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HERNIAS

Com relação às hérnias inguino-femorais podemos afirmar, EXCETO:

A. as hérnias femorais são muito mais freqüentes nas mulheres do que nos homens
B. em ambos os sexos as hérnias femorais são menos comuns que as inguinais
C. no tratamento das hérnias femorais o uso do ligamento de Cooper (técnica de McVay) é um princípio básico importante
D. as hérnias por deslizamento apresentam índices de recorrência mais elevados do que as hérnias indiretas não complicadas
E. as hérnias inguinais indiretas, diferentemente das hérnias diretas, devem ser tratadas cirurgicamente apenas nos casos de pacientes operados

A. as hérnias femorais são muito mais freqüentes nas mulheres do que nos homens
CORRETO: As hérnias femorais são mais freqüentes nas mulheres e apresentam risco de estrangulamento e encarceramento
B. em ambos os sexos as hérnias femorais são menos comuns que as inguinais
CORRETO : Em ambos os sexos, as hérnias inguinais são mais comuns que as femorais.
C. no tratamento das hérnias femorais o uso do ligamento de Cooper (técnica de McVay) é um princípio básico importante
CORRETO : As hérnias femorais são mais freqüentes nas mulheres e apresentam risco de estrangulamento e encarceramento, pois o canal femoral é estreito e relativamente inelástico; seu tratamento é feito através da técnica de McVay, tradicional ou com tela.
D. as hérnias por deslizamento apresentam índices de recorrência mais elevados do que as hérnias indiretas não complicadas
CORRETO : as hernias por deslizamento seja por causa do fator gravitacional sempre recidivam mais que as abdominais
E. as hérnias inguinais indiretas, diferentemente das hérnias diretas, devem ser tratadas cirurgicamente apenas nos casos de pacientes operados
INCORRETO : vale reinfatizar que as hérnias inguinais indiretas são as mais prevalentes em ambos os sexos e em todas as faixas etárias, necessitando sempre de abordagem cirúrgica

Gabarito: E

URGÊNCIAS PEDIATRICAS

A 1ª hora de atendimento ao paciente pediatrico em choque séptico tem alto impacto em morbi-mortalidade. Para isso, é recomendado o atendimento sistematizado, em sala de emergência.

1) Quais são, conforme o protocolo, os patrâmetros que devem ser monitorizados? 0,3 pontos

2) Após a monitorização quais são os principios basicos de atendimento? 0,2 pontos

1) Quais são, conforme o protocolo, os patrâmetros que devem ser monitorizados? 0,3 pontos

  1. Oximetria de pulso continua; - 0,05 p
  2. Monitorização cardiaca: ECG contínuo; - 0,05 p
  3. Controle de pressão arterial (PA) 15/15min; - 0,05 p
  4. Monitorização de temperatura; - 0,05 p
  5. Monitorização de débito urinário (h/h); - 0,05 p
  6. Ecocardiograma funcional; - 0,05 p

2) Após a monitorização quais são os principios basicos de atendimento? 0,2 pontos

  1. Ofertar oxigênio de alto fluxo (máscara não reinalante ou cateter nasal de alto fluxo se disponível) - 0,025 p;
  2. Coleta de exames: Gasometria e Lactato (arterial ou venoso), Glicemia, Cálcio iônico, Na, K, HMG completo, INR HMC e culturas direcionadas ao foco infeccioso. Paciente com cateter: HMC central e periférica. - 0,025 p;
  3. Em recém-nascidos (RNs): LCR e UI/UROC - 0,025 p;
  4. Obtenção de acesso venoso ou intra-ósseo - 0,025 p;
  5. Ressuscitação volêmica: 40 - 60 ml/kg, atentando para sobrecarga de volume (estertores pulmonares, hepatomegalia e ritmo de galope). - 0,025 p;
  6. Antibioticoterapia de amplo espectro, de acordo com foco infeccioso - 0,025 p;
  7. Correção de hipoglicemia e/ou hipocalcemia - 0,025 p;
  8. Introdução precoce de inotrópico - 0,025 p;

PROTOCOLO DO CHOQUE SEPTICO PEDIATRICO - HOSPITAL ISRAELITA "ALBERT EINSTEIN"


Criança do sexo masculino, seis anos de idade, sem antecedentes patológicos de relevo. Apresentou início agudo de tosse rouca, disfonia e estridor associados a sinais de dificuldade respiratória com agravamento progressivo. Sem outra sintomatologia associada. Sem conviventes doentes.
Observado por pediatra assistente cerca de duas horas após o início da sintomatologia, tendo sido objetivada febre (temperatura axilar de 38ºC).
À admissão apresentava-se polipneico, disfônico, com sinais de dificuldade respiratória grave nomeadamente estridor inspiratório, tiragem subcostal, supra-esternal e adejo nasal. Sem alterações na auscultação cardio-pulmonar, sem hipoxemia.
Manteve-se febril e, apesar da terapêutica com adrenalina nebulizada em intervalos regulares, manteve estridor, que se tornou bifásico. Cerca de oito horas após o início da sintomatologia, iniciou hipoxemia (FiO2 máximo de 0.28 para manter saturações periféricas de oxigênio > 92%). O estudo analítico demonstrou 10,2x109/L leucócitos com 84,8% neutrófilos e proteína C reativa (PCR) 53,2mg/L.
Utilizando os dados acima, esclarece:

1) Qual é a principal suspeita diagnóstica? 0,1 pontos
2) Indicam pelo menos três parâmetros de diagnóstico diferencial de laringotraqueobronquite. 0,3 pontos
3) Que agentes etiológicos são mais frequentemente implicados? 0,1 pontos

1) Baseado no exame clinico e semiológico a principal suspeita é de traqueite bacteriana. A traqueite bacteriana (lambem chamada de traqueíte membranosa ou crupe pseudomembranoso ou laringotraqueobronquite bacteriana ou laringite membranosa) é uma infecção bacteriana aguda da região subglótica da via aérea superior que pode provocar uma obstrução das vias aéreas com risco de óbito. Foi descrita pela primeira vez em 1945 por Chevalier Jackson e consiste de fato numa infeção bacteriana exsudativa dos tecidos moles da laringe e traqueia. Desde a introdução da vacina contra o Haemophilus influenza tipo b, o número de casos de epiglotite diminuiu drasticamente na população pediátrica e desde então a traqueite bacteriana tem ganho relevância como infeção das vias aéreas superiores potencialmente fatais. 0,1 p

2) Três dos mais importantes elementos de diagnostico diferencial com laringotraqueobronquite: início abrupto do estridor (0,1 p) febre de dificil controle (0,1 p), falha de resposta na adrenalina (0,1 p);

3) Os agentes etiológicos mais frequentemente isolados são o Staphylococcus aureus (0,05 p) e Streptococcus pyogenes (0,05 p)