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PNEUMONIAS

Achado clínico mais freqüente da pneumonia na criança:

A. estertores subcrepitantes difusos
B. estertores crepitantes localizados
C. taquipnéia
D. sibilos difusos
E. derrame pleural

A. estertores subcrepitantes difusos
INCORRETO: veja a resposta da alternativa C
B. estertores crepitantes localizados
INCORRETO : veja a resposta da alternativa C
C. taquipnéia
CORRETO : O achado clínico de maior sensibilidade (77%) para o diagnóstico de pneumonia abaixo dos cinco anos de idade é a taquipnéia. Sua sensibilidade é superior a qualquer dado de ausculta com o estetoscópio que nessa faixa etária atinge apenas 53% de sensibilidade diagnóstica.
D. sibilos difusos
INCORRETO : veja a resposta da alternativa C
E. derrame pleural
INCORRETO : veja a resposta da alternativa C

Gabarito: C

A. I. D. S.

a) Indique os líquidos corpóreos através dos quais pode ser transmitido o virus HIV (0,1 p)

b) Indique as quatro categorias de  exposição ao HIV e as subdivisões. (0,4 p)

a) O HIV pode ser transmitido pelo sangue, pelo sêmen, secreção vaginal e pelo leite materno, havendo portanto três vias primárias de transmissão do vírus: sexual, parenteral (sangue) e perinatal. (0,1 pontos)

b) Para fins de vigilância epidemiológica, no Brasil, são considerados quatro categorias de exposição ao HIV, subdivididas em diferentes tipos de exposição:

- exposição sexual (dos tipos: homossexual, bissexual e heterossexual), (0,1 pontos)

- exposição sangüínea dos tipos: usuário de droga injetável, hemofílico e transfusão (0,1 pontos)

- exposição perinatal (0,1 pontos)

- exposição em acidente de trabalho (0,1 pontos)

http://misodor.com/SIDA.php#MTTHIV


J.A.F.S., masculino, 27 anos, negro, mestre-de-obras, natural de São Gonçalo / RJ e morador do município do Rio de Janeiro/RJ. Queixa-se de dor muscular e febre.

IDENTIFICAÇÂO: J.A.F.S., masculino, 42 anos, pardo, advogado, natural de Juiz de Fora / MG e morador do município de Niterói /RJ.

Q.P: Dor muscular e febre.

H.D.A: Indivíduo chega à emergência hospitalar com quadro sintomático de início abrupto – há dois dias, composto de febre (39,2º C), calafrios e cefaleia intensa. Relata fortes dores musculares principalmente na região das panturrilhas e da musculatura paravertebral. Fez uso de Novalgina durante o dia, já que suspeitava de uma gripe.

Diz que se sente muito cansado e seu apetite diminuiu consideravelmente.

H.P.P: Relata ter tido catapora e caxumba durante a infância. Nega internações hospitalares e transfusão de sangue. Nega tabagismo. Etilismo somente social.

H. Familiar: Pai e mãe saudáveis. Irmãos e primos saudáveis. Avô-materno faleceu de doença cardíaca, a qual não soube esclarecer. Avó-materna diabética. Avô-paterno hipertenso. Avó-materna faleceu de causa desconhecida.

H. Psicossocial: Completou o Ensino Médio em Escola Pública. Ativo e magro (IMC = 23). Solteiro com relações heterossexuais com múltiplas parceiras. Afirma fazer uso regular de camisinha. Nega uso de drogas ilícitas. Mora em casa (quatro cômodos com água, energia e saneamento adequados) com seus pais e 2 irmãos.

H. Epidemiológica: Narra ter cruzado faz uma semana, durante período chuvoso, uma zona alagadiça próxima de sua casa.

REVISÃO DOS SISTEMAS:

Geral e Nutrição: Regular estado geral (REG).

Cabeça e Pescoço: Fotofobia e vermelhidão.

Cárdio-respiratório: Sem alterações.

Gastro-intestinal: Sem alterações.

Genitourinário: Sem alterações.

Pele: Aparecimento de algumas lesões avermelhadas.

Esqueleto, articulações e Músculos: Artralgia.

Neurológico: Sem alterações.

EXAME FÍSICO
Sinais Vitais:
Temperatura: 39.2oC; Pulso: 130 bmp; FR: 34 irpm. Pressão: 140x95 mmHG; Peso: 71.2 kg. Altura: 1.76 m.

Ectoscopia: Paciente em regular estado geral, apresentando síndrome febril, hipocorado (2+/4+), hipo-hidratado (2+/4+) – redução do turgor cutâneo, anictérico, acianótico. Marcha atípica. Perfusão capilar periférica normal.

Segmento Cefálico: Hemorragia conjuntival bilateral. Relata fotofobia e dor ocular. Narinas, ouvidos e boca sem anormalidades. Pescoço com boa mobilidade, sem tumorações.

Gânglios: Não foram palpadas linfadenomegalias ao exame físico.

Tórax: Ectoscopia dermatológica apresentando exantemas petequiais em toda a parede anterior e posterior do tórax. Ausência de alterações osteo-esqueléticas da parede torácica. Sem abaulamentos ou retrações.

Pulmão: Murmúrios vesiculares auscultados em todo o tórax, expansibilidade mantida e simétrica, sem estertores, roncos ou sibilos. Percussão torácica timpânica.

Cardiovascular: Íctus normo-localizado em 5oEIE. RCR 2T, BNF, sopro sistólico (2+/6+) melhor auscultado em foco mitral, sem estalitos ou cliques de abertura.

Abdome: Exantemas petequiais dispersos pelo abdome. Dor à palpação profunda do hipocôndrio direito. Abdome peristáltico e timpânico. Sem abaulamentos, visceromegalias e sopros arteriais. Fígado palpável a cinco cm do rebordo costal direito.

Neurológico: Sem alterações de consciência. Equilíbrio normal. Reflexos profundos responsivos.

Osteo-esquelético: Queixa-se de artralgia. Ausência de sinais flogísticos das articulações. Essas permanecem com a amplitude dos movimentos passivos e ativos preservados e simétricos.

Geniturinário: Aumento do volume urinário. Sem alterações macroscópicas da urina. Aparelho genital não avaliado.

LABORATÓRIO:

Análise dos elementos séricos:

Na+: 140 mmol/L (Normal: 135-145).

K+: 3,6 mmol/L (Normal: 3,5-5,0).

Glicose: 80 mg/dL (Normal: 70-110)

Uréia: 28 mg/dL (Normal: 8-25).

Creatinina: 1,6 mg/dL (Normal: 0,6-1,5)

Hemograma:

Anemia hipocrômica.

Leucograma:

14.000 leucócitos/mm3 (Normal: 4300-10800).

Neutrofilia e desvio para a esquerda;

Plaquetas:

110.000/mm3 (Normal: 150.000 – 400.000).

VSH: 30 mm/h (0-13 mm/h).

HIV: negativo.

1) Qual(is) a(s) hipótese(s) diagnóstica(s) possível(eis) para este caso?

2) Qual tratamento?

3) Quais medidas de controle?

1) Podem ser sugeridas diversas hipóteses diagnósticas:

"viroses",
dengue,
influenza,
Hantavírus,
apendicite aguda,
bacteremias,
septicemias,
colagenoses,
colecistite aguda,
febre tifóide,
infecção de vias aéreas superiores e inferiores,
malária,
pielonefrite aguda,
riquestsioses,
toxoplasmose,
meningites

No entanto, confirmamos o diagnóstico da leptospirose através o incremento substancial (maior do que quatro vezes o normal) dos títulos de anticorpos de hemaglutinação indireta.

2) TRATAMENTO PARA LEPTOSPIROSE:

Penicilina G, 2.4 a 3.6 milhões de U/dia, ou a tetraciclina, 2.0 g/dia por via oral, constituem terapia eficaz. Os antibióticos devem ser iniciados de forma empírica, antes da confirmação sorológica (Cecil, 2002). “O tratamento visa, de um lado, a combater o agente causal (antibioticoterapia) e, de outro, a debelar as principais complicações, principalmente o desequilíbrio hidro-eletrolítico, as hemorragias, as insuficiências respiratórias e renal agudas e perturbações cardiovasculares, incluindo arritmias, insuficiência cardíaca, hipotensão e choque. As medidas terapêuticas de suporte constituem-se nos aspectos de maior relevância e devem ser iniciadas precocemente, na tentativa de evitar complicações da doença, principalmente as renais.” (FUNASA, Guia de Vigilância Epidemiológica).

3) Segundo o Ministério da Saúde, as medidas de controle devem ser:

a) Controle da população de roedores por meio de medidas de anti-ratização e desratização;

b) Redução do risco de exposição de ferimentos às águas/lama de enchentes ou situação de risco;

c)  Medidas de proteção individual para trabalhadores ou indivíduos expostos a risco, através do uso de roupas especiais, luvas e botas;

d) Uso de sacos plásticos duplos amarrados nas mãos e nos pés representam alguma proteção, quando for possível usar luvas e botas;

e) Limpeza e desinfecção com hipoclorito de sódio de áreas físicas domiciliares ou que não estejam contaminadas;

f)  Utilização de água filtrada, fervida ou clorada para ingestão;

g) Vigilância sanitária dos alimentos, descartando os que entraram em contato com águas contaminadas;

h)  Armazenagem correta dos alimentos em locais livres de roedores;

i)  Armazenagem e destino adequado do lixo, principal fonte de alimento e abrigo do roedor;

j)  Eliminar entulho, materiais de construção ou objetos em desuso que possam oferecer abrigo a roedores;

k)  Desassoreamento, limpeza e canalização de córregos;

l)  Construção e manutenção permanente das galerias de águas pluviais e esgoto em áreas urbanas;

m) Emprego de técnicas de drenagem de águas livres supostamente contaminadas;

n)  Ações permanentes de educação em saúde alertando sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção, manifestações clínicas, tratamento e controle da doença;

o) Em caso de suspeita clínica, procurar orientação médica, relatando a história epidemiológica nos vinte dias que antecederam os sintomas.

p) A critério médico, poderá ou não ser indicado o uso de antibioticoterapia em casos de exposição de alto risco;

q) Tratamento de animais doentes, com especial atenção para o uso de procedimentos terapêuticos que sustem a Eliminação urinária de leptospiras;

r) Vacinação de animais (caninos, bovinos e suínos) através do uso de bacterinas preparadas com as variantes sorológicas prevalentes na região; e

s)  Higiene, remoção e destino adequado de excretas animais e desinfecção permanentes dos canis ou locais de criação de animais.