AS INALAÇÕES DE ALVESCO DEVEM SER ADMINISTRADAS APENAS UMA VEZ AO DIA, PELA MANHÃ OU À NOITE, OU A CRITÉRIO MÉDICO

BUDESONIDA

ALENIA - BIOSINTÉTICA Antiasmático USO INALATÓRIO ORAL. USO ADULTO E PEDIÁTRICO.

  • Embalagem contendo 60 cápsulas de ALENIA (fumarato de formoterol + budesonida) 6/100mcg com inalador.
  • Embalagem contendo 60 cápsulas de ALENIA (fumarato de formoterol + budesonida) 6/200mcg com inalador.
  • Embalagem contendo 60 cápsulas de ALENIA (fumarato de formoterol + budesonida) 6/200mcg (refil).

ALENIA (fumarato de formoterol/budesonida) 6/100 mcg:

Adultos e adolescentes (a partir de 12 anos de idade): 1-2 cápsulas duas vezes ao dia. Dose máxima de manutenção diária: 4 cápsulas. Durante uma piora da asma, a dose pode ser temporariamente aumentada para um máximo de 4 cápsulas, 2 vezes ao dia, em adultos.
Crianças (a partir de 6 anos de idade): 1 cápsula duas vezes ao dia. Dose máxima de manutenção diária: 4 cápsulas.

ALENIA (fumarato de formoterol/budesonida) 6/200 mcg:

Adultos e adolescentes (a partir de 12 anos de idade): 1-2 cápsulas uma ou duas vezes ao dia. Dose máxima de manutenção diária: 4 cápsulas. Durante uma piora da asma, a dose pode ser temporariamente aumentada para um máximo de 4 cápsulas, 2 vezes ao dia, em adultos.
Crianças (a partir de 6 anos de idade): 1 cápsula duas vezes ao dia. Dose máxima de manutenção diária: 2 cápsulas.

BUDIAIR

Glicocorticóide Uso inalatório (oral).

Solução pressurizada para inalação.

  • Aerossol doseado com bocal para 200 doses, acompanha espaçador
  • Aerossol doseado com bocal para 200 doses.

A posologia do Budiair deve ser adaptada a cada paciente, com relação à gravidade da asma e à fase do tratamento.

  • Adultos: nos casos de asma grave, no início da terapia com corticosteróides por via inalatória ou em curso de diminuição ou suspensão da terapia com corticosteróides por via oral, a posologia aconselhada é de 200 microgramas (1 dose), 2 a 4 vezes ao dia. A dose de manutenção é individual e deve ser a dose mínima que permita a ausência de sintomas; usualmente, é suficiente uma dose (200 mcg) por dia.
  • Crianças: Em geral, 200 microgramas (1 dose) ao dia. Em caso de necessidade, a posologia pode ser aumentada até 400 mcg ao dia. O limite de idade é determinado pela possibilidade de empregar corretamente o dispositivo inalatório do Budiair

FORASEQ

Broncodilatador de uso adulto e pediátrico (crianças a partir de 5 anos de idade). Apresentações.

Cápsula contendo pó seco para inalação.

  • Tratamento 1: cada cápsula com pó para inalação contém: 12 microgramas de fumarato de formoterol diidratado. Excipiente: lactose.
  • Tratamento 2: cada cápsula com pó para inalação contém: 200 microgramas ou 400 microgramas de budesonida. Excipiente: lactose.

Embalagens com 60 cápsulas de fumarato de formoterol diidratado + 60 cápsulas de budesonida e um inalador.

Para uso inalatório em adultos e em crianças acima de seis anos de idade.
As cápsulas de formoterol e budesonida devem apenas ser utilizadas com o inalador.

Adultos

Inalação de 1 a 2 cápsulas (12 - 24 microgramas) de formoterol, duas vezes ao dia, e 1 a 2 cápsulas de budesonida de 200 ou 400 microgramas, duas vezes ao dia. A cápsula de budesonida deve ser inalada pelo menos 1 minuto após a inalação da cápsula de formoterol.
A dose máxima de manutenção recomendada de formoterol é 48 microgramas/dia.
Se necessário, 1 a 2 cápsulas de formoterol, adicionalmente às requeridas para terapia de manutenção, podem ser usadas cada dia para o alívio de sintomas comuns desde que a máxima dose diária recomendada de 48 microgramas/dia não seja excedida. Entretanto, se a necessidade de dose adicional for mais do que ocasional (ex.: em mais de dois dias por semana), nova consulta médica deve ser feita e a terapia reavaliada, já que isso pode indicar uma deterioração da condição subjacente. As cápsulas de formoterol não devem ser utilizadas para o alívio dos sintomas agudos da crise de asma.

No caso de uma crise de asma, um beta2-agonista de curta duração deve ser utilizado.

Crianças (acima de 6 anos)

Inalação de 1 cápsula (12 microgramas) de formoterol, duas vezes ao dia e 1 cápsula de budesonida de 200 microgramas, duas vezes ao dia. A cápsula de budesonida deve ser inalada pelo menos 1 minuto após a inalação da cápsula de formoterol.
A dose máxima recomendada de formoterol é 24 microgramas/dia e para a budesonida é 800 microgramas/dia.
O formoterol não deve ser usado para alívio dos sintomas agudos de um ataque de asma. No momento de um ataque agudo, um beta2- agonista de ação rápida deve ser usado.

FLUTICASONA

SERETIDE é um aerossol para inalação que consiste de uma suspensão de salmeterol e propionato de fluticasona no propelente norflurano (HFA 134A). 

SERETIDE Spray possui as seguintes apresentações: 

  • SERETIDE 25 mcg/50 mcg com 120 doses 
  • SERETIDE 25 mcg/125 mcg com 120 doses 
  • SERETIDE 25 mcg/250 mcg com 120 doses

Adultos e adolescentes a partir de 12 anos: Duas inalações de SERETIDE 25 mcg/50 mcg, duas vezes ao dia, ou duas inalações de SERETIDE 25 mcg/125 mcg, duas vezes ao dia, ou duas inalações de SERETIDE 25 mcg/250 mcg, duas vezes ao dia. DPOC: Para pacientes adultos, a dose máxima recomendada é de 2 inalações (SERETIDE 25 mcg/125 mcg ou SERETIDE 25 mcg/250 mcg), duas vezes ao dia

Adultos a partir de 18 anos de idade: A duplicação da dose de todas as concentrações de SERETIDE em adultos por até 14 dias tem segurança e tolerabilidade comparáveis à administração da dose usual e pode ser considerada quando os pacientes necessitam tratamento adicional de curta duração (até 14 dias) com corticosteróides inalatórios, conforme descrito nas instruções para o tratamento da asma

Crianças a partir de 4 anos: Duas inalações de SERETIDE 25 mcg/50 mcg duas vezes ao dia. Não existem dados disponíveis para o uso de SERETIDE em crianças menores de 4 anos.

Grupos especiais de pacientes: Não há necessidade de ajustar a dose em pacientes idosos ou naqueles com disfunção renal ou hepática.

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β2 - MIMETICOS DE AÇÃO PROLONGADA
L .  A .  B .  A .

LABA são utilizados em associação aos CI em pacientes acima de quatro anos, quando estes forem insuficientes para promover o controle da asma.

Os LABA foram inicialmente liberados para crianças a partir de 12 anos e, posteriormente, autorizados a partir de 4 anos ou mais. No entanto, consta nas especificações do salmeterol e do formoterol, disponíveis no FDA, a advertência de que a segurança e efetividade do medicamento, em menores de 12 anos, não foram estabelecidas.

Estão disponíveis no Brasil o formoterol e o salmeterol.

A associação dos LABA ao CI pode ser utilizada como terapia inicial na asma classificada como moderada ou grave. A adição do LABA ao CI reduz o tempo para obtenção do controle da doença. A monoterapia com LABA deve ser sempre evitada.

SALMETEROL

Drogas mais modernas como o salmeterol apresentam ação broncodilatadora com duração de ação de 12 horas ou mais, protegendo contra a broncoconstrição por período similar. O salmeterol tem seu início de ação mais lento do que o salbutamol, não sendo utilizado para alívio sintomático imediato, pois um efeito broncodilatador significante ocorre somente de 10 a 20 minutos, após a sua administração.

SERETIDE é um aerossol para inalação que consiste de uma suspensão de salmeterol e propionato de  fluticasona no propelente norflurano (HFA 134A). 

SERETIDE Spray possui as seguintes apresentações: 

  • SERETIDE 25 mcg/50 mcg com 120 doses 
  • SERETIDE 25 mcg/125 mcg com 120 doses 
  • SERETIDE 25 mcg/250 mcg com 120 doses

Adultos e adolescentes a partir de 12 anos: Duas inalações de SERETIDE 25 mcg/50 mcg, duas vezes ao dia, ou duas inalações de SERETIDE 25 mcg/125 mcg, duas vezes ao dia, ou duas inalações de SERETIDE 25 mcg/250 mcg, duas vezes ao dia. DPOC: Para pacientes adultos, a dose máxima recomendada é de 2 inalações (SERETIDE 25 mcg/125 mcg ou SERETIDE 25 mcg/250 mcg), duas vezes ao dia

Adultos a partir de 18 anos de idade: A duplicação da dose de todas as concentrações de SERETIDE em adultos por até 14 dias tem segurança e tolerabilidade comparáveis à administração da dose usual e pode ser considerada quando os pacientes necessitam tratamento adicional de curta duração (até 14 dias) com corticosteróides inalatórios, conforme descrito nas instruções para o tratamento da asma

Crianças a partir de 4 anos: Duas inalações de SERETIDE 25 mcg/50 mcg duas vezes ao dia. Não existem dados disponíveis para o uso de SERETIDE em crianças menores de 4 anos.

Grupos especiais de pacientes: Não há necessidade de ajustar a dose em pacientes idosos ou naqueles com disfunção renal ou hepática.

SERETIDE DISKUS é apresentado na forma de pó para aspiração, acondicionado em um dispositivo plástico no formato de disco, contendo um strip com 28 e 60 doses.

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SERETIDE DISKUS possui as seguintes apresentações:

  • SERETIDE 50 mcg/100 mcg, com 28 e 60 doses;
  • SERETIDE 50 mcg/250 mcg, com 28 e 60 doses;
  • SERETIDE 50 mcg/500 mcg, com 28 e 60 doses.

SERETIDE DISKUS só deve ser administrado por via inalatória oral.

Doença obstrutiva reversível das vias respiratórias: A dose deve ser ajustada à dose mínima efetiva até que se mantenha o controle dos sintomas.

  • Quando o controle dos sintomas for mantido com SERETIDE DISKUS, duas vezes ao dia, a redução para dose efetiva mais baixa pode ser feita com SERETIDE DISKUS, uma vez ao dia. Os pacientes devem ser orientados quanto ao fato de que a dose prescrita é a ideal para o seu tratamento e que só deve ser modificada pelo médico.
  • A dose prescrita de propionato de fluticasona, presente em SERETIDE DISKUS, dependerá da gravidade da doença.
  • Se um paciente for inadequadamente controlado com a monoterapia com corticosteróides inalatórios, a substituição por SERETIDE DISKUS em uma dose de corticosteróide terapeuticamente equivalente pode resultar em melhora no controle da asma.
  • Para pacientes nos quais o controle da asma é aceitável com a monoterapia com corticosteróides inalatórios, a substituição por SERETIDE DISKUS pode permitir uma redução na dose de corticosteróide, ao mesmo tempo mantendo o controle da asma.

Doses recomendadas:

  • Adultos e adolescentes a partir de 12 anos: Uma dose de SERETIDE DISKUS 50 mcg/100 mcg, SERETIDE DISKUS 50 mcg/250 mcg ou SERETIDE DISKUS 50 mcg/500 mcg , duas vezes ao dia.
  • Adultos a partir de 18 anos de idade: A duplicação da dose de todas as concentrações de SERETIDE DISKUS em adultos por até 14 dias tem segurança e tolerabilidade, comparáveis à administração da dose usual e pode ser considerada quando os pacientes necessitam de tratamento adicional de curta duração (até 14 dias) com corticosteróides inalatórios, conforme descrito nas instruções para o tratamento da asma.
  • Crianças a partir de 4 anos: Uma dose de SERETIDE DISKUS 50 mcg/100 mcg, duas vezes ao dia.
  • Não existem dados disponíveis para o uso de SERETIDE DISKUS em crianças menores de 4 anos.

Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC): Para pacientes adultos, a dose máxima recomendada é de 1 inalação de SERETIDE DISKUS 50 mcg/250 mcg ou SERETIDE DISKUS 50 mcg/500 mcg, duas vezes ao dia. Grupos especiais de pacientes: Não há necessidade de ajustar a dose para pacientes idosos ou naqueles com disfunção renal ou hepática.

 

FORMOTEROL

Já o formoterol apresenta broncodilatação 1 a 3 minutos após a inalação, podendo ser utilizado como medicação de resgate.

Formoterol aparece no mercado seja como componente de misturas (ALENIA) ou

ALENIA Antiasmático USO INALATÓRIO ORAL. USO ADULTO E PEDIÁTRICO.

  • Embalagem contendo 60 cápsulas de ALENIA (fumarato de formoterol + budesonida) 6/100mcg com inalador.
  • Embalagem contendo 60 cápsulas de ALENIA (fumarato de formoterol + budesonida) 6/200mcg com inalador.
  • Embalagem contendo 60 cápsulas de ALENIA (fumarato de formoterol + budesonida) 6/200mcg (refil).

ALENIA (fumarato de formoterol/budesonida) 6/100 mcg:

Adultos e adolescentes (a partir de 12 anos de idade): 1-2 cápsulas duas vezes ao dia. Dose máxima de manutenção diária: 4 cápsulas. Durante uma piora da asma, a dose pode ser temporariamente aumentada para um máximo de 4 cápsulas, 2 vezes ao dia, em adultos.
Crianças (a partir de 6 anos de idade): 1 cápsula duas vezes ao dia. Dose máxima de manutenção diária: 4 cápsulas.

ALENIA (fumarato de formoterol/budesonida) 6/200 mcg:

Adultos e adolescentes (a partir de 12 anos de idade): 1-2 cápsulas uma ou duas vezes ao dia. Dose máxima de manutenção diária: 4 cápsulas. Durante uma piora da asma, a dose pode ser temporariamente aumentada para um máximo de 4 cápsulas, 2 vezes ao dia, em adultos.
Crianças (a partir de 6 anos de idade): 1 cápsula duas vezes ao dia. Dose máxima de manutenção diária: 2 cápsulas.

FLUIR

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USO ADULTO E PEDIÁTRICO (ACIMA DE 5 ANOS).

Cápsulas contendo fumarato de formoterol diidratado em pó micronizado para inalação. FLUIR apresenta-se em embalagens com 30 ou 60 cápsulas com ou sem inalador.

POSOLOGIA:

  • Adultos:   inalação de 1 a 2 cápsulas (12 a 24 mg), duas vezes por dia.
  • Crianças acima de 5 anos:   inalação de uma cápsula (12 mg), duas vezes por dia.

 

Se necessário, 1 a 2 cápsulas, adicionalmente às requeridas para tratamento de manutenção, podem ser usadas a cada dia para o alívio de sintomas. Se a necessidade de dose adicional para o alívio for mais que ocasional (p. ex., em mais de 2 dias por semana), nova consulta médica deverá ser feita e a terapêutica reavaliada, já que isso poderá indicar deterioração da condição subjacente.

Profilaxia contra o broncospasmo induzido por exercício ou antes de exposição inevitável a um alérgeno conhecido:

  • Adultos   1 cápsula (12 mg) deve ser inalada, com aproximadamente 15 minutos de antecedência. Em pacientes com asma grave, a inalação de 2 cápsulas (24 mg) pode ser necessária.
  • Crianças acima de 5 anos   1 cápsula (12 mg) deve ser inalada, com aproximadamente 15 minutos de antecedência. O medicamento não é recomendado a crianças com menos de 5 anos de idade.

FORADIL4

 

Uso adulto e pediátrico (crianças acima de 5 anos de idade).

Apresentações.

Cáps. c/fumarato de formoterol micronizado p/inalação cx. c/30 ou 60. Com ou sem inalador.

 

 

Terapia de manutenção regular:

  • Adultos - Inalação de 1 a 2 cápsulas (12 - 24 µg), duas vezes ao dia
  • Crianças acima de cinco anos - Inalação de uma cápsula (12 µg), duas vezes ao dia.

Se necessário, 1 - 2 cápsulas, adicionalmente às requeridas para terapia de manutenção, podem ser usadas cada dia para o alívio de sintomas. Se a necessidade de dose adicional for mais do que ocasional (ex., em mais de dois dias por semana), nova consulta médica deve ser feita e a terapia reavaliada, já que isso pode indicar uma deterioração da condição subjacente.

Profilaxia contra o broncoespasmo induzido por exercício ou antes de exposição inevitável a um alérgeno conhecido:

  • Adultos - Uma cápsula (12 µg) deve ser inalada, com aproximadamente 15 minutos de antecedência.
  • Em pacientes com asma grave, a inalação de 2 cápsulas (24 µg) pode ser necessária.
  • Crianças acima de cinco anos - Uma cápsula (12 µg) deve ser inalada, com aproximadamente 15 minutos de antecedência.

FORADIL não é recomendado a crianças com menos de cinco anos de idade.

FORASEQ

Cápsula contendo pó seco para inalação.

Tratamento 1: cápsula contendo 12 microgramas de fumarato de formoterol diidratado micronizado para inalação.
Tratamento 2: cápsula contendo 200 ou 400 microgramas de budesonida para inalação.

Embalagens com 60 cápsulas de fumarato de formoterol diidratado + 60 cápsulas de budesonida e um inalador.

Posologia e método de administração

Para uso inalatório em adultos e em crianças acima de seis anos de idade.

As cápsulas de formoterol e budesonida devem apenas ser utilizadas com o inalador.

Adultos:

Inalação de 1 a 2 cápsulas (12 - 24 microgramas) de formoterol, duas vezes ao dia, e 1 a 2 cápsulas de budesonida de 200 ou 400 microgramas, duas vezes ao dia. A dose máxima de manutenção recomendada de formoterol é 48 microgramas/dia.

A cápsula de budesonida deve ser inalada pelo menos 1 minuto após a inalação da cápsula de formoterol.

Se necessário, 1 a 2 cápsulas de formoterol, adicionalmente às requeridas para terapia de manutenção, podem ser usadas cada dia para o alívio de sintomas comuns desde que a máxima dose diária recomendada de 48 microgramas/dia não seja excedida. Entretanto, se a necessidade de dose adicional for mais do que ocasional (ex.: em mais de dois dias por semana), nova consulta médica deve ser feita e a terapia reavaliada, já que isso pode indicar uma deterioração da condição subjacente.

As cápsulas de formoterol não devem ser utilizadas para o alívio dos sintomas agudos da crise de asma. No caso de uma crise de asma, um beta2-agonista de curta duração deve ser utilizado.

Crianças (acima de 6 anos)

Inalação de 1 cápsula (12 microgramas) de formoterol, duas vezes ao dia e 1 cápsula de budesonida de 200 microgramas, duas vezes ao dia. A cápsula de budesonida deve ser inalada pelo menos 1 minuto após a inalação da cápsula de formoterol.
A dose máxima recomendada de formoterol é 24 microgramas/dia e para a budesonida é 800 microgramas/dia.
O formoterol não deve ser usado para alívio dos sintomas agudos de um ataque de asma. No momento de um ataque agudo, um beta2-agonista de ação rápida deve ser usado.

BAMBUTEROL

BAMBEC deve ser usado como terapia de manutenção da asma e outras pneumopatias onde o broncoespasmo é um fator complicante. Na primeira passagem pelo fígado é metabolizado produzindo uma droga lipofílica que é seletivamente fixada pelos pulmões onde é transformada lentamente na forma ativa de terbutalina, por hidrólise, por ação da colinesterase plasmática. A meia-vida do bambuterol após administração oral é de 9 a 17 horas, apresentando biodisponibilidade de 10 a 12%

APRESENTAÇÂO: Solução oral de 1 mg/mL em frasco contendo 100 mL + copo medida.

O bambuterol, pródroga da terbutalina, apresenta duração de ação de aproximadamente 24 horas, podendo ser administrado somente uma vez ao dia, ao deitar-se e por via oral na dose de 10-20 mg, sendo preconizado principalmente para o controle da asma noturna.

A dose deve ser individualizada.

BAMBEC é acompanhado de um copo medida, que deve ser utilizado para usado para medir a quantidade a ser administrada.

  • Adultos e idosos: a dose inicial recomendada é de 10 mg (10 mL). Dependendo do efeito clínico, a dose pode ser aumentada para 20 mg (20 mL) após 1 a 2 semanas. Em pacientes que previamente toleraram bem a administração oral de agonistas beta-2, a dose inicial recomendada é de 20 mg (20 mL).
  • Em pacientes com insuficiência renal (taxa de filtração glomerular ≤ 50 mL/min) a dose inicial recomendada é de 5 mg (5 mL), podendo ser aumentada para 10 mg (10 mL) após 1 a 2 semanas de tratamento, dependendo do efeito clínico.
  • Crianças de 6 a 12 anos: a dose inicial recomendada é 10 mg (10 mL). A dose pode ser aumentada para 20 mg (20 mL) após 1 a 2 semanas, dependendo do efeito clínico.
  • Crianças de 2 a 5 anos: a dose normal recomendada é de 10 mg (10 mL) e, devido às diferenças na farmacocinética, a dose de 5 mg (5 mL) é recomendada em crianças orientais.

Devido às diferenças na farmacocinética, doses acima de 10 mg (10 mL) não são recomendadas em crianças orientais.

A dose máxima diária recomendada de BAMBEC é de 20 mg (20mL).

O primeiro β2-agonista de longa duração para utlização uma única vez ao dia já se encontra disponível, com a denominação de Indacaterol. Mas ele não esta indicado para asma, somente para DPOC.

ANTILEUCOTRIENAS

MONTELUCASTE

  • SINGULAIR 4mg é apresentado em caixas contendo 10 ou 30 comprimidos mastigáveis;
  • SINGULAIR 5mg é apresentado em caixas contendo 10 ou 30 comprimidos mastigáveis;
  • SINGULAIR 10mg é apresentado em caixas contendo 10 ou 30 comprimidos revestidos;
  • SINGULAIR Baby é apresentado em caixas contendo 10 ou 30 sachês com grânulos orais de 4 mg.

A posologia para pacientes de 2 a 5 anos de idade é de 1 comprimido mastigável de 4 mg diariamente

Crianças de 6 a 14 anos de idade:1 comprimido mastigável de 5 mg diariamente ao deitar. Nesse grupo etário, não é necessário ajuste posológico.

A posologia para pacientes > 15 anos de idade é de 1 comprimido de 10 mg diariamente ao deitar. Recomendações gerais: o efeito terapêutico de Singulair sobre os parâmetros de controle da asma ocorre dentro de 1 dia. 

Singulair Baby deve ser administrado uma vez ao dia. Para asma, a dose deve ser administrada à noite. Para rinite alérgica, o horário da administração pode ser individualizado para atender às necessidades do paciente. Pacientes com asma e/ou rinite alérgica devem administrar apenas um comprimido diariamente à noite. 

A posologia para pacientes de 2 a 5 anos de idade é de um sachê de grânulos orais de 4 mg diariamente. 

A posologia para pacientes de 6 meses a 2 anos de idade é de um sachê de grânulos orais de 4 mg diariamente. 

Os grânulos orais de Singulair Baby podem ser administrados diretamente na boca ou misturados com uma colher cheia de alimentação leve (por exemplo, papinha de maçã) à temperatura ambiente ou fria. A embalagem deve ser mantida fechada até o momento do uso. Depois de aberta, toda dose de Singulair Baby deve ser administrada imediatamente (no período de 15 minutos). Se misturado com algum alimento,Singulair Baby não deve ser armazenado para uso posterior.

ZAFIRLUCASTE

ACCOLATE - Antagonista dos leucotrienos. Uso adulto e para crianças a partir de 5 anos.

Comp. revest. emb. c/28 ou 56. zafirlucast 10mg ou 20mg.

Como os alimentos podem reduzir a biodisponibilidade de zafirlucaste, Accolate não deve ser ingerido com as refeições.

Adultos e crianças com 12 anos ou mais: O tratamento deve ser iniciado com a dose de 20 mg duas vezes ao dia. A dose de manutenção habitual é de 20 mg duas vezes ao dia. O aumento da dose para um máximo de 40 mg duas vezes ao dia pode produzir benefícios adicionais. A dose máxima recomendada não deve ser excedida.

A segurança e a eficácia de Accolate em crianças com menos de 5 anos ainda não foram estabelecidas. O tratamento pode ser iniciado com a dose de 20 mg, duas vezes ao dia, e pode ser ajustado de acordo com a resposta clínica. Accolate não foi avaliado em pacientes com outras causas de insuficiência hepática nem em estudos a longo prazo de pacientes com cirrose.

TEOFILINA DE LIBERAÇÃO PROLONGADA

TEOFILINA DE LIBERAÇÃO PROLONGADA

TALOFILINA

Broncodilatador

Uso pediátrico e adulto.

Apresentações.

Cáps. de desintegração gradual emb. c/20 c/100 mg, 200 mg ou 300 mg cada.

    • Crianças até 30 kg: 8 a 11 mg/kg, cada 12 horas.
    • Crianças com mais de 30 kg e adultos: 300 mg, cada 12 horas.

Recomenda-se esquema posológico de uma cápsula a cada 12 horas durante os 3 primeiros dias de tratamento. No 3º dia faz-se a avaliação da eficácia e tolerância. Em pacientes que sofrem principalmente de crises noturnas, pode-se tentar um esquema inicial de uma cápsula à noite (isto é, a cada 24 horas), durante três dias, avaliando-se igualmente a eficácia e a tolerância no 3º dia.

TEOLONG

Broncodilatador

Uso pediátrico e adulto

Apresentações.

Cáps. c/ microgrânulos de liberação programada emb. c/10, 20 ou 30 c/100 mg, 200 mg ou 300 mg cada.

Posologia

Cápsulas:

3 a 6 anos  TEOLONG 100 mg - 1 cápsula 2 vezes ao dia.
6 a 12 anos TEOLONG 200 mg - 1 cápsula 2 vezes ao dia. 
Adultos TEOLONG 300 mg - 1 cápsula 2 vezes ao dia.

Para crianças e pessoas com dificuldade de deglutição de cápsulas, recomenda-se abrir a cápsula e colocar os microgrânulos em uma colher contendo algum alimento pastoso sem prejuízo de sua ação prolongada. A terapia broncodilatadora crônica, obtida por meio da administração oral de teofilina, também deve ser individualizada. Baseado nos valores do clearance plasmático da teofilina, uma concentração média de 10 microgramas por mililitro pode ser obtida com doses de 9 a 10 mg/kg nos adultos não fumantes e de 23 mg/kg em crianças abaixo de 12 anos. Entretanto, devido à grande variação individual nos índices do clearance, a posologia diária individual não deve exceder a 6 mg/kg nos adultos não fumantes e a 13 mg/kg nas crianças abaixo de 12 anos. Os fumantes e as crianças poderão necessitar de doses mais freqüentes, como seja de 8 em 8 horas.
Como na prática clínica nem sempre é possível fazer-se a determinação dos níveis séricos, é recomendável iniciar-se o tratamento com posologias menores e, se necessário, aumentar a cada três dias cerca de 25% da dose inicial.

Xarope: 

Adultos: 
Dose inicial: 60 ml (dose única) 
Manutenção: 30 ml - 3 a 4 vezes ao dia 
Em média, 1 colher de sopa = 15 ml (farm. bras.)

Crianças: 
Dose inicial: 5 mg/kg do peso corporal (dose única) 
Manutenção: 1 a 9 anos - 4 mg/kg do peso corporal, quatro vezes ao dia 
9 a 16 anos - 3 mg/kg do peso corporal, quatro vezes ao dia.
Administração para crianças menores de 1 ano, a critério médico.


CORTICOIDES ORAIS

PREDNISONA

ARTINIZONA

Antiinflamatório corticosteróide. USO ORAL ADULTO E PEDIÁTRICO

Apresentações.

Comprimidos 5 e 20 mg: Embalagens contendo 10, 20 e 200 comprimidos. Embalagem hospitalar.

A dose inicial de prednisona para adultos pode variar de 5 mg a 60 mg diários, dependendo da doença em tratamento. Em situações de menor gravidade, doses mais baixas deverão ser suficientes, enquanto que determinados pacientes necessitam de doses iniciais elevadas. A dose inicial deverá ser mantida ou ajustada até que se observe resposta clínica favorável. Se, após um período de tratamento, não ocorrer resposta clínica satisfatória, o uso da prednisona deve ser descontinuado e outra terapia apropriada deve ser instituída.

A dose pediátrica inicial pode variar de 0,14 mg a 2 mg/kg de peso por dia, ou de 4 mg a 60 mg por metro quadrado de superfície corporal por dia. Posologias para recém-nascidos e crianças devem ser orientadas segundo as mesmas considerações feitas para adultos, em vez de se adotar rigidez estrita aos índices indicados para idade ou peso corporal.

Após observação de resposta favorável, deve-se determinar a dose adequada de manutenção, mediante diminuição da dose inicial, realizada por pequenos decréscimos a intervalos de tempo apropriados, até que a menor dose para manter resposta clínica adequada seja obtida. A prednisona pode ser administrada, em regime de dias alternados, a pacientes que necessitem de tratamento prolongado, de acordo com julgamento médico.

Caso ocorra um período de remissão espontânea em uma afecção crônica, o tratamento deverá ser descontinuado.
A exposição do paciente a situações de estresse, não relacionadas à doença básica sob tratamento, pode necessitar de aumento da dose de prednisona. Em caso de descontinuação do medicamento após tratamento prolongado, deve-se reduzir a dose gradualmente.

CORTICORTEN

Glicocorticóide oral, de uso adulto e pediátrico.

Apresentações.

Comp. emb. c/20 ou emb. hosp. c/500 c/5mg ou 20mg cada.

Adultos: A dose inicial pode variar de 5 a 60 mg diários, dependendo da doença em tratamento. Em situações de menor gravidade, doses mais baixas deverão ser suficientes, enquanto que determinados pacientes necessitam de doses iniciais elevadas. A dose inicial deve ser mantida ou ajustada até que se observe resposta clínica favorável.
Se após um período de tratamento não ocorrer resposta clínica satisfatória, Corticorten deve ser descontinuado e instituída outra terapia adequada.

Crianças: A dose pediátrica inicial pode variar de 0,14 a 2,0 mg/kg de peso por dia, ou de 4 a 60 mg/m de superfície corporal/dia.

Posologias para recém-nascidos e crianças devem ser orientadas segundo as mesmas considerações feitas para adultos, ao invés de se adotar rigidez estrita aos índices indicados para a idade ou peso corporal.
Após observação de resposta favorável, deve-se determinar a dose adequada de manutenção, mediante a diminuição da dose inicial, realizado por pequenos decréscimos a intervalos de tempo apropriados, até que a menor dose para manter uma resposta clínica adequada seja mantida.

Corticorten pode ser administrado em regime de dias alternados a pacientes que necessitem de terapia prolongada, de acordo com o julgamento do médico. Após tratamento prolongado, em caso de descontinuação da droga, esta deve ser feita de modo a reduzir gradativamente a dose até a supressão total.

METICORTEN

Glicocorticóide oral de uso adulto e pediátrico. Comp. emb. c/20 de 5mg ou 10 de 20mg. contendo prednisona 5mg ou 20mg.

A dose inicial de prednisona para adultos pode variar de 5 mg a 60 mg diários, dependendo da doença em tratamento. Em situações de menor gravidade, doses mais baixas deverão ser suficientes, enquanto que determinados pacientes necessitam de doses iniciais elevadas. A dose inicial deverá ser mantida ou ajustada até que se observe resposta clínica favorável. Se, após um período de tratamento, não ocorrer resposta clínica satisfatória, METICORTEN deve ser descontinuado e outra terapia apropriada deve ser instituída.

A dose pediátrica inicial pode variar de 0,14 mg a 2 mg/kg de peso por dia, ou de 4 mg a 60 mg por metro quadrado de superfície corporal por dia.

Posologias para recém-nados e crianças devem ser orientadas segundo as mesmas considerações feitas para adultos, em vez de se adotar rigidez estrita aos índices indicados para idade ou peso corporal.

PREDNISOLONA

PREDSIM

USO ADULTO E PEDIÁTRICO.

Apresentações.

  • Predsim Solução Oral 3 mg/ml – Frasco contendo 60 ml e 100 ml de solução oral + pipeta dosadora.
  • Predsim Comprimidos 5 mg – Embalagem com 10 e 20 comprimidos.
  • Predsim Comprimidos 20 mg – Embalagem com 10 comprimidos.
  • Predsim Solução Oral 3 mg/ml - Cada 5 ml contêm 20,1 mg de fosfato sódico de prednisolona, equivalente a 15 mg de prednisolona básica. Componentes inativos: fosfato de sódio dibásico anidro, fosfato de sódio monobásico monoidratado, edetato dissódico, propilenoglicol, sorbitol, benzoato de sódio, ciclamato de sódio, sacarina sódica, aroma de frutas vermelhas e água.
  • Predsim Comprimidos 5 mg – Cada comprimido contém 5 mg prednisolona micronizada. Componentes inativos: lactose monoidratada, amido, povidona e estearato de magnésio.
  • Predsim Comprimidos 20 mg – Cada comprimido contém 20 mg prednisolona micronizada. Componentes inativos: lactose monoidratada, amido, povidona e estearato de magnésio.
  • Predsim Solução Oral 3 mg/ml – Frasco contendo 60 ml e 100 ml de solução oral + pipeta dosadora.
  • Predsim Comprimidos 5 mg – Embalagem com 10 e 20 comprimidos.
  • Predsim Comprimidos 20 mg – Embalagem com 10 comprimidos.
  • Predsim Solução Oral 3 mg/ml - Cada 5 ml contêm 20,1 mg de fosfato sódico de prednisolona, equivalente a 15 mg de prednisolona básica. Componentes inativos: fosfato de sódio dibásico anidro, fosfato de sódio monobásico monoidratado, edetato dissódico, propilenoglicol, sorbitol, benzoato de sódio, ciclamato de sódio, sacarina sódica, aroma de frutas vermelhas e água.
  • Predsim Comprimidos 5 mg – Cada comprimido contém 5 mg prednisolona micronizada. Componentes inativos: lactose monoidratada, amido, povidona e estearato de magnésio.
  • Predsim Comprimidos 20 mg – Cada comprimido contém 20 mg prednisolona micronizada. Componentes inativos: lactose monoidratada, amido, povidona e estearato de magnésio.

A dose inicial de Predsim para adultos pode variar de 5 a 60 mg diários, dependendo da doença em tratamento.

Em situações de menor gravidade, doses mais baixas deverão ser suficientes, enquanto que determinados pacientes necessitam de doses iniciais elevadas. A dose inicial deverá ser mantida ou ajustada até que se observe resposta clínica favorável. Se, após um período de tratamento, não ocorrer resposta clínica satisfatória, Predsim deve ser descontinuado e outra terapia apropriada deve ser instituída.

A dose pediátrica inicial pode variar de 0,14 a 2 mg/kg de peso por dia, ou de 4 a 60 mg por metro quadrado de superfície corporal por dia, administrados de 1 a 4 vezes por dia. Posologias para recém-nascidos e crianças devem ser orientadas segundo as mesmas considerações feitas para adultos, ao invés de se adotar rigidez estrita aos índices para idade ou peso corporal. Após observação de resposta favorável, deve-se determinar a dose adequada de manutenção, mediante diminuição da dose inicial, realizada por pequenos decréscimos a intervalos de tempo apropriados, até que a menor dose para manter uma resposta clínica adequada seja obtida. 

Predsim pode ser administrado em um regime de dias alternados a pacientes que necessitem de terapia prolongada, de acordo com o julgamento do médico. Caso ocorra um período de remissão espontânea em uma afecção crônica, o tratamento deverá ser descontinuado. A exposição do paciente a situações de estresse não relacionadas à doença básica sob tratamento pode necessitar de aumento da dose de Predsim. Em caso de descontinuação do medicamento após tratamento prolongado, deve-se reduzir a dose gradualmente. 

PRELONE

Apresentação:

  • 5 mg. 10 cprs.3 mg/ml sol. oral fr. x 30 ml
  • 5 mg. cx. 20 cprs.
  • 3 mg/ml fr. 60 ml + pip. dos.
  • 20 mg. cx. 10 cprs.
  • 1 mg/ml fr. plast. got. x 20 ml
  • 3 mg/ml fr. 120 ml + pip dos.

B) TRATAMENTO DE RÁPIDO ALIVIO

Em principio, ß-agonista de curta ação, quando necessário e antes de exercício.

Vale aqui a mesma regra: o uso diário ou o uso crescente pode indicar a necessidade de mudar ou reconsiderar a terapia de controle em longo prazo adicional.

Salbutamol spray frasco 100 mcg/dose (em latas com 200 doses).

Na prevenção das crises ou no tratamento da manutenção: adultos 2 inalações; crianças 1 inalação. As inalações deverão ser feitas 3 a 4 vezes por dia.

Na prevenção do broncospasmo induzido pelo exercício (adultos e crianças), 2 inalações.

ATROVENT (COMBIVENT, DUOVENT) aerossol brometo de ipratrópio 0,02 mg por dose.

Deve-se agitar o frasco do aerossol e pressionar a válvula uma ou duas vezes, antes de usar ATROVENT.

    1. Retire a tampa protetora. 
    2. Encaixe a AEROCÂMERA no bocal do aerossol, utilizando a abertura maior. 
    3. Recoloque a tampa protetora do aerossol na abertura menor da AEROCÂMERA, para evitar a saída precoce da substância ativa, e agite energicamente o conjunto 
    4. Mediante pressão do dedo indicador sobre a base do frasco, ative a liberação do medicamento, Faça uma expiração normal (expulse o ar dos pulmões). 
    5. Imediatamente após a expiração, retire a tampa protetora, coloque a AEROCÂMERA entre os lábios, inspire (leve o ar aos pulmões) profundamente pela boca e prenda a respiração por 5 a 10 segundos.

Recomendam-se 2 puffs, 4 vezes ao dia para adultos e crianças acima de 6 anos.

Não se deve exceder uma dose diária total de 12 puffs.

 

MISODOR, 09 DE SETEMBRO 2012

 

 

BIBLIOGRAFIA

  1. NELSON TRATADO DE PEDIATRIA. 17.ed. 2 vol. Ricard E. Behrman, Robert Kliegman,  Waldo E. Nelson. Elsevier. ISBN: 8535213961. 2005 pp 804-819.
  2. A asma na criança: classificação e tratamento Dirceu Solé, Inês C. Camelo Nunes, Maria Cândida V. Rizzo, Charles K. Naspitz - Artigo publicado em Jornal de Pediatria - Vol. 74, Supl. 1, 1998, disponivel no endereço http://www.jped.com.br/conteudo/98-74-S48/port.pdf
  3. PROJETO DIRETRIZES: Diagnóstico e Tratamento da Asma Brônquica: Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia, Sociedade Brasileira de Pediatria - Elaboração Final: 28 de Agosto de 2001, Coordenador: Fritscher CC, Editores: Fiterman J, Pereira CAC, disponível no endereço eletronico: http://www.projetodiretrizes.org.br/projeto_diretrizes/016.pdf
  4. Espirometria: CARLOS ALBERTO DE CASTRO PEREIRA, disponivel no endereço eletrônico: http://www.jornaldepneumologia.com.br/PDF/Suple_139_45_11%20Espirometria.pdf
  5. TESTES DE FUNÇÃO PULMONAR: ESPIROMETRIA Dra. Adriana Vidal Schmidt Laboratório de Função Pulmonar Hospital Cardiológico Costantini Fundação Francisco Costantini
  6. HOSPITAL ALBERT EINSTEIN Vírus Sincicial Respiratório (VSR) Versão eletrônica atualizada em Abril – 2010, disponivel em http://medicalsuite.einstein.br/diretrizes/terapia_intensiva/VSR.pdf
  7. IMUNOTERAPIA EM PEDIATRIA. INDICAR OU NÃO INDICAR E QUANDO (PEDIATRIC IMMUNOTHERAPY. TO USE OR NOT AND WHEN) Ataualpa P. Reis Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais. Professor de Pós-Graduação do Departamento de Bioquímica-Imunologia do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais, disponivel em http://www.pediatriasaopaulo.usp.br/upload/html/363/body/07.htm
  8. Asma Brônquica, Tratamento da Asma - Broncodilatadores Beta-agonistas Dr. Pierre d'Almeida Telles Filho, disponivel no endereço: http://www.asmabronquica.com.br/medical/tratamento_asma_broncodilatadores.html
  9. IV Diretizes Brasileiras para o Manejo da Asma. J. bras. pneumol. [online]. 2006, vol.32, suppl.7 [cited  2012-09-06], pp. S447-S474 . Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-37132006001100002&lng=en&nrm=iso>. ISSN 1806-3713.  http://dx.doi.org/10.1590/S1806-37132006001100002.
  10. Asma na infância. Childhood Asthma. Clemax Couto Sant´Anna, Maria de Fátima B. Pombo March, disponivel no endereço eletronico: http://www.sopterj.com.br/suplemento/2008_asma/08.pdf