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INF. DO TRATO RESP. SUPERIOR NA CRIANÇA

Sobre a vacinação contra influenza é CORRETO afirmar:

A. as crianças maiores de 6 meses não precisam ser vacinados
B. a vacinação de uma criança de 5 anos tem que ser feita com duas doses de 0,5 ml, separadas pelo um intervalo de duas semanas
C. o sindrome de Reye pode ser uma complicação da imunização
D. a imunização não seria protetora em casos de resfriado comum com outros virus que influenza
E. há contraindicação relativa de vacinação em caso de cardiopatia

A. as crianças maiores de 6 meses não precisam ser vacinados
INCORRETO: A vacina anti-influenza está indicada naqueles pacientes com idade igual ou superior a seis meses que apresentam risco aumentado de evoluir com quadros graves ou com complicações decorrentes de infecção com o vírus Influenza
B. a vacinação de uma criança de 5 anos tem que ser feita com duas doses de 0,5 ml, separadas pelo um intervalo de duas semanas
INCORRETO : Na primovacinação, de 36 meses a 8 anos 11 meses e 29 dias de vida, duas doses de 0,5 ml com intervalo de 4 semanas entre as doses, nos anos subseqüentes uma dose anual;
C. o sindrome de Reye pode ser uma complicação da imunização
INCORRETO : pacientes que necessitem usar aspirina cronicamente (doença de Kawasaki), pelo risco aumentado da síndrome de Reye precisam ser vacinados
D. a imunização não seria protetora em casos de resfriado comum com outros virus que influenza
CORRETO : É importante frisar que a maioria dos casos de resfriado são causados por vírus outros que não o Influenza e nesta situação, a imunização não seria protetora.
E. há contraindicação relativa de vacinação em caso de cardiopatia
INCORRETO : pelo contrário, esta categoria de pacientes (cardiopatias ou pneumopatias crônicas: asma grave, HIV e outras imunodeficiências) tem indicação expressa para vacinação anti-influenza

Gabarito: D

URGÊNCIAS PEDIATRICAS

A criança é particularmente suscetível a desenvolver insuficiência respiratória, pois existem diversos fatores interrelacionados, que vão desde peculiaridades anatômicas a características fisiológicas e imunológicas. Enumeram pelo menos 5 (cinco) fatores que favorecem essa evolução:

Fatores que favorecem essa evolução (0,1 p para cada um):

  1. pequeno diâmetro das vias aéreas que produz uma maior tendência à obstrução; a
  2. função muscular intercostal e a diafragmática menos maduras favorecendo à exaustão;
  3. poros de ventilação colateral (Canais de Lampert e Poros de Kohn) pobremente desenvolvidos favorecendo à formação de atelectasias;
  4. caixa torácica mais complacente;
  5. incoordenação tóraco-abdominal durante o sono REM que prejudica a higiene brônquica;
  6. pulmões com menos elastina nas crianças pequenas levando à diminuição na propriedade de recolhimento elástico com conseqüente diminuição na complacência pulmonar;
  7. o sistema imunológico em desenvolvimento favorecendo às infecções
  8. taxas metabólicas são mais altas, enquanto que a capacidade residual funcional (CRF) e a reserva de oxigênio são mais baixas. Assim, em razão de disfunção respiratória, as crianças tornam-se rapidamente hipoxêmicas.

Jefferson Pedro Piva, Pedro Celiny Ramos Garcia, João Carlos Batista Santana, Sérgio Saldanha Menna Barreto: Insuficiência respiratória na criança (Respiratory failure in the child) - Jornal de Pediatria - Vol. 74, Supl. 1, 1998, disponivel em http://www.jped.com.br/conteudo/98-74-S99/port.pdf


Criança de 19 meses, sexo feminino, no segundo dia de febre, progressivamente mais elevada e difícil de ceder aos antipiréticos, e tosse seca, também com agravamento progressivo.
Era previamente saudável, pais não fumadores e sem contexto de doença na família. Não frequentava creche.
Na admissão apresentava dificuldade respiratória obstrutiva alta moderada, com estridor inspiratório, objectivando-se saturação de oxigênio transcutânea (Sat O2) de 90%. Realizou aerossol com 5 ml adrenalina (1:1000) e dexametasona v. o. 0,15 mg/Kg. Ficou internada para observação. Manteve terapêutica com adrenalina em aerossol.
A dificuldade respiratória agravou-se progressivamente, com tiragem global, sudorese e necessidade crescente de oxigênio suplementar (4 l/min) para manutenção de Sat O2 > 90%. Após 12 horas de internamento, apresentava sudorese, palidez, prostração e esforço respiratório crescente. Da avaliação analítica destacava-se hemoglobina 10,7 g/dl, leucócitos 16500/μl, neutrófilos 14600/μl, linfócitos 1100/μl, plaquetas 305500/μl, e proteína C-reativa 52,4 mg/l.
1) O que indica falta da resposta á adrenalina e cortisônicos?
2) Qual é o próximo passo terapêutico imperativo?
3) Diagnostico provável com justificativas?

1) Falta de resposta á nebulização com adrenalina em caso de estridor levanta a suspeita de duas patologias. As duas entidades clinicas pediátricas cuja resposta á nebulização com adrenalina é ausente são a epiglotite aguda e a traqueite bacteriana aguda. (0,2 p)
2) Perante o agravamento clínico, tem somente a alternativa da intubação endotraqueal, na observação direta podendo ver edema discreto da epiglote, cordas vocais fechadas e com fenda diminuida. Vai ser necessário o uso de tubo endotraqueal e aspiração das secreções, eventualmente procedendo depois à ventilação mecânica. (0,2 p)
3) A criança apresentava obstrução respiratória alta de agravamento súbito, não respondia à adrenalina em aerossol, febre alta. Estes achados sugerem traqueíte bacteriana. (0,1 p)