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DOENÇA DE REFLUXO GASTRO-ESOFAGICO

O grau de lesão esofagica na doença de refluxo pode ser medido usando-se um escore como o de Savary - Miller. E verdade que:

A. grau 1: indica eritema
B. grau 2: indica estenose
C. grau 3: indica ulceração linear
D. grau 4: indica ulcerações convergentes ou/e estenose
E. grau 4: indica metaplasia

A. grau 1: indica eritema
CORRETO: grau 1 indica eritema
B. grau 2: indica estenose
INCORRETO : grau 2: ulceração linear
C. grau 3: indica ulceração linear
INCORRETO : grau 3: ulcerações convergentes
D. grau 4: indica ulcerações convergentes ou/e estenose
INCORRETO : grau 4: estenose
E. grau 4: indica metaplasia
INCORRETO : grau 4: estenose

Gabarito: A

ANEMIAS

Como distinguir anemia ferropriva de anemia de doença crônica?

Alguns exames complementares constituem a cinética do ferro e permitem diferenciar, em boa parte dos casos, a anemia ferropriva da associada a doença crônica:

Diferenciação laboratorial entre anemia ferropriva e a associada a doença crônica
  Anemia Ferropriva Anemia de Doença Crônica
Ferro sérico Diminuído Diminuído
Ferritina Diminuída Normal ou elevada
TBIC Elevada Normal
Saturação de transferrina Diminuída Normal
TBIC – capacidade de ligação da transferrina ao ferro.

Quando o diagnóstico não é alcançado, deve-se fazer mielograma para avaliação histoquímica da reserva de ferro nos macrófagos. Eventualmente, havendo motivos clínicos para se suspeitar da deficiência de ferro, pode-se tratar como tal por três a quatro semanas e repetir o hematócrito.

MISODOR - ANEMIA DE DOENÇAS CRÔNICAS


Após a realização de maratona, um atleta dá entrada no hospital e o exame de gasometria laboratorial realizado imediatamente, antes do efeito da medicação aplicada é o seguinte: pH: 7,14
[HCO3]real: 10 mEql/l
pCO2: 30 mmHg
[HCO3]standard: 12 mEql/l
BE.: ‐8

Baseado neste resultado, você acha que a administração de bicarbonato endovenoso fará algum efeito para reverter esse quadro? Discuta os resultados apresentados e sugira as razões para este quadro.

ETAPA 1: É acidose ou alcalose? Vamos olhar o pH, que é 7,14, ou seja temos uma acidose.
ETAPA 2: É uma acidose RESPIRATÓRIA ou METABÓLICA?. Qual parâmetro é o mais modificado? O CO2 é baixo, então provavelmente que predomina uma ACIDOSE METABOLICA.
ETAPA 3: Essa acidose é uma acidose metabólica pura? Para isso vamos ter que calcular o ANION GAP. Para o calculo deste parâmetro ou vamos utilizar a formula que leva em consideração Na+, Cl- e HCO3- (dados que não foram fornecidos pelo enuncio) ou podemos utilizar o bicarbonato standard e real, sendo que: HCO3 corrigido (10 mEq/l) = HCO3 (12 mEq/l) - (AG-12)  
Ou seja, o AG=14, e, sendo maior que 12. Convencionalmente ele estará aumentado se for maior de 12 mEq e baixo se for menos que 12 mEq.

As acidoses com AG aumentado, então, são caracterizadas pelo cúmulo de outros ácidos que HCl ou H2CO3, refletindo, então, a retenção de fosfatos, ácidos orgânicos, ou tóxicos endógenos. Nestes casos a cloremia vai ser normal. É explicável, já que, consecutivamente ao esforço físico, aparece a acidose láctica (anaerobiose - desvio do ciclo Krebs - glicólise anaeróbica).

Ou seja, existem outros ácidos (neste caso, o acido láctico) que abaixa o pH. A administração de bicarbonato é necessária para tamponar a acidemia láctica.