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CÂNCER GÁSTRICO

Qual é o defeito genetico mais encontrado em mais de 50% dos canceres gastricos de tipo difuso:

A. polimorfismos de agrupamento do gene interleukina -1, que intensificam a produção da interleukina-1β
B. perda na molécula de adesão celular E-cadherina
C. inativação dos genes supressores tumorais p53 e p16
D. a presença de instabilidade microssatélite
E. perda de unidades de repetição em um alelo microssatélite da linhagem germinativa

A. polimorfismos de agrupamento do gene interleukina -1, que intensificam a produção da interleukina-1β
INCORRETO: veja a resposta da alternativa B
B. perda na molécula de adesão celular E-cadherina
CORRETO : A redução da adesão celular - redução ou uma perda na molécula de adesão celular E-cadherina e encontrada em aproximadamente 50% dos cânceres gástricos do tipo difuso
C. inativação dos genes supressores tumorais p53 e p16
INCORRETO : veja a resposta da alternativa B
D. a presença de instabilidade microssatélite
INCORRETO : veja a resposta da alternativa B
E. perda de unidades de repetição em um alelo microssatélite da linhagem germinativa
INCORRETO : veja a resposta da alternativa B

Gabarito: B

URGÊNCIAS PEDIATRICAS

A criança é particularmente suscetível a desenvolver insuficiência respiratória, pois existem diversos fatores interrelacionados, que vão desde peculiaridades anatômicas a características fisiológicas e imunológicas. Enumeram pelo menos 5 (cinco) fatores que favorecem essa evolução:

Fatores que favorecem essa evolução (0,1 p para cada um):

  1. pequeno diâmetro das vias aéreas que produz uma maior tendência à obstrução; a
  2. função muscular intercostal e a diafragmática menos maduras favorecendo à exaustão;
  3. poros de ventilação colateral (Canais de Lampert e Poros de Kohn) pobremente desenvolvidos favorecendo à formação de atelectasias;
  4. caixa torácica mais complacente;
  5. incoordenação tóraco-abdominal durante o sono REM que prejudica a higiene brônquica;
  6. pulmões com menos elastina nas crianças pequenas levando à diminuição na propriedade de recolhimento elástico com conseqüente diminuição na complacência pulmonar;
  7. o sistema imunológico em desenvolvimento favorecendo às infecções
  8. taxas metabólicas são mais altas, enquanto que a capacidade residual funcional (CRF) e a reserva de oxigênio são mais baixas. Assim, em razão de disfunção respiratória, as crianças tornam-se rapidamente hipoxêmicas.

Jefferson Pedro Piva, Pedro Celiny Ramos Garcia, João Carlos Batista Santana, Sérgio Saldanha Menna Barreto: Insuficiência respiratória na criança (Respiratory failure in the child) - Jornal de Pediatria - Vol. 74, Supl. 1, 1998, disponivel em http://www.jped.com.br/conteudo/98-74-S99/port.pdf


PHRS, 3 meses e 14 dias, pardo, natural de Brasília e procedente de São Sebastião, trazido pela mãe com queixa principal Febre e tosse há 7 dias. 

Mãe refere que o lactente iniciou quadro de febre (38,7º C a 39,4º C) há 7 dias, que melhorava com paracetamol. Associava-se ao quadro tosse produtiva e dispnéia. A mãe então procurou o centro de saúde de São Sebastião, onde foi medicado com sintomáticos e nebulização, posteriormente sendo encaminhado ao PS do HRAS. No momento negava quaisquer outros sintomas. Criança nascida de parto normal, hospitalar, a termo (39 semanas), chorou ao nascer, APGAR 9/10.Peso: 3070g;    Estatura: 49 cm   PC: 35 cm.  Alta pós-parto: 48hs de vida, desenvolvimento neuropsicomotor adequado; aleitamento exclusivo, vacinação completa (conferido no cartão).
Reside em casa de alvenaria, 5 cômodos, 3 pessoas, água tratada, rede de esgoto e energia elétrica. Refere ter carpete em casa e cortinas de pano. Nega tabagismo em casa. Exame físico: Criança REG, hipocorado (+/4+), acianótico, anictérico, hidratado, taquipneíco, afebril.  Peso: 6,5 Kg, cumprimento 61 cm.

ACV: RCR, 2T, BNF, sem sopros  FC: 124 bpm. AR: MV com estertores crepitantes em base pulmonar direita. Ausência de tiragem e batimento de asa de nariz. FR: 60 irpm 
ABD: globoso, flácido, RHA+, indolor a palpação, sem visceromegalias.  Genitália: masculina, sem alterações 
Neurológico: reflexos adequados a idade.

Radiografia de tórax:  Presença de condensação em lobo inferior direito, sem derrame pleural.

QUESTÕES:
1) Avaliam o desempenho estaturo-ponderal desta criança, segundo a tabela abaixo. Quais são as medidas necessarias? (0,3 p)
2) Qual é a suspeita diagnóstica, justificando seu raciocinio ? Qual é o agente etiologico mais frequente nesta faixa etária? (0,1 p)
3)  Baseando-se no seu diagnóstico proponha uma esquema terapeutica para esse caso. (0,1 p)

1) Avaliam o desempenho estaturo-ponderal desta criança. Quais são as medidas necessarias?

No primeiro trimestre, a criança ganha normalmente 700 g/mês (25 a 30 gramas por dia); sendo que o peso á nascer foi 3070 g, idealmente seria que agora a criança pesaria 3090 + 750 + 750 + 750, ou seja 5340 g. (0,1 p) A criança tem 6.500 g, então até agora esta tudo bem, ganhou peso e a altura, sendo inicialmente 49 cm, e, sabendo que no primeiro semestre, crescem 15 centímetros, ou seja 2,5 cm/mes, resulta que o peso deveria ser pelo menos 56,5 e ele tem ja 61, ou seja a criança está no percentil 50 tanto por peso quanto para estatura, o que mostra um crescimento excelente. (0,1 p).
Entre P 97 e P 10, Curva de crescimento ascendente.Condição de crescimento satisfatório. Parabenizar a mãe sobre o crescimento satisfatório da criança. Marcar retorno de acordo com o calendário mínimo de consultas. (0,1 p)

2) Qual é a suspeita diagnóstica, justificando seu raciocinio ? Qual é o agente etiologico mais frequente nesta faixa etária? 

A criança tem como principais e mais importantes dados diagnósticos: tosse e dispneia, associada com febre. O exame radiologico mostra condensação lobar, ou seja, praticamente, temos todos os dados clinicos para diagnosticar uma PNEUMONIA BACTERIANA. (0,05 p)

Na faixa etária de 3 semanas a 3 meses a Chlamydia trachomatis é responsável pela maioria dos casos de pneumonia afebril do lactente e a Bordetella pertussis, pela coqueluche. Contudo, no caso, a criança apresentou febre, o que levanta a suspeita de uma pneumonia bacteriana. O S. pneumoniae permanece como a causa mais comum de infecção bacteriana dos pulmões em todas as idades.  (0,05 p)

3)  Baseando-se no seu diagnóstico proponha uma esquema terapeutica para esse caso.

Penicilina Cristalina 150.000 UI/Kg/dia (0,025 p)

Dipirona IV 0,2 ml  (0,025 p)

Hidratação Venosa (manter veia)  (0,025 p)

Internação hospitalar  (0,025 p)